Review: Arrow S02E12 - Tremors

TremorsFinalmente chega o momento que todos esperavam desde a primeira aparição de Roy Harper em Arrow. Tremors marca o início do treinamento do rapaz pelo Arqueiro. Porém, como já era de se esperar pelo tempo que a série construiu a personalidade do futuro sidekick, a relação entre ambos será conturbada, ao menos por enquanto. O personagem, interpretado com petulância por Colton Haynes, está cada vez mais afetado psicologicamente pela droga Miracle e não será nada fácil para o justiceiro mascarado ajudá-lo a controlar seus ímpetos.

O episódio aproveita também o sentimento de vingança de Roy, por conta do terremoto no final da temporada passada, para aflorar ainda mais sua raiva. Tendo como pano de fundo o roubo de um protótipo da máquina que Malcolm Merlyn utilizou para criar o abalo sísmico, Tremors consegue amarrar bem o conflito do "vilão da semana" com a narrativa envolvendo o jovem coadjuvante. E surpreende, não deixando que toda a trama seja centrada apenas em Harper, colocando Oliver como alguém com uma forte culpa pelo que aconteceu na ilha com Slade, em situação semelhante, e disposto a não deixar que o mesmo ocorra agora. Assim, o roteiro aproveita para expor aos parceiros do herói, Diggle e Felicity, um pouco da história do Exterminador, já que ele é o vilão da temporada, para não perder tempo no futuro, quando de sua revelação no presente. É bom que os autores tenham a consciência de usar um episódio menos movimentado para esse tipo de coisa, para que a narrativa de um mais agitado não seja comprometida com explicações de última hora.

Como se não bastassem tantas subtramas sendo exploradas na segunda temporada, Tremors inicia mais uma, que parece ter chances de influenciar os acontecimentos do próximo ano. A candidatura de Moira Queen à prefeitura de Starling pode trazer um relacionamento interessante no futuro, já que a personagem demonstra, em determinado momento, uma certa inclinação para corrupção. Ainda que fique dúbio o que ela planeja fazer para impedir seu médico de contar, eventualmente, que Thea não é filha legítima de Robert Queen, suas intenções não parecem as melhores. Seria inusitado ver Oliver, na terceira temporada, encarando sua mãe, novamente, como vilã, mas desta vez com motivos mais aparentes. Por várias ocasiões a série deu dicas que o personagem não teria problemas em abandonar sua vida pública para se dedicar ao combate ao crime. Dependendo de como os roteiristas planejam explorar isso, não seria de se estranhar o alter-ego do Arqueiro se afastando da família e abdicando até mesmo de sua fortuna (quem conhece o herói nos quadrinhos até espera ver isso acontecendo na série).

Mesmo não tão bem conduzido quanto o episódio da semana passada, ainda há tempo aqui de avançar ainda mais o arco de Laurel, que nesta temporada divide a opinião do espectador. Quando não faz o papel da personagem que ninguém mais aguenta, tem a missão de injetar drama na série, com seu problema com álcool, que atinge níveis insustentáveis em Tremors. A pergunta que paira é onde o seriado quer chegar com isso e se toda a situação não está exagerada demais. Há momentos em que a impressão é de um futuro abandono na personagem, até mesmo uma troca por Sara. Ou isso, ou Laurel dará uma volta por cima extraordinária, principalmente aos olhos dos fãs.

Tremors

O episódio guarda várias surpresas em seus minutos finais, entre elas uma dica da versão da série para uma popular equipe da DC (calma, não é a Liga da Justiça) e também introduz um novo personagem que estará ligado a subplot de Moira Queen. Vivido por Nicholas Lea, o Krycek de Arquivo X, ainda é difícil dizer a extensão de sua importância no futuro. Outros acontecimentos em seu desfecho deixam o espectador ansioso para a próxima semana, indício de uma trama interessante o suficiente para segurar seu público. O que Arrow precisa decidir, repetindo um ponto já dito no último texto, é o que fará com tantas subtramas. Na metade da segunda temporada há plots paralelas suficientes para a produção de outra série. Tomara que tudo seja bem amarrado para não estragar o bom trabalho feito até o momento.

Alexandre Luiz

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1 comment

  1. Carla Machado 30 janeiro, 2014 at 21:15 Responder

    É, tem bastante subtramas mesmo.Mas não acho que chegará a ser problema.
    Em relação as irmãs Lance, eu mataria as duas: uma por ser muito esquelética e outra por ter um queixo muito grande.
    Me irritam profundamente.
    Mas que diante este capítulo, acho que a queixo -gigante vai treinar a bêbada esquelética e devem seguir algum propósito com isso que eu não sei, pois nunca li HQs…
    Mas de verdade, não me importaria de jogar a máquina de terremotos nelas..

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