Acaba sendo meio chato ter que comparar produtos culturais, mesmo que eles façam parte do mesmo universo. Afinal, cada um possui suas características, cada um possui vida própria. Porém, às vezes, um comparativo é inevitável (e, necessário), como Fear the Walking Dead com The Walking Dead.
Um bom exemplo para começarmos a comparar é na construção dos personagens, principalmente, em relação a este mais novo episódio de Fear the Walking Dead. Se na semana anterior tivemos um bom panorama de quem é (ou, de quem aparenta ser) John, agora temos um pouco mais da história de Naomi (ou, Laura), e do motivo pelo qual ela estar constantemente fugindo.
O melhor de tudo é que a justificativa soa plausível, e realmente sentimos o drama dela. Um drama que, naquele momento, acaba sendo compartilhado, meio que a contragosto, com Madison e Strange, quando estes ainda estavam às voltas com os Abutres. Essa parte se passa no passado.
No presente, Alicia e cia, após o ocorrido com Rick, estão obstinados a perseguirem e massacrarem os Abutres, enquanto Morgan e John continuam em busca de algum paradeiro de Naomi. São jornadas que, em algum momento neste episódio, vão se cruzar, com consequências trágicas.
Em suma, o que temos neste episódio é um panorama melhor de certos personagens, sem prejuízo da “narrativa principal”, ou seja, aquela que se encontra no presente, e é esse roteiro simples, mas, eficaz, que anda faltando em The Walking Dead.
No entanto, um ponto que decaiu um pouco neste episódio de Fear the Walking Dead é no que diz respeito a Morgan e Althea, que parecem não ter evoluído. Enquanto o primeiro está começando a atrapalhar mais do que ajudar, a segunda não está indo muito além de ser aquela observadora que tudo registra com a sua câmera. Muito pouco.
Em contrapartida, estamos começando a formar um panorama bem amplo a respeito de John, e até mesmo de Strange, que julgávamos conhecer desde o início da série. Os flashbacks em que se relaciona com Madison servem bem ao propósito de mostrarem um personagem rico em nuances, e que, ao lado de John e Rick, estão sendo os melhores dessa temporada.
Ou seja, personagens que sentimos uma certa ambiguidade, mas, que ainda assim, atraem o espectador, algo que também falta na fase atual de The Walking Dead, que está se notabilizando por personagens muito rasos.
No geral, temos aqui mais um episódio com uma qualidade muito boa, tanto em termos técnicos, quanto em relação à história. O final meio que chocante (e, ousado) pode abrir muitas perspectivas para o futuro. Agora, é aguardar.
Aviso: Semana que vem o sétimo episódio não será exibido, o que só acontecerá na próxima da próxima semana. Assim que ele for ao ar, estaremos aqui, fazendo a análise.










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