Crítica: Projeto X: Uma Festa Fora de Controle

Após ver o trailer de Projeto X, e mesmo com a história clichê, fiquei bem curioso para conferir essa produção por gostar muito do estilo comédia escachada e sem pudores, ou considerado por muitos como “besteiróis americanos”. Porém havia um contraponto que me fez ficar com um pé atrás: a utilização da técnica Handycam (câmera de mão), consagrada pelo filme Bruxa de Blair, para mim um dos poucos exemplares que a usa de forma eficiente.

A utilização da Handycam tecnicamente pode não ser das melhores, porém funciona muito bem, pois acaba fazendo com que o espectador se sinta um participante da festa, mas a técnica funciona melhor quando as coisas saem tanto de controle e sentimos estar no cenário de uma “guerra” e não de uma festa.

O ponto fraco é o roteiro simples, bobo e extremamente clichê, mas devido à proposta do filme está de bom tamanho. Além do mais, exigir algo elaborado e rico é bobagem, uma vez que essa não é a intenção da obra, porém óbvio que melhores argumentos seriam muito bem vindos e acrescentariam ao filme.

Sobre os atores, os achei convincentes como típicos adolescentes americanos alienados, apesar de que não deve muito difícil uma vez que eles são jovens e provavelmente freqüentadores de festas, raves, boates e afins. O destaque, sem dúvida, vai para Oliver Cooper que interpreta Costa. Isso se deve a ele ser arrogante, convencido demais e aquele típico contador de histórias, e você que esta lendo este texto deve conhecer alguém parecido.

Para finalizar posso dizer que mesmo não sendo um grande filme que vai ficar marcado na história do cinema, me diverti bastante. Para quem gosta do estilo e quer ir ao cinema dar boas risadas ao ver muitas loucuras regadas a álcool e excstasy e com uma quantidade considerável de nudez e sair satisfeito ao final eu recomendo bastante, porém se você não quer assistir algo do tipo aconselho que procure outro filme.

Encerro por aqui, e vou começar os preparativos para o meu projeto X em Belo Horizonte.

Obs: A Warner Bros. produtora do filme gostou tanto do resultado de estréia do filme em solo americano, que já contrataram Michael Bacall (Scott Pilgrim Contra o Mundo) que já desenvolveu o primeiro para desenvolver a continuação.

Warley Bonanno

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