Review: Fear the Walking Dead S04E11 – The Code

A volta dessa quarta temporada de Fear the Walking Dead está sendo, no mínimo, curiosa, apesar de denotar certos erros que podem custar caro lá pra frente. Enquanto que, na primeira metade da temporada, tínhamos episódios, tecnicamente, excelentes, com tramas engenhosas e personagens sendo muito bem explorados, agora, isso foi deixado um pouco de lado para dar lugar à experimentação.

Se no episódio anterior, por exemplo, a trama principal parou para se focar em um único núcleo, e resolver, de uma vez por todas, a questão de Charlie, agora chegou a vez de vermos como Morgan vai se comportar diante de situações novas e inusitadas. Situações, essas, que permitem, inclusive, ele conhecer novas pessoas e a passar por velhos dilemas. E, é aí que reside o problema.

Esse Morgan dúbio, cheio de dúvidas, que não sabe se abandona o passado, ou se encara velhas lembranças, já vimos, por sinal, desde os primeiros episódios de Walking Dead, há anos. Com o passar do tempo, porém, parece que o personagem não consegue evoluir, sempre com as mesmas preocupações, as mesmas dúvidas, e isso já cansou.  A emblemática cena da ponte nesse episódio demonstra bem isso.

No entanto, temos aqui algumas passagens interessantes, como, por exemplo, personagens que não são necessariamente aquilo que aparentam ser, e que estão mais ligados a uma realidade egoísta, do que a uma impressão distópica nesse mundo de zumbis. É interessante como isso é colocado nesse episódio, apesar de não ser novo. E, ao final, temos Morgan conseguindo novos amigos nessa jornada.

No geral, foi um episódio simples, que apostou na estrutura de núcleo único novamente, e que claramente está fazendo apostas para serem usadas (ou não) no futuro. O problema é que essa divisão de núcleos acaba meio que estagnando a trama principal, sendo prejudicial, pois, certamente, muitos conflitos ao final dessa temporada serão resolvidos rápido demais, sem profundidade.

Só que, a despeito dos erros, Fear the Walking Dead continua melhor que a série que a criou, mostrando ações mais concisas e enxutas, sem tanta enrolação, e ousando um pouquinho mais. Cabe dar um passo um pouco além, e fazer a trama evoluir com a união dos personagens, e a aquisição de bons antagonistas (esperança essa que se mostra bem clara ao final desse episódio).

Aguardemos...

Erick Silva

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