Review: True Blood – 6x05 Fuck the Pain Away

A dor é comum a todas as raças. Depois de um movimentado início de temporada, True Blood chega com um episódio carregado de twists, mas que infelizmente soam meio deslocados e não agregam o impacto promissor das últimas semanas. Essa decepção se deve em grande parte a figura do (até pouco tempo atrás) temido Warlow. Em contrapartida, é ótimo notar que o plot mais curioso e interessante da temporada ganha ainda mais força quando a decisão de fechar certos círculos (muitas vezes menos pode ser mais) de personagens, conectando-os da forma mais orgânica possível. Nisso, toda a operação patrocinada por Sarah Newlin e institucionalizada por Burrell sob o capuz da LAVT não decepcionou um minuto se quer, o que geralmente basta na série.

Sookiezita toda sensual ameaçando Warlow/Ben no meio do coito foi hilário. O fado vampiro que também é progênie de Lilith e carrega a possível salvação (ou seria ascensão?) para raça que o destruiu, agora ganha ares de anti-herói trágico e isso não me animou nem um pouco, justo por achá-lo bem insosso (sim, meu alerta shipper #TeamEric está sempre ligado). Billith chegar e se revelar como o maker convencional do romântico (“Te esperei por milênios!”- bem brega né?) “vilão” soou totalmente plausível, o que não significa que foi bem executado. De todo o imbróglio inicial, o destaque mesmo vem com a revolta de Sookie diante de outro mimimi envolvendo vampiros. Não se tem mais o que se discutir, a (sa)fadinha retomou seu lugar de protagonista outra vez.

Ainda sobre a bizarra família Compton, que entra mais uma vez numa espiral de tragédias, podemos destacar a enrascada em que Jess se meteu. Pode até parecer frieza da minha parte, mas senti mais pena da baby-vamp do que das fadinhas em si. O desespero da vampira ao correr de Andy para procurar a ajuda de quem ela gosta, foi um misto de alívio cômico (a indecisão sobre a real origem de Billith) e drama (as conversas de Jess com Jason também sempre rendem momentos fofos). O que ela não esperava era a presença de Sarah Newlin com todo o seu ar de Irmã Zuleide piriguete. Não vou procurar sentido no fato de Sarah ir direto pra casa de Jason depois do fora que levou de Burrell, mas sinceramente foi bem forçado. O lance do convite desfeito no momento em que ela expulsa Jess, ou é outra evolução das pesquisas nos Campos, ou a LAVT comprou a casa de Jason instantaneamente. Fato é que Jess foi direto para prisão dos vampiros para fazer coro a Pam e Willa.

O destaque dado ao centro de pesquisas patrocinado por Sarah Newlin (Burrell só vendeu a ideia pra Louisiana) foi simplesmente sensacional. Sem rodeios, Eric e Tara se entregam aos guardas da LAVT para salvar Pam, e aos poucos vamos descobrindo como é que toda a bizarra estrutura do complexo funciona. Gostei de terem juntado Tara com Jess logo de cara, e mais ainda de terem mostrado que Willa não teria mordomias só por ser filha do Governador. Só fiquei curioso por saber onde estaria Nora por lá? Porém, o que eu esperava há um bom tempo finalmente aconteceu, a nossa querida Pam está de volta. Sem as discussões chatas com Eric, ela retomou o seu antigo espaço. A sessão com o psiquiatra já pode figurar entre os melhores diálogos da série e toda a sinceridade ácida de Pam é responsável pela hipnotizante sequência. Vampiros são a evolução da raça humana, mas não por eles abdicarem da dor, e sim por entenderem que ela não é eterna. Acho que desde Godric não tocavam na questão da imortalidade e a forma que voltaram a abordar o assunto me deixou mais do que orgulhoso.

Como eu havia mencionado, excluindo a promissora evolução da trama nos Campos, restou o lado boring da série. Já disse que os Bellefleur são bons na comédia, drama não funciona com eles e não cola pra ninguém. Jogar Terry em outro plot patético envolvendo os fuzileiros é brincar com nossa paciência. Tá certo que True Blood melhorou, mas não nos esquecemos das recentes baboseiras. Os lobos e Sam ficaram neste mesmo meio termo de relevância e tédio. Não me importo e nem quero, pra mim os vampiros é que valem mais e quero mais tempo de tela para eles. Somado a tudo isso, o desenvolvimento mitológico da origem de Warlow não teve absolutamente nenhum impacto, porque a HBO nunca esteve disposta a gastar um pouco mais com a produção da série. Fiquei com vergonha dos flashbacks numa pré-história tão deslocada, que me senti emburrecendo com tanta pagação de mico.

Jogando Eric num impasse atordoante ao brincar com a definição de dor dada por Pam, Burrell e Sarah se firmam como os vilões da temporada, e se pararmos pra pensar que desde René nenhum outro humano teve esse lugar definitivo, o episódio desenha o primeiro cliffhanger, reforçado pelo engraçado retorno de Lafa ao status de Mãe de Santo. Como Sookie vai escapar do julgamento que o seu próprio pai reservou para ela, eu não sei, porém posso dizer a vocês que os próximos episódios felizmente prometem! É só dar uma olhada nesse espetacular trailer da metade final da temporada. Insano e sem mas.

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4 comments

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    Júnior Silva 23 julho, 2013 at 18:53 Responder

    Vou começar já causando: Adorei o episódio kkkkk (tá, "adorei" é um exagero, mas gostei sim)
    Só pra constar, adorei o fado se revelar um pseudo herói de Sookie, nunca ia imaginar que o motivo dele ter matado os pais dela seriam justamente porque o pai da própria queria matá-la, confuso, surpreendente e finalmente a gente agora sabe dessa parte mal contada da história.
    Continuando sobre o fado, não é novidade que acho ele fofo, só a história dele que de fofa não tem nada, principalmente quando a sebosa de Lillith esfregou aquele mato sujo nele. Daí me vem Bill, que até então nem me tocava do fato dos dois serem um só agora, se mostrar o criador de Warlow. Minha reação na hora foi "What?", bem depois que vim me adentrar aos fatos.
    Sookie minha filha você pode ter sofrido, mas ri muito de sua situação com Lady Lafa, a Nega possuída pelo pai matador jogando a Swift no porta malas me fez gritar – de rir.
    Jess mesmo sendo assassina fica fofa, coitadas das fadinhas, a FairyVamp nem lançou um single e já perdeu 3 integrantes, sad. O pai lógico ficou arrasado, até menos do que se esperaria normalmente, mas, em plena comoção por perdas familiares, ele sempre contará com o apoio de Kylie Minogue do seu lado, lindo.
    E agora vamos para o melhor momento: os vamps!
    Como todos podem perceber a visão de Bill está tomando rumos, todos sendo presos e indo ao encontro da morte (só se for de novo). Jess e Tara juntas = cool. Jess com medo de estar servido ao diabo = bêbada xD. Pam tendo uma conversa sincera e franca com um psicólogo foi tudo que há, ela é uma das personagens que não perdem sua essência nunca, ficou tão empolgada até que recusou uma chupada na mulher que estava morre-não-morre, só não engoli você dizer que não ama Erik, "tá serto!"

    ps1: Sam essa semana foi ZzZzZzZz…
    ps2: Alcide continuando a ser dispensável feat. ZzZzZzZz… -50%
    ps3: Terry querendo morrer mais ZzZzZzZz… ainda
    ps4: Wila agora sabe a regra principal do campo de concentração: Eu te ajudo e você chupa minhas bolas! – simples não é gente (nunca vi uma tara tão grande como esse povo de True Blood tem por bolas =X)
    ps5: Também quero entender porque aquela crente do c* quente feat. seco" expulsou Jess da casa que nem é dela, fiquei bolado
    ps6: Aquele joguinho dos vampiros pegando a bolinha pra não morrer poderia ser gravado pra alguma cena de um novo Jogos Mortais, babado
    ps7: Pessoas confirmaram um pré infarto ao assistir o trailer – tá, fui eu =p

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    José Guilherme 23 julho, 2013 at 19:34 Responder

    kkkkkkkkkkkkkkkkk!!! Inspirado de novo né?! Pra falar a verdade você gostou do que eu mais gostei que são os plots dos Vampiros nos Campos… nada ali soa forçado ou ruim e a essência de True Blood transborda em cada um dos diálogos. Fico feliz só com isso.

    Tô só esperando Warlow se revelar um megaevil… vou rir muito de quem gosta do fadampiro insosso! =P KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
    A Crente do C* Quente pra mim á a melhor vilã da temporada. Espero você na próxima review Boca, que sai logo logo. 😉

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