Crítica: A Invenção de Hugo Cabret

Mesmo sendo fã de Martin Scorsese e a crítica estrangeira falando maravilhas de sua nova obra, preferi não ver trailer nem ler informações sobre o filme para não criar muitas expectativas. A cada minuto que passava dentro da sala de cinema eu ficava mais feliz, surpreso e emocionado com o que estava assistindo.

Na trama que se passa na década de 30, acompanhamos Hugo (Asa Butterfield), um menino órfão que vive escondido na estação de trem de Paris. Sem que ninguém saiba, ele mantém todos os relógios da estação em funcionamento e vive roubando para se alimentar e tentar reconstruir um robô que o seu pai (Jude Law) lhe deixou. Temos também Isabelle (Chloe Moretz), uma menina que ama ler e que acaba criando um forte laço de amizade com o garoto, e o policial da estação (Sacha Baron Cohen) que vive perseguindo e mandando crianças para orfanatos, mas que nunca consegue pegar Hugo.

Em certo momento ocorre uma virada e somos apresentados a um novo elemento e a partir daí não temos apenas um filme de aventura, mas sim uma espécie de documentário homenageando a sétima arte e George Méliès grande diretor do início do cinema. Méliès personagem ativo na obra é interpretado por Ben Kingsley. Além dele Chaplin e os irmãos Lumière (criadores do cinematógrafo e “considerados” pais do cinema junto com Méliès) também receberam tributo.

O filme comete um pequeno erro ao ser didático demais em determinado momento, mas esta parte é concluída antes que o mesmo se torne chato. Esta falha é compensada pela sempre competente direção de Martin Scorsese e o trabalho brilhante de sua equipe com destaque para Jonh Logan (roteirista) e Howard Shore (compositor), mas não esquecendo os responsáveis pelo figurino, fotografia, som, edição e efeitos especiais. Scorsese e seu time encerram o filme com saldo extremamente positivo entregando uma obra para todas as idades e que consegue trazer a magia que muitas vezes falta no cinema atual.

OBS. 1: As 11 indicações para o Oscar  na minha opinião, foram muito justas e torço bastante para que o filme vá bem na premiação.

OBS. 2: Particularmente odeio 3D e acho que em mais de 95% dos casos é uma tecnologia desnecessária ou mal utilizada, mas em A Invenção de Hugo Cabret além de estar extremamente bem feito ele funciona de forma orgânica com o filme e da um charme a mais a produção.  Recomendo que se possível assistam em 3D.

Texto disponível também em The Uai Zone

Warley Bonanno

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