Review: Fear the Walking Dead S04E03 - Good Out Here

Muitos, ao longo desses anos, têm reclamado dos rumos que The Walking Dead está tomando, distanciando-se de algo mais próximo à luta pela sobrevivência em um mundo hostil, e apostando em draminhas meia-boca, que pouco ou nada contribuem para a história seguir, transformando seus mais recentes episódios em um verdadeiro suplício.

 

É então que o fá da série clássica se depara com Fear the Walking Dead, principalmente, este episódio aqui, e constata, feliz, que ainda há salvação para esse universo.  E, essa “salvação” acaba sendo algo relativamente simples: basta mostrar um fato chocante, mas, que tenha sido bem construído ao longo de uma narrativa sólida, e que tenha peso para mudar a trama.Tudo isso tem aqui neste terceiro episódio da quarta temporada de Fear the Walking Dead. O fato, em si, refere-se a um determinado personagem que já estava sendo muito bem construído ao longo desse tempo, principalmente na terceira temporada. E, mesmo que tenha sido trágico, foi algo necessário de acontecer por um motivo bem simples: unir os grupos de Morgan e de Strange, que estavam às rusgas desde o início dessa temporada.

Melhor: aqui temos também um belo uso de flashbacks, ainda mais certeiros do que o grande flashback que compôs o episódio anterior. Isso porque são momentos que aproximam o passado e o presente, compondo um cenário pelo qual entendemos as ações de um determinado personagem.

Por sinal, é interessante notar a relação construída entre esse personagem e Morgan, em que ambos, querendo ou não, são bem parecidos, com Morgan tendo que se controlar a todo o momento para tentar trazer essa pessoa para o seu lado, pois, como ele mesmo diz: “Depois de perder a minha esposa, o meu filho e os meus amigos, eu me perdi, e por isso, eu não mato mais”.

Tecnicamente, Fear the Walking Dead também tem se mostrado bem superior à sua matriz, com edição, fotografia e direção bem corretas, em alguns casos, com uma ou outra ousadia bem interessante. Exemplo disso são as cenas em flashback, mais saturadas e vibrantes do que as sequências passadas no “presente”.

E, é quando chegamos ao clímax com a tal cena impactante, e que promete mudar os rumos da série de agora por diante. Uma cena que lembra, pois, os primórdios da série clássica, onde os realizadores não tinham concessões de qualquer tipo, e não precisavam, por exemplo, matar um Carl da vida a troco de nada (como aconteceu na mais recente temporada de The Walking Dead).

Obviamente, que comparações acabam sendo injustas, mas, que bom seria se todo o universo pudesse ser reformulado como um todo de maneira tão competente quanto este episódio resenhado aqui mostrou. E, ironicamente, tudo o que se precisa é que o clima fique mais “old school”.

Erick Silva

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