Review: Krypton S01E10 – Phantom Zone

Série chega ao final de sua primeira temporada de forma bastante empolgante

Final da primeira temporada de Krypton. É hora, portanto, de acompanhar o desfecho temporário da saga de Seg e cia para deter Brainiac na dominação total a Kandor. E, pra isso, as estratégias pensadas são das mais variadas, desde a possibilidade (mais uma vez) de acordar a criatura Apocalipse, chegando a até a se resgatar Val-El, avô de Seg da Zona Fantasma, onde ele tinha sido exilado.

Porém, Brainiac se mostra um vilão e tanto, apesar de, nesse episódio (e, no anterior) o seu visual não ter ficado tão bom quanto o que aparece lá no início da série. De corpo inteiro, o conquistador de mundos parece algo quixotesco demais para representar alguma ameaça ou temor. No entanto, como são os poderes que importa, quando um grupo de Sagitari tentar interceptá-lo, ele mostra que são maiores do que se imaginava.

Em paralelo, Kandor está cada vez mais imersa em um verdadeiro fim do mundo, com Seg e Lyta tentando ajudar a população da maneira que pode. O episódio, no meio desse turbilhão, ainda encontra espaço para aprofundar um pouco mais o passado de Nyssa-Vex, mais precisamente um acontecimento na infância que comprova que ela não é exatamente quem imaginava ser.

É então que, estrategicamente, os roteiristas encontraram uma forma até bacana e inteligente de tentar, ao menos, impedir um ser tão poderoso quanto Brainiac. Uma pena, no entanto, que a sequência tenha ficado um tanto apressada, perdendo em dramaticidade. Ainