Lançado três anos depois do clássico, Tubarão 2 é o fruto de uma fórmula requentada, que vem em resposta a obra de Steven Spielberg

Tubarão 2 é um filme de terror e drama e que já era muito esperada visto o enorme sucesso do clássico blockbuster de Steven Spielberg. Lançado em 1978, esse longa-metragem conta uma história sobre uma cidade praiana, que se vê às voltas com o ataque de um predador assassino, com um tubarão branco à espreita, tal qual havia sido alguns anos antes, nos eventos vistos em Tubarão.
Dirigido por Jeannot Szwarc, o longa teve uma pré-produção conturbada, que envolveu a queda de um realizador, convites e desconvites para escritores e muitas brigas entre a estrela do elenco e o realizador final.
Dessa vez os roteiristas são Carl Gottlieb e Howard Sackler, baseados no romance de Peter Benchley. Foram produtores David Brown e Richard D. Zanuck, novamente, enquanto Joe Alves foi o produtor associado.
A trama mais uma vez mostra Amity, a família Brody, que conta com delegado Martin sendo o centro das atenções. O ator Roy Scheider retornar para o papel, sendo ele o principal chamariz no pôster e nos outros materiais de divulgação.
Pressa e "prequel"
A Universal queria uma continuação de Tubarão logo depois do filme original. A dupla Brown e Zanuck percebeu que outra equipe acabaria fazendo uma sequência se esses não assumissem a responsabilidade por manufaturar a parte dois, então assumiram esse, indo atrás de uma nova equipe criativa.
Howard Sackler, que havia contribuído para o roteiro do primeiro mas optou por não receber crédito, ficou encarregado de escrever o primeiro rascunho desse. Sua ideia inicial seria resgatar aqui uma história de origem, baseada no afundamento do USS Indianapolis, na história narrada por Quint, o personagem de Robert Shaw do primeiro filme.
Embora o presidente da Universal, Sid Sheinberg, tenha considerado o tratamento de Sackler interessante, a ideia foi descartada.

A não participação de Spielberg
Steven Spielberg jamais foi a favor de fazer sequências num geral, ao menos não na década de 1970, uma vez que ele mesmo seguiria nas franquias de Indiana Jones e Parque dos Dinossauros.
O diretor afirmou que fazer uma continuação de qualquer coisa é um truque barato, de parque de diversões. Ele foi chamado para esse, mas sequer respondeu aos produtores quando convidado.
Segundo ele, o enredo planejado seria diferente, tanto da prequel com Indianapolis quanto o que foi executado em Tubarão 2. Nela os filhos de Quint e Brody caçariam um novo tubarão.
Já David Brown disse que Spielberg não quis dirigir a continuação porque sentia que já havia feito o filme definitivo sobre tubarões e ele não estava sem razão, mas evidentemente pesou a péssima experiência de filmar na água.
Richard Dreyfuss foi sondado para estrelar a sequência, mas a produção de Contatos Imediatos do Terceiro Grau estava atrasada e junto ao diretor se recusou a participar.
Questões com produtores e Benchley
Esse é o segundo de três filmes produzidos por David Brown e Richard D. Zanuck que são relacionados a um romance de Peter Benchley.
O primeiro foi Tubarão em 1975, do qual este filme é a primeira continuação, já o terceiro e último foram a adaptação de A Ilha, de 1980, baseado em um livro do autor.
Direção "antiga" e rascunhos de roteiro
Originalmente esse seria dirigido por John D. Hancock, de Sonhos Alucinantes e O Amor não Vai à Guerra.
Ele foi demitido após três semanas de filmagens, os executivos da Universal e da MCA não gostaram do tom sombrio e sutil que o filme estava assumindo e passaram a exigir uma história mais leve e orientada à ação, por isso optaram pela troca.
Além dele, sua esposa Dorothy Tristan, também deixou a produção, depois de reescrever o trabalho de roteiro de Sackler. Aliás, foi Howard quem recomendou Hancock para dirigir o filme e ele se sentiu traído quando a esposa do diretor, foi convidada para reescrever o roteiro.
Segundo Joseph Mascolo, o roteiro original incluía cenas que desenvolviam melhor o personagem Len Peterson, especialmente suas ligações com a máfia, algumas dessas cenas chegaram a ser filmadas com Dana Elcar, mas, depois que Hancock foi demitido, elas foram descartadas, para grande frustração de Mascolo, que havia assumido o papel de Elcar sob a direção de Jeannot Szwarc.
O filme entrou em hiato para que o roteiro fosse reformulado, fato que fez Scheider ter grande satisfação.
O antigo realizador contratou Tegan West e Ricky Schroder para os papéis de Michael e Sean Brody, respectivamente, mas após um mês de filmagens, ele foi foi substituído por Szwarc, que teve de recomeçar do zero, substituindo os dois atores por Mark Gruner e Marc Gilpin.
Cidade Fantasma
Quando as filmagens começaram originalmente com Hancock como diretor, Amity foi concebida quase como uma cidade fantasma, com lojas fechadas, repleta de tábuas pela zona urbana e fachadas de prédios em ruínas.
A economia estaria devastada após os eventos de Tubarão, mas Hancock enfrentou vários contratempos: primeiro, os moradores de Martha’s Vineyard, onde o filme estava sendo rodado se recusaram a permitir que suas lojas e casas fossem fechadas com tábuas, depois, sua cinematografia era constantemente criticada pelo estúdio por ser “contrastados demais e azulados”, com pedidos contínuos para clarear o tom do filme.
Recusa inicial de Gottlieb
O roteirista (e ator) Carl Gottlieb havia sido procurado nas discussões iniciais para escrever o script, mas recusou a oferta por causa do valor oferecido.
Depois da demissão de Hancock, decidiu-se reformular completamente o roteiro, com isso a Universal Pictures em dificuldades, Gottlieb aceitou reescrevê-lo por um valor maior do que o originalmente proposto.
Sugestões na condução
John Frankenheimer (Grand Prix) e Otto Preminger (Anatomia de Um Crime) foram considerados para a direção desse Tubarão 2, mas obviamente preferiram não aceitar.
Verna Fields, que montou o primeiro e virou vice-presidente da Universal, sugeriu o designer de produção Joe Alves (que mais tarde dirigiria Tubarão 3) para codirigir com ela própria, mas o pedido foi recusado pelo Directors Guild of America, em parte porque o sindicato não permitia que um membro fosse substituído por alguém que não fosse filiado, e também porque, após os acontecimentos no set de Josey Wales, o Fora da Lei, havia sido instituída uma proibição para que membros do elenco ou da equipe assumissem a direção durante a produção de um filme.
Então chegaram ao nome de Jeannot Szwarc, que ao ser contratado, retomou a produção filmando uma complexa, do esquiador aquático.

Como essa demoraria a ser concluída, Carl Gottlieb teve tempo para concluir o roteiro e para receber o valor que gostaria de ganhar inicialmente.
Problemas com a namorada do produtor
John Hancock teve problemas com Sid Sheinberg, que sugeriu que Lorraine Gary, a interprete de Ellen Brody, deveria sair em um barco para ajudar a resgatar as crianças junto do marido.
Ao ser informado da ideia, Zanuck recusou e o rascunho de roteiro "seguinte" foi entregue sem que Gary fosse ao mar.
Hancock afirma que isso contribuiu para sua própria demissão do filme. Gary namorada Sheinberg, além disso, também houve a demissão de outra atriz que era namorada de um executivo da Universal - à boca pequena, se diz que essa também namorava Sid.
Estreia
No Canadá e nos Estados Unidos o longa chegou em 16 de junho de 1978. Estreou em julho na Finlândia e na Itália em novembro.
Em dezembro estreou em Portugal e no Brasil chegou novamente em 25 de dezembro de 1978.
Nomenclatura e piada francesa
O título original é Jaws 2, na Argentina é chamado Tiburón 2. Na Itália se chama Lo squalo 2 e em Portugal é Tubarão 2 mesmo.
Na França o nome desse é Les Dents de la mer, 2ᵉ partie ou Les Dents de la mer, 2ème partie.

O primeiro chamava Les Dents de la Mer, que traduzido seria Os Dentes do Mar. Foneticamente, as palavras francesas mer e deux, quando pronunciadas juntas, soam como merdeux, algo próximo de merda em francês, por isso, o título do filme na França acabou sendo Les dents de la mer, 2ème partie.
Nos materiais de DVD, se faz referência a brincadeira com o nome do segundo volume, onde foi acrescentado ao título desta continuação o termo deux, que significa dois
Gravações
As filmagens iniciais ocorreram em junho de 1977, voltaram em agosto e se estenderam até novembro, sendo retomado em dezembro.
O último mês de filmagens teve um ritmo frenético, com gravações que ocorram sete dias por semana, sem qualquer pausa, para que as filmagens principais fossem concluídas em 22 de dezembro.
O obra termina na baía de Choctawhatchee, perto de Destin, na Flórida, que é a cena interna do encontro dos adolescentes, onde se jogava fliperama, no restaurante que foi mudado, pois o prédio original era vulnerável a danos de furacões.
Gravaram na Flórida, em Okaloosa Island, Navarre Beach, Gulf Islands National Seashore, Destin, Holidome Holiday Inn - 8375 Gulf Boulevard em Navarre.
Em Massachusetts, se gravou em Harthaven, Katama, Chappaquiddick Island, Mayhew Lane, Edgartown, Oak Bluffs, Sengekontacket, Squibnocket, Chilmark, East Chop, Gay Head, Mattekeeset, Menemsha, Pohognut, Sengekontacket Pond, Takemmy Trail, Vineyard Haven todos esses, localizados em Martha's Vineyard,
Também se filmou no México, em Baja.
Dificuldades de filmagem
A pequena ilha rochosa que aparece no filme é uma estação de retransmissão elétrica, chamada Cable Junction Island. Esse cenário que causou inúmeros problemas durante as filmagens.
A ilha foi construída em plástico/fibra de vidro e montada sobre duas barcaças. Sua superfície era tão escorregadia que era difícil atravessá-la ou até mesmo se segurar nela, o que resultou em inúmeras refilmagens, com os atores escorregando e caindo o tempo todo.
Por não estar devidamente ancorada, certa vez a ilha chegou a se soltar e derivar para o oceano, obrigando a produção a sair para rebocá-la.
As filmagens na água se mostraram desafiadoras, novamente. Roy Scheider reclamava de ter que lidar com marés, ondas e ventos, águas-vivas, tubarões, trombas-d’água e alertas de furacão.
Muitas cenas precisaram ser filmadas durante o outono e inverno, época de frio. O elenco tinha de chupar cubos de gelo antes das tomadas, para evitar que o vapor da respiração aparecesse na câmera.
A produtora precisou obter licenças de dragagem e aterro junto ao Departamento de Regulamentação Ambiental da Flórida para afundar a plataforma revisada que controlava o tubarão no fundo do mar.
No retorno à Martha’s Vineyard para refilmagens, muitas árvores já haviam perdido as folhas. A produção então chegou a colocar folhas falsas nas árvores para que parecesse ainda ser verão.
Estúdios
As companhias que fizeram o filme foi a Universal Pictures, sem créditos, junto da Zanuck/Brown Productions.
A distribuição foi da Universal Pictures nos Estados Unidos. A Cinema International Corporation (CIC) lançou na Argentina e a Filmes Lusomundo lançou em Portugal. No Brasil a CIC Vídeo lançou.
Quem Fez:
Jeannot começou fazendo televisão, em Kojac e outras séries, esse é seu primeiro longa, depois fez os elogiados Em Algum Lugar do Passado, que só foi realizado porque a Universal devia um favor ao diretor, já que Tubarão 2 havia sido o maior sucesso de bilheteria do estúdio em 1978, além de Enigma.

Após esse, fez Santa Claus: a Verdadeira História de Papai Noel, Assassinatos na Rua Morgue, O Golpe, Honor Bound
Também fez episódios de Smallville, Heroes, Designated Survivor e Greys Anatomy.
Sackler escreveu Medo e Desejo, A Morte Passou por Perto (mas sem créditos) A Grande Esperança Branca (baseado também em sua peça) SOS: Submarino Nuclear e O Tatuado.
Gottlieb escreveu seriados como The Super e Flip, depois de Tubarão fez O Inferno na Neve, O Que Vai Ser Agora, O Panaca, O Homem das Cavernas, Doutor Detroit e suas Mulheres, Tubarão 3. Foi produtor em Celebração em Big Sur e a série Morton & Hayes.
Brown produziu O Homem-Cobra, Golpe de Mestre, A Louca Escapada, O Moinho Negro, A Garota de Petrovka, Coccon, Operação Canadá, O Santo, Impacto Profundo, Chocolate e Na Teia da Aranha.
Richard D. Zanuck fez Willie Dynamite, A Louca Escapada, Coccon, Conduzindo Miss Daisy, Impacto Profundo, Peixe Grande e suas histórias Maravilhosas, A Fantástica Fábrica de Chocolate, Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet e Sim Senhor.
Versão em romance
O livro em formato de bolso baseado no roteiro de Carl Gottlieb e Howard Sackler foi escrito por Hank Searls, autor que teve romances adaptados para o cinema, como The Crowded Sky, adaptado para o cinema como O Céu de Agonia em 1960 e The Pilgrim Project virou o filme No Assombroso Mundo da Lua, de 1967.
Searls também escreveu a novelização de Tubarão: A Vingança a quarta parte da franquia.
Sobras do primeiro
As imagens de tubarões reais usadas no filme são filmagens feitas para o primeiro longa, algumas reutilizadas e algumas inéditas.
O restante, como é sabido, foi feito com um tubarão mecânico, um novo modelo criado para a continuação.
Equipe e participação (ou quase)
Susan Ford, filha do então presidente dos Estados Unidos Gerald Ford, foi contratada para tirar fotos de divulgação. Algumas dessas apareceram no livro Jaws 2 Log, de Ray Loynd.
Jeffrey Voorhees, que interpretou Alex Kintner — a segunda vítima do tubarão no primeiro filme — se ofereceu para participar como figurante, mas os produtores acharam que ele seria reconhecível demais e recusaram a oferta.
Merchandising
O filme inspirou muito mais merchandising e patrocínios do que o primeiro.

Os produtos incluíam álbuns de figurinhas da Topps e do pão Baker’s, copos de papel da Coca-Cola, toalhas, colares de dente de tubarão, livros de colorir e de atividades, até kits de modelismo da caminhonete de Brody.
A volta de Scheider
Normalmente sequências tentam repetir o que deu certo nos filmes originais, exagerando bastante nos aspectos que deram certo.
Para isso, é preciso ter alguma conexão com o clássico e nesse, a maior conexão certamente é a presença de Brody, o delegado de Amity, vivido por Roy Scheider, que entre os destaques do elenco, foi o único a retornar, assim como foi o único personagem também.
Mas nem sempre foi assim, se chegou a ocorrer uma oferta para Erland Josephson (Face a Face e Além do Bem e do Mal) recebeu a oferta para assumir o papel que havia sido de Richard Dreyfuss, mas recusou, dizendo preferir ter batalhas intelectuais com Liv Ullmann a lutar com algum tubarão.
Scheider inicialmente não queria participar deste filme, mas havia acabado de abandonar a produção de O Franco Atirador, o que gerou conflitos com a Universal Pictures, estúdio com o qual ele tinha um contrato para vários filmes.

O estúdio concordou em perdoar sua saída do longa de Michael Cimino, se ele fizesse este filme, que seria contabilizado como os dois filmes restantes de seu contrato.
Scheider aceitou os termos, mas desde o início demonstrou ressentimento com sua participação e entrou em conflito frequentemente com Szwarc.
Ele chegou a reclamar abertamente, na frente de figurantes, que o diretor estava desperdiçando tempo com questões técnicas e com os extras, enquanto ignorava os atores principais.
Apesar de odiar fazer o filme, Scheider disse só falou bem publicamente, disse que esse era “um filme respeitável”; sua única reclamação foi no sentido de não entender por que o tubarão guardava rancor dele depois do primeiro filme, claro, falando de forma sarcástica.
Foco em jovens
Scheider teria ficado descontente com o roteiro original por dar foco excessivo aos adolescentes do elenco de personagens. Ele reclamava com frequência do diretor original, John D. Hancock, declarando que sabia desde o primeiro dia que ele não duraria.
Curiosamente, nas duas versões de roteiro o foco nos jovens era presente, possivelmente para abrir possibilidade de ter mais filmes, baseados nas histórias dos filhos de Brody.

Para compensar esses incômodos, Roy Scheider recebeu para reprisar o papel do chefe Brody quatro vezes mais do que ganhou no filme original.
Carta
Roy Scheider escreveu uma carta, dizendo que trabalhar com o diretor Jeannot Szwarc era equivalente a saber que o sujeito nunca pediria desculpas ou admitiria que deixou algo passar.
O ator exigiu um pedido de desculpas do diretor, mas o cineasta afirmava que só tentava concluir o filme em um padrão bom.
Disse também que tempo e pressão fazem parte da sua realidade e das prioridades com as quais precisava lidar. Lamentou o fato de Roy se sentir maltratado, pois a ofensa não foi intencional.
Disse então que seus sentimentos enquanto filma são imateriais e irrelevantes e que o filme é tudo o que importa.
Não convencimento do ator
O mea culpa de Szwarc aparentemente não funcionou, ao menos não com Scheider.
Segundo o biógrafo do interprete de Brody, o ator estava tão desesperado para ser dispensado do papel que alegou insanidade, quebrou quartos no Beverly Hills Hotel e teve alguns surtos de vaidade.
O animatrônico
Foram construídos três animatrônicos para o filme, o primeiro era o chamado “tubarão de plataforma”, também conhecido como “tubarão luxuoso”.
O tubarão famoso do primeiro filme Bruce sobreviveu as filmagens, mas foi guardado e muito mal conservado, acabou apodrecendo, uma vez que ele e seus dois clones foram deixados atrás de galpões no setor inferior dos estúdios da Universal.
Posteriormente seriam restaurados, para exibição em parques temáticos, mas não eram aptos para estar no cinema.
Ainda assim, Bruce serviu de base para que os responsáveis de efeitos mecânicos Robert A. Mattey e Roy Arbogast fizessem o animatrônico em Tubarão 2, usaram inclusive mesmo molde de corpo.
O design de Mattey era muito mais complexo e ambicioso do que o do primeiro, a base foi feita idêntica, mas foi adicionada uma cabeça totalmente nova pelo escultor Chris Mueller, com um mecanismo de boca inédito que incorporava papadas para disfarçar o “beliscão” nas bochechas, que era um problema que havia ocorrido com o tubarão do filme original.

Os animatrônicos usados no filme eram chamados de Bruce Two quando foram concebidos, mas no set eram chamados de Fidel e Harold, este último em homenagem ao advogado de David Brown em Beverly Hills.
Tubarão quebrado e sela
John D. Hancock atribuiu sua saída ao tubarão mecânico, dizendo a um jornal que, após um ano e meio, ele ainda não conseguia nadar nem morder.
Dizia que eram feitas algumas tomadas e ele quebrava, então não poderia haver qualquer constância.
Além disso, tanto nas cenas com Hancock ou com Szwarc, o operador de câmera usava uma sela de cowboy para ficar montado sobre o tubarão em algumas cenas.
Slogan
A parte comercial do filme bolou um slogan: “Just when you thought it was safe to go back in the water…”, que em tradução livre seria algo como justo quando você pensava que era seguro voltar para a água, reticências, evocando assim mais uma incerteza.
Esse lema se tornou um dos slogans mais famosos e populares da história do cinema. A frase foi frequentemente parodiada. A redatora Karen Levitt é creditada como a criadora da sentença.
Orçamento
O filme custou mais de três vezes o valor do original. Brown afirmou que eles não orçaram formalmente o filme, uma vez que a Universal jamais liberaria um valor tão alto na época.
Esse foi o longa de maior custo do ano para o estúdio, excetuando Superman: O Filme.
Barcos e peças para manutenção foram comprados de empresas locais. Um comerciante disse ter vendido mais de 400 mil dólares.
Marketing criativo
Um gerente de uma rede de cinemas do sul da Flórida fez com que alguns lanterninhas vestissem trajes de mergulho e circulassem por shoppings com placas dizendo Follow Me to Jaws 2 traduzido como Siga-me até Tubarão 2, para ajudar a impulsionar a venda de ingressos.
Eles também distribuíam dentes de tubarão ao público.
Concurso e HQ
Em conjunto com o lançamento do filme, o Plitt’s Century Theater, em Los Angeles, incentivou o público a participar de um concurso de bocas grandes.
Promoveu a competição com o slogan Uma boca grande é bonita.
Além disso, a Marvel publicou uma adaptação em quadrinhos escrita por Richard E. Marschall e ilustrada por Gene Colan.

