Review: The Flash S02E04 - The Fury of Firestorm

FLA204bO conceito de The Fury of Firestorm, provavelmente, parecia muito interessante no papel. Vitimado pela força do próprio poder, após a morte de Ronnie, o Dr. Stein precisa de um novo parceiro com quem possa dividir o "fardo" do Nuclear. Assim, o Time Flash busca um meta-humano que tenha as mesmas habilidades do herói flamejante. Na prática, no entanto, a coisa toda soa mais absurda do que a série se permitiu até aqui. É muito difícil soar verossímil quando a trama toda se baseia em encontrar a pessoa certa e convencê-la a unir seu corpo com um completo estranho.

De certa forma, este quarto episódio da segunda temporada soa como se saído da anterior, já que trabalha com a ideia de heroísmo e o que faz alguém ser um herói, temas explorados com muito êxito no primeiro ano do seriado (e cabe observar que até mesmo a narração de Barry, algo abandonado já naquela ocasião, retorna aqui). Os problemas começam a aparecer quando Caitlin parece convencida de que a chance de ser um super-herói deveria ser abraçada cegamente. Justo ela, que, além de acompanhar tudo pelo que Barry passa, perdeu o marido exatamente porque este resolveu se tornar um defensor super-poderoso da justiça.

Outra fraqueza de Fury of Firestorm está, novamente, na necessidade urgente de se criar as bases para Legends of Tomorrow. Com a presença do Nuclear na futura série spin off, os produtores precisavam encontrar um substituto para Ronnie Raymond. O escolhido foi Jefferson Jackson (Franz Drameh), que entra na série como um garoto que perdeu muito com a explosão do acelerador de partículas. O roteiro desenvolve bem o personagem, embora seja bastante clichê no universo dos quadrinhos (dividindo algumas similaridades com o Ciborgue, por exemplo). Mas incomoda tanto tempo ser gasto no início das temporadas de Arrow e Flash com outra série. E as tramas centrais de ambas adaptações são promissoras, mas deixadas de lado pela necessidade de apresentar novos e reintroduzir antigos personagens (como fará o próximo episódio do seriado do Arqueiro Verde). De qualquer forma, a trama da semana serve como história de origem também para um vilão: Henry Hewitt (Demore Barnes), o primeiro da temporada com um background razoavelmente convincente, até porque o espectador acompanha toda sua história. Como ameaça, no entanto, perde um pouco para outros antagonistas, mas oferece um bom clímax, quando enfrenta o Flash e Nuclear. É daqueles momentos típicos de quadrinhos que o programa já acostumou o fã a assistir.

Por outro lado, há um forte destaque para a subtrama da mãe de Iris. Finalmente o roteiro começa a revelar as intenções da presença da personagem. Fica bem evidente neste episódio que Francine será a responsável por introduzir Wally West no universo da série, com algumas diferenças com sua contraparte dos quadrinhos. A ideia surge promissora, e da forma como vem sendo desenvolvida, pouco a pouco, dificilmente soará forçada.

Outra subtrama bem interessante, mas que acontece offscreen por boa parte do episódio é aquela envolvendo Harrison Wells. A recompensa nos momentos finais vem na forma de um momento que já está entre os mais icônicos da série, mesmo que dure tão pouco tempo. Sem querer estragar a surpresa (caso você esteja lendo este texto antes de ter assistido), pode-se dizer que, em termos de efeitos visuais, The Flash superou a si mesma, com algo ainda mais impactante que o próprio Gorila Grodd. A plot secundária também serve para trabalhar melhor o futuro relacionamento entre Barry e Patty Spivot. A policial continua adorável e a química entre os dois tem funcionado bastante.

FLA204c

Apesar de todo o tempo dispensado à ideia de criar o cenário do spin off vindouro, e do fraco conceito usado para introduzir o novo Nuclear, artificial e inverossímil, o desenvolvimento das subtramas que irão seguir por, pelo menos, a primeira metade da temporada, tornam The Fury of Firestorm razoavelmente interessante. Tomara que até o crossover com Arrow, já anunciado como uma espécie de backdoor pilot para Legends of Tomorrow, os fãs possam ver mais do que a série tem para oferecer dentro de sua própria mitologia.

Alexandre Luiz

Comente pelo Facebook

Comentários

1 comment

Deixe uma resposta