Obra de Paolo Bianchini, O Maldito Dia do Fogo versa sobre o avanço dos tipos de armamento nos EUA

O Maldito Dia do Fogo é um filme de faroeste europeu, que usa um fundo histórico para apresentar uma história repleta de melancolia, contemplação e pessimismo.
Obra de Paolo Bianchini, lançada em 1968 tem uma trama que gira em torno do oferecimento de uma metralhadora super avançada, uma arma capaz de cuspir muito mais balas que escopetas, revólveres e pistolas comuns, ou seja, a história ocorre ao redor de um artefato que mudaria a forma de combater e viver no velho oeste americano.
Essa invenção é feita pelo inventor histórico Richard Gatling, que é um personagem aqui e a sinopse dá conta de um homem infiltrado, que tenta entender o ardil que fez falecer diversas pessoas que sabiam da existência desse armas.
Nesse cenário ele se depara com bandidos, com traições e com um grupo de ricos burocratas, conservadores, racistas e xenófobos, que aceitam a colaboração de um mestiço, ao menos até onde esse é útil.
Essa figura por sua vez flerta com a condição carismática que alguns líderes populares tinham na América Latina, fazendo assim com que essa obra se aproxime dos clichês dos Zapata Westerns, embora não seja exatamente desse secto.
Equipe criativa e caso real Gatling
O roteiro e argumento é do diretor, Bianchini, e do trio formado por Claudio Failoni, Franco Calderoni e José Luis Merino.
Já Edmondo Amati é o produtor.
Como se sabe, o obra passa por eventos reais - que se resumem a criação da gatling - mas não é exatamente uma cinebiografia, por isso, separamos aqui um trecho da análise, para falar de Richard Gatling.
O personagem real se chama Richard Jordan Gatling, nasceu em 1818 no condado de Hertford na Carolina do Norte e morreu em1903.
Sua carreira de inventor inclui patentes de itens como um propulsor helicoidal e uma plantadeira de trigo, que é um dispositivo de plantio, uma máquina de quebrar cânhamo registrada, um arado/trator a vapor e claro, a metralhadora Gatling. Há registros de um aríete marítimo a vapor e um arado motorizado, ou seja, um trator também.
Sua invenção mais conhecido é a arma que recebe seu nome, que é considerada a primeira metralhadora bem-sucedida da história.

Jordan inventou a metralhadora depois de notar que a maioria dos soldados lutando na Guerra Civil foram perdidos por doenças e não por tiros. Em 1877, ele escreveu:
Ocorreu-me inventar uma arma que pudesse, por rapidez de fogo, permitir que um homem fizesse tanto dever de batalha quanto cem, o que substituiria a necessidade de grandes exércitos e de exposição à batalha, o que faria contrair menos doenças em campo de guerra.
A arma foi baseada na plantadeira de sementes de Gatling e foi feito protótipo funcional em 1861.
Em 1862, ele fundou a Gatling Gun Company em Indianapolis, para comercializar a arma, mas as primeiras seis armas de produção foram destruídas durante um incêndio em dezembro de 1862 na fábrica.
Polêmicas com Gatling
A arma viu muito pouca ação mal foi utilizada durante a Guerra Civil dos Estados Unidos, isso se deve em parte ao fato de Gatling ter sido acusado de ser um copperhead por causa de suas raízes na Carolina do Norte, mas isso nunca foi provado.
Esse é um termo/gíria referente a uma cobra, ou seja, é sinônimo de hostilidade e traição.
Gatling nunca foi afiliado ao governo ou militar dos Estados Confederados, nem viveu no Sul durante a Guerra Civil.
Filmes "baseados"
Uma história em torno da Gatling Gun foi alvo de um western feito nos Estados Unidos, de 1971, chamado A Metralhadora Gatling (The Gatling Gun no original) de Robert Gordon, com um elenco repleto de nomes conhecidos do gênero, como Guy Stockwell, Robert Fuller e Woody Strode.
Graças ao nome em inglês essa obra e O Maldito Dia do Fogo são frequentemente confundidos, aliás, não só por isso, visto que parte da premissa é praticamente a mesma.
A trama do longa estadunidense acompanha desertores traiçoeiros que roubam uma metralhadora Gatling de sua unidade de cavalaria para atacar uma tribo Apache e roubar seu ouro.
Entre obras que destacam nominalmente a Gatling Gun em suas tramas, se destacam Corações Divididos de Rudolph Maté, de 1954, Justiceiro Implacável de Stuart Miller, lançado em 1975, Jovens Pistoleiros de Sam Raimi e Sete Homens e um Destino de Antoine Fuqua.
Também destaca-se Django, de Sergio Corbucci, que inclusive, é fruto de confusão com esse, fato que exploraremos mais à frente.
Estreia
Na Itália o longa chegou aos cinemas em 13 de dezembro de 1968, já na Espanha, estreou em junho de 1969 em um cinema de Barcelona.
Em Madrid, estreou em novembro, sendo assim na França também. A Alemanha Ocidental recebeu ele em fevereiro de 1970.
A duração da obra varia entre as versões ao redor do mundo, a maior delas, até onde se sabe, tem uma hora e quarenta minutos totalizados.
Nomenclatura
O título original italiano é Quel caldo maledetto giorno di fuoco, fato que faz a tradução brasileira fazer todo sentido. Já na Espanha é chamado de
No Canadá era chamado de Gatling Gun ou Avec Django ça va Saigner, enquanto nos Estatos Unidos chamava Damned Hot Day of Fire, Machine Gun Killers.
Na maioria dos países de língua inglesa era Gatling Gun, enquanto em Portugal é A Metralhadora.
Ligação com Django?!
Como dito, havia uma certa confusão desse com o longa de Corbucci.
Dentro do exploitation europeu do velho oeste, era comum que filmes sobre essa época fossem ligados à personagens famosos do cinema popular italiano, algumas vezes propositalmente e em outras, não.
Por essas questões é que esse foi chamado de Django em algumas praças, já que a gatling gun é utilizada em algum momento no filme do vingador de capa preta.

Na Alemanha Ocidental por exemplo, ele se chamava Django spricht kein Vaterunser, assim comona Dinamarca, onde era Dollars til Django. Já na França era Avec Django ça va saigner.
Gravações
As gravações variavam entre os dois países, com cenas de estúdio em Roma no Cinecittà Studios, além de Madri, em Aranjuez, na Colmenar Viejo e em Feria del Campo.
Estúdios
Essa é uma obra da Fida Cinematografica e da Atlántida Films.
Quem distribuiu o longa nos cinemas alemães foi a Filmagentur Süd, na França a Les Films Marbeuf, no Canadá a Paradise Film Exchange. A Atlántida Films lançou na Espanha.
Quem fez
Bianchini dirigiu O Jogo de Espiões, O Rei dos Criminosos, Meu Sangue chama Vingança e Ei, Amigo...Descanse em Paz!.
Failoni escreveu só esse, mas trabalhou como assistente de direção em A Amiga e Os Executores. Calderoni escreveu apenas esse.
Merino escreveu Os Amores de Mercedes, Kitosch: O Massacre do Forte das Águias, A Batalha do Último Panzer, Os 7 Comandos do Inferno, Os 5 Avisos de Satanás, El Zorro de Monterrey e A Orgia dos Mortos.
Amati produziu Romance Popular, Presas Brancas, O Anticristo, Os Quatro do Apocalipse, Exterminação 2000, Do Inferno à Vitória e Os Caçadores de Atlântida.
Preferido do diretor
Este filme figura na lista dos 20 melhores filmes de faroeste segundo o diretor Quentin Tarantino.
É sabido que o realizador de Cães de Aluguel e Pulp Ficton é muito fã de gênero, não à toa conduziu Django Livre e Os Oito Odiados, foram os elementos de faroeste selvagem que inseriu em obras como Um Drink no Inferno e Kill Bill.
Ele costuma resgatar muitas músicas de trilha sonora dos faroestes italianos, mas até onde se sabe, ele não utilizou nenhuma música de Piero Piccioni, que é o compositor e maestro dessa obra.
Narrativa
A trama inicia sem voz, ao som da bela música de Piccioni, conhecido por obras como O Desprezo e O Bandido Giuliano.
Aparecem pessoas, em uma cidade vazia, em estágio tão inicial de construção que o lugar mal possui prédios. Essa parece uma cidade fantasma.
No centro da localidade, chamam o militar sr. Pinkerton (Tom Felleghy) para acompanhar a chegada de uma carruagem, que traz consigo um rapaz desacordado.

Esse era Chris Tanner (Robert Woods) o mensageiro da história e seu narrador.
Perguntam a ele sobre Wallace e ele diz que contará, assim que for possível fazê-lo. O relato continua imediatamente.
Flashback
Quando o conto começa, pessoas estão ao redor de um homem, que imediatamente demonstra o motivo do filme, ou seja, mostra a metralhadora giratória capaz de cuspir muitas balas.
Sua rajada ocorre para frente, em alvos pré-estabelecidos.
Aquela é uma reunião muito calculada, formada por pessoas importantes e ricas, provavelmente aristocratas, que presenciam a primeira ação da invenção de Gatling (Ennio Balbo) há um general Thomson, Ryckert - ou Rikert - de Jorge Rigaud, uma senhora, Treble (Rada Rassimov) e Pinkerton.
Segredo
Essa ação, por mais chamativa que parecesse, foi toda feita escondida e em alto sigilo, a despeito até do presidente Abraham Lincoln, que mais tarde, saberia da existência dessa arma.
O intuito seria guardar isso para o combate contra o sul, visto que são da parte norte do país, na cidade de Las Cruces.
Enquanto esses discutem, assaltos de grupos armados entram em uma mansão, que é próxima justamente de onde ocorreram os primeiros momentos dessa história.
Nesse interim, colocam todos em perigo, inclusive a moça, que aparece em um momento de vulnerabilidade, já que estava tomando banho.
Eles são homens de Topes ou Tarpas, o personagem de John Ireland, roubam o projeto de Gatling, apesar de ser muito pesado.
Os capangas que pegam o artefato são logo mortos, por serem testemunhas, sobrando apenas Topes, que apesar de ser uma testemunha também, é poupado por seu sócio, um sujeito de identidade escondida.
Bode expiatório
Uma junta de militares se reúne e elege Chris Tanner como o culpado, visto que entre as pessoas que sabiam da arma Gatling, ele foi o único que sobreviveu, mesmo não aparecendo naquele momento.
O mesmo Pinkerton que apareceu no epílogo, lamenta o ocorrido.

Então, fala com Grant (Furio Meniconi) que segundo o seu ardil, funcionaria como laranja, já que fingirá ser Tanner, ficando na cadeia no lugar do suspeito.
O plano
Pinkerton acredita em Chris, o libera, com uma condição: ele precisa ir para Las Cruces, fingindo ser Jeremiah Grant, o homem preso em seu lugar.
Deve descobrir o que aconteceu de verdade com Gatling e deve arrumar contato com Alan Curtis.
Ninguém além dele e do general sabem que ele foi liberado e o sujeito deve voltar em 30 dias, mas segundo Chris, são 13 ou 14 dias para chegar a Las Cruces, ou seja, ele terá de 4 a 6 dias para fazer todo o trabalho, se muito.
O Grant verdadeiro escreve então uma carta aos parentes, para que ajudem Chris, então pede a ele que entregue um relógio para o mais novo dos parentes, o pequeno Ted.
Hostilidade
Os irmãos Grant, Scott e Ted agem de maneira agressiva, quando Chris chega. Ele pede calma e avisa da carta, fato que ajuda a desacirrar os ânimos.
Logo ele encontra o contato, do sr. Curtis (Roberto Camardiel) um dentista carniceiro, apresentado como tal.
Investigação
Chris avança, os capangas de Bishop (Gérard Herter) tentam pegá-lo, mas não conseguem. Os capangas até se matam por engano, visto que o personagem central é ardiloso, rápido e capaz de ludibriar a tudo e a todos.

O personagem é sorrateiro e enquanto desmantela o inimigo, outro sujeito chega e fala com Curtis, justamente o tal Wallace, ou melhor, Jonathan Wallace , interpretado por sua vez por Lewis Jordan.
Martha Simpson (Claudie Lange) vira informante do anti-herói, entrega que Tarpas comprou tudo e tem grande influência, ou seja, esse não é apenas um filme de ação, já que baseia seu drama em curvas dramáticas de traições e trocas de lado.
Vilões
Tarpas continua falando com o amigo misterioso, que segue incógnito, mesmo depois de saber que chegará um milhão de Las Cruces.
Topes então vai ao encontro de Wallace, depois que esse briga com Grant/Chris.
Ele é tratado mal por seus pares, basicamente por preconceito de origem, por ser um mestiço, a mistura de duas raças e de duas nacionalidade. Sofre assim não só xenofobia, mas também racismo.
O personagem de Ireland tem contato com Bishop, mas não entrega de bandeja as informações que guarda. É cauteloso, afinal, quase todos os personagens que aparecem são venenosos tal qual víboras.
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Nesse filme, todos são estrategistas e suspeitos, ocorrem muitos estratagemas e ações na surdina.
Conflitos
Há muitos combates à noite, muitos embates sangrentos, quase sempre fugindo do sensacionalismo típico dos filmes de ação, com brigas certeiras e sujas, repletas de sujeira, sangue e areia.
Aqui também há a preocupação dos personagens de culpar povos diversos pelos infortúnios.
Se acusa os confederados de terem roubado a grande arma, até os navajos são chamados assim, de suspeitos no roubo.
Já Topes quase consegue ludibriar Chris, mas os eventos desencadeiam para um conflito entre as partes, depois de muitos tiroteios, mentiras, falsidades e traições, que enfim põe frente a frente as duas partes mais espertas e bem preparadas da trama.
A descoberta do homem misterioso é dada sem alarde e os momentos finais mostram Chris no lugar de Bishop, com o mestiço sobrevivendo e utilizando a arma giratória.
O Maldito Dia de Fogo é uma obra seminal, não busca ser épica e grandiosa justamente por dar espaço a figuras lamentáveis, de moral baixa e caráter dúbio, que diante desse cenário, buscam sempre enriquecer ou se fortalecer na corrida pelo poder. É comum e vil, como a vida é.









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