Ela saiu na revista especial Marvel Super Special e incluía uma entrevista com o diretor Jeannot Szwarc.
Este foi o único filme da franquia Tubarão a ser adaptado para os quadrinhos, mas a editora havia publicado uma adaptação de O Fundo do Mar, outro filme baseado em obra de Peter Benchley.
Atrasos, preparação de elenco e trilha
Os jovens atores que apareceram no filme e participaram das cenas de navegação passaram por quatro semanas de treinamento em vela.
Durante os períodos em que a produção foi interrompida, era comum que eles saíssem para praticar a navegação, segundo sugestão da direção. O elenco fazia isso, a fim de ficarem melhores em tela.
Os atrasos nas filmagens também interferiu no trabalho de John Williams, que começou a trabalhar na trilha sonora antes de o filme estar concluído.
Reação de Shaw
Poucos meses antes de sua morte, Robert Shaw teve a chance de assistir a esse Tubarão 2, em uma sessão privada.
Sua reação foi espirituosa, ele disse:
Ainda bem que não me envolvi nessa porcaria.
Bilheteria
Tubarão 2 arrecadou 9,9 milhões de dólares nos Estados Unidos em seu fim de semana de estreia, então o maior fim de semana de abertura da história, quebrando o recorde estabelecido pelo primeiro filme.
Grease: Nos Tempos da Brilhantina ficou a poucos dólares de assumir a liderança, ainda assim o musical acabou arrecadando muito mais e tornou-se o filme de maior bilheteria de 1978 - Tubarão 2 ficou somente com o sexto lugar.
Sequência rentosa
Essa foi a sequência de terror de maior bilheteria por mais de 20 anos, até ser superada por Hannibal em 2001.
No cinema em geral (para fora do seu gênero) superou 007 – O Espião que Me Amava como a sequência de maior bilheteria mundial, mantendo o recorde até ser ultrapassado por Rocky II – A Revanche em 1979.
Os produtores estimaram que a bilheteria do filme ficou entre 33% e 40% da arrecadação do primeiro longa.
Gastos com publicidade e classificação
A Universal gastou 1,5 milhão de dólares em publicidade na televisão em rede e mais de 2 milhões em anúncios de página inteira em jornais.
O filme originalmente receberia classificação indicativa R da MPAA caso o número de mortes não fosse reduzido.
Onda pós- Tubarão
Essa sequência faz parte de um ciclo de produções do fim dos anos 1970 e dos anos 1980 que surgiram após o enorme sucesso de bilheteria de Tubarão.
Entre essa estão as três continuações, que seguiram com Tubarão 3 em 1983, Tubarão 4: A Vingança de 1987, além de obras que não tem tubarão como ponto central, especialmente Orca: A Baleia Assassina, Piranha, Tentáculos, O Peixe Assassino, Barracuda, Tintorera! Sangue e Amor no Mar, Areia Sangrenta, Piranha II: Assassinas Voadoras, O Último Tubarão, Up from the Depths, Criaturas das Profundezas, A Ilha dos Homens-Peixe, Tubarão Vermelho e Mako, o Tubarão Assassino.
Narrativa
A trama começa brincando com as expectativas, já que a música inicial lembra os acordes de Williams para o tema do primeiro filme.
A tomada do tubarão rompendo a superfície da água antes de um plano aberto da cidade é na verdade uma versão modificada de como o primeiro filme deveria começar.
Antes de Spielberg assumir a direção, os produtores se reuniram com Dick Richards, que havia sido inicialmente cogitado para dirigir, e ele descreveu uma abertura muito semelhante a essa.
A diferença é que, em sua ideia, quem emergiria da água seria uma baleia, e não o tubarão.
O barco visto na cena de abertura é o Aquanaut. Essa embarcação ainda está em Destin, na Flórida, e é operada por uma escola local de mergulho.
Atualmente, o barco é comandado pelo neto de um dos mergulhadores que "morreram" no início do filme.
Profundezas
Nesse início, mergulhadores vão até onde estava a embarcação de Quint, o Orca.
A sequência termina em um ataque, que ocorre pelo ponto de vista do monstro, ou seja, do tubarão. A intenção é boa, mas não funciona minimamente, já que não carrega emoção e não tem nem a mesma verve de antes, com Spielberg, nem sequer chega perto.
Ainda termina tentando parecer em tom de denúncia, visto que o mergulhador tinha uma máquina fotográfica envelopada para uso marítimo, que ao cair, dispara no que deveria ser a direção do ataque.
Pressa
Em terra, Brody dirige rapidamente, rumo a uma emergência, mas que não é grave, apesar das aparências. Ele está atrasado para uma cerimônia.
O evento reúne familia brody, o prefeito Larry Vaughn (Murray Hamilton) seu filho Larry jr. (David Elliott) e até a missa Amity, que corta a faixa de inauguração.
O evento é financiado por Len Petersen, personagem de Joseph Mascolo, que é um novo ingresso no panteão de personagens, mas que tem grande importância no condado de Amity.
Petersen
Dana Elcar foi originalmente escalado para o papel de Peterson, na versão que era muito mais sombrio do que acabou sendo.
Quando Szwarc assumiu a direção e transformou o personagem em um possível interesse amoroso de Ellen Brody, não à toa ele faz uns comentários capciosos sobre ela.
Foi nesse ponto que Elcar foi dispensado e substituído por Mascolo, que já havia trabalhado com Szwarc anteriormente.
A personagem de Ellen
Lorraine Gary reprisa o papel de Ellen Brody. Ela é uma das duas atrizes (a outra é Fritzi Jane Courtney, que interpreta a Sra. Taft) que apareceu em três dos quatro filmes da série Tubarão.
Como se sabe, ela era namorada de Sid Sheinberg, um dos chefões da Universal. Seu papel foi radicalmente modificado no primeiro filme, uma vez que no romance que deu origem ao script, ela seria infiel com seu marido - talvez por isso se tenha resgatado um interesse romântico para ela, bem diferente de quem seria no livro original.
Mesmo com o retorno dela, a trama resolve focar nos mais jovens, na geração posterior ou seja, nos filhos dos personagens centrais de Jaws, especialmente os dois do delegado, com destaque para o primogênito Michael, ou Mike, de Mark Gruner.
Há alguns estereótipos bem demarcados, como de nerds.
É curioso que essas pessoas se reúnam, uma vez que o grupo é composto de gente bem diferente entre si, que tem comum apenas o fato de velejarem, vão seis conjuntos de barcos pequenos para a água.
As velas
Gottlieb disse que teve a ideia de mostrar adolescentes circulando em barcos à vela inspirando-se na cultura do cruising de carros, que era popular nos Estados Unidos em meados do século XX, que é vista em filmes como Segure Seu Homem e Loucuras de Verão, de George Lucas.
Aliás, esse é o único filme da série que não começa com o ponto de vista do tubarão na tela embora como os outros três ele se inicia debaixo d’água.
Intervenções sonoras
Muita gente reclamava da interferência da trilha original no primeiro filme, mesmo entre aficionados mais ardorosos é natural encontrar críticas a algumas escolhas de Spielberg, especialmente nos trechos que não tem a música tema de Williams.
Essas críticas certamente se intensificam nesse, visto que a trilha incidental é pouco criativa.
Fora isso, a diversão dos personagens no mar varia entre jogar bexigas uns nos outros enquanto Douglas (Keith Gordon) um dos CDFs, lê um livro, Glide Path, de Sir Arthur C. Clarke, o autor de 2001: Uma Odisséia no Espaço.
Já Martin tem que lidar com questões insuportavelmente mundanas e até toscas, como denúncias de uma moça que se insinua com uma toalha de maneira sedutora.
Sem sutileza
O novo tubarão ataca uma dupla de meninas, que esquiavam na águam depois de pegar a que estava pendurada, ataca a lancha.
No incidente, uma das vítimas põe fogo no barco e no tubarão - bem mal enquadrado na cena, diga-se - a coisa explode feroz e bizarramente graças basicamente a um descuido e tolice de uma moça, que acidentalmente acaba atentando contra a própria vida.

As testemunhas dizem que haviam duas pessoas no barco, que desapareceram, não sabem dizer sequer se essas eram turistas.
A partir daqui Brody entra em um sentimento de paranoia, que piora depois que um cadáver de Orca aparece na praia, com marcas bizarras de mordida.
Essa é uma provocação nada sutil ao imitador Orca: A Baleia Assassina, tanto Tubarão quanto Tubarão 2 fazem referência à animosidade natural do tubarão-branco em relação à orca, seja no barco de Quint (que se chamava Orca) quanto na carcaça da baleia encontrada encalhada perto do farol, com uma grande marca de mordida no focinho.
A especialista dra. Elkins (feita pela escritora Colin Wilcox Paxton) que diz que pode ter sido uma outra orca ou um tubarão branco e descarta a chance desse animal ter vindo graças ao do primeiro filme.
Nesse ponto, é dado que Matt Hooper, o personagem de Dreyfuss, estaria a bordo do Aurora, o mesmo que ele iria no primeiro título da franquia, no entanto.
Visão do alto
Brody fica na guarita alta da praia, observando se há tubarões. O prefeito e o magnata notam essa movimentação, mas buscam não fazer ainda mais alarde, até por notar isso gradativamente, já que se demorou a perceber que ele estava lá.
Curiosamente, Murray Hamilton filmou suas cenas rapidamente porque, na época, sua esposa estava prestes a se submeter a uma biópsia para câncer, e ele queria estar ao lado dela.
Pouca gente notou Brody na parte alta, mas logo todos notam, quando o policial toca o sino, alardeando que há algo errado. Ele grita, tal qual uma pessoa descontrolada e veste a máscara de brucutu estilo Charles Bronson e atira com suas balas personalizadas no que acha ser a ameaça.

A questão é que nesse ponto da trama, não apareceu um tubarão e sim um cardume de anchovas.
Envergonhando, ele vê Ellen ser levada por Petersen, fica sozinho recolhendo as cápsulas de bala, sendo ajudado depois por Sean, seu filho caçula, que por acaso, seria o protagonista de outras sequências, em uma representação suja de legado, diga-se.
Sobre Sean
Jay Mello, que interpretou Sean Brody em Tubarão foi convidado a reprisar o papel, mas como as filmagens do segundo filme ocorreriam na Flórida, sua família decidiu não viajar até lá.
Como fez isso, seu papel foi entregue a Marc Gilpin neste Tubarão 2.
A foto e alguns pontos positivos
Depois desse episódio é revelada foto da câmera, que não é conclusivo, mas parece ser a do predador.
Nesse cenário se percebe que houve um bom trabalho do cinematógrafo, Michael C. Butler - de O Homem que Burlou A Máfia, O Telefone e Quem Não Corre, Voa - se o trabalho de Szwarc possui alguma visão artística, é também pelo trabalho dele.
A grande questão é que momentos como esse são perdidos, em meio a cenas de ação fracas e momentos de paranoia sem impacto, afinal, Brody pode estar nervoso e estressado, mas ele está correto, há de fato um tubarão em Amity.
Dito isso, é bizarro que ninguém leve ele a sério, visto que é o único personagem que lidou com um tubarão antes e ali já existe precedente.
Quanto ele vai a câmara dos vereadores - que incluem Cyprian R. Dube e Alfred Wilde, que aparecem no primeiro filme, em papéis de banhistas praianos - sobre negacionismo.
Há inclusive uma cena deletada, em que Peterson e os outros membros do conselho examinam a foto do tubarão na sala dos fundos e todos votam contra o chefe Brody porque a imagem está borrada e não revela nada.
Nessa sequência, apenas o prefeito Vaughn vota a favor de Brody, pois também acredita que se trata de uma foto de um tubarão.
Esse trecho inteiro parece ser fruto ainda do sub plot da Máfia, que acabou cortado. Ter criminosos influenciando para não ter alarde na cidade faria mais sentido do que é apresentado aqui.
Drama empregatício
Depois de dar vexame com o prefeito e demais autoridades, Martin é demitido. O seu antigo auxiliar Jeff Hendricks (Jeffrey Kramer) assume seu lugar e vai falar com Ellen.
Curiosamente, Hendricks não estava no roteiro de Tubarão 2, inclusive no tratamento que chegou até Szwarc, mas o diretor pediu que o personagem fosse reintegrado, pois havia gostado de sua atuação no primeiro Tubarão.
Seu nome no primeiro era Leonard (Lens) mas foi modificado, usando assim o nome do ator, uma vez que Peterson também chamava Lens.
Melancolia
Martin fica deprimido, remõe a demissão, se entristece e deprime por ser tratado como incapaz.

Essa ação pode ser encarada também como tédio, da parte do ator, que estava cansado de lidar com toda a confusão da Universal e com as dificuldades de filmar na água.
Esse volume dois tenta dar alguma dignidade ao personagem, mostrando a involução dele, mesmo estando correto.
É poético e patético na mesma medida.
Pouca importância
Nenhuma das mortes tem impacto, não há com quem se importar e a maioria, até se tenta, na sequência de Eddie (Gary Dublin) e Tina (Ann Dusenberry) com o garoto sendo levado em alta velocidade é boa.
Mesmo fora da polícia, Brody acha a menina sobrevivente. Martin, Hendricks e Ellen vão até lá.
Mas não há apelo dramático, nem mesmo nas cenas que deveriam ser épicas, como a sequência do helicóptero.
Isso se dá também pelo não desenvolvimento de vários subplots dramáticos. Se planta um conflito entre pai e filho, quando Mike recebe bronca do pai por não querer trabalhar.
Não se retorna a isso, se houvesse um pequeno momento rememorando isso, certamente haveria impacto, como houve no primeiro, com a cena do tubarão atacando o lago supostamente seguro, que Brody mandou Mike ir.
O início focava muito na família, mas no final, não há reunião dos parentes, não há qualquer menção ou possibilidade deles estabelecerem uma conexão minimamente íntima.
Cena do Helicoptero e reutilização de som
Há uma sequência deletada, após o helicóptero afundar, em que o tubarão ataca o piloto debaixo d’água.
Os sons do piloto gritando e do helicóptero sendo danificado eram exatamente os mesmos sons usados em Tubarão quando o monstro ataca a jaula de Hooper. Esses sons também podem ser ouvidos em outras cenas de ataque do filme.
Piloto
Apesar de não ser ator profissional e nem dublê experiente, o piloto de helicóptero Jerry M. Baxter concordou em sentar dentro do helicóptero cenográfico, apenas com uma garrafa de oxigênio e mergulhadores de resgate à disposição.

O helicóptero usado nas tomadas aéreas pertencia ao piloto e foi alugado enquanto Baxter administrava um negócio de pulverização agrícola.
O cineasta decidiu incluir um ataque a um helicóptero e concluíram que aquele modelo era perfeito para a cena. Essa levou quatro dias para ser filmada.
Família em apuros, de verdade
Sean também fica em perigo, Gilpin afirmou que, enquanto filmavam uma das cenas na jangada improvisada feita com iates destruídos, eles estavam sendo cercados por um tubarão-martelo de verdade.
Os atores ficaram assustados e começaram a gritar e berrar para a equipe de produção, que filmava aquela cena à distância.
A equipe não percebeu o perigo e presumiu que os atores estavam apenas interpretando, chegando a fazer sinal de positivo com o polegar.
Versões no final de Patrick
Para o clímax, duas versões da cena em que Patrick resgata Lucy do tubarão foram filmadas: uma em que ele sobrevive, como no final de cinema e outra em que ele se sacrifica para salvá-la, sendo mordido ao meio antes de conseguir ser puxado.
Patrick acabou sendo poupado porque a MPAA ameaçou dar ao filme classificação indicativa R caso a cena de sua morte fosse incluída, devido ao quão gráfica ela era.
A batalha final
Lucy cai na água, logo a personagem que está mais nervosa e que faz mais escândalo diante daquela situação limite.
Entre diversos erros de continuidade, que incluem ela seca no barco depois de cair no mar, Scheider arruma forma de atrair o monstro para o cabo de alto tensão, a fim de dar um fim diferente para o tubarão - essa é a única vez na franquia que não se explode o predador - mas toda a sequência é fraca e a aparição final do animatrônico é muito feia.

O chefe Brody parece ter enlouquecido, sentindo desejo de não mais viver...inclusive, por muito pouco ele também não entra em combustão.
Ao contrário do filme original, o chefe de polícia não vê o tubarão até o clímax.
Esse fim não possui muita lógica, especialmente na referência a sobrevivência dele, mas em um filme escapista esse não é um grave problema, em tese.
Curiosamente, apesar de Vaughn não aparecer no ato final existe uma foto promocional do político consolando Ellen Brody no porto, o que sugere que uma cena foi cortada ou editada.
O tubarão morreria?
Tubarões possuem as ampolas de Lorenzini, que são órgãos sensoriais especiais chamados eletrorreceptores, que formam uma rede de poros cheios de gelatina.
Essas ampolas permitem que os tubarões detectem campos elétricos na água e entre os animais aquáticos é dos mais sensíveis a campos elétricos, com um limiar de sensibilidade tão baixo quanto cinco nanovolts por centímetro (5 nV/cm), ou seja, cinco bilionésimos (0,000000005) de volt medidos em uma ampola de um centímetro.
O chefe Brody bate repetidamente no cabo com um remo para chamar a atenção do animal, ou seja, o filme é correto nessa sequência.
Um dos operadores de câmera sofreu queimaduras durante as filmagens da cena da eletrocussão do tubarão. Essa foi a última sequência a ser filmada foi a do tubarão sendo eletrocutado no cabo.
Na atração da Universal Studios Jaws: The Ride, o tubarão enfrenta uma morte semelhante ao morder cabos elétricos, mas no parque a eletrocussão não é fatal e o tubarão ainda faz uma breve aparição depois, em um estado queimado semelhante ao que ele apresenta neste filme.
Vale lembrar que o longa é o único da quadrilogia sem explosão, com o monstro sendo frito. A equipe de produção pretendia originalmente usar efeitos especiais no tubarão quando ele mordesse o cabo e morresse, mas a ideia foi posteriormente abandonada.
Tubarão 2 é uma obra repetitiva, monótona e mal pensada. Curioso que tenha sido dirigido por um diretor que acertou tanto no drama Em Algum Lugar do Passado, visto que nesse seu trabalho é chato, fraco e desnecessário ao extremo. Ainda assim essa seria a sequência mais digna da franquia, o que demonstra a falta de cuidado dos detentores da marca.








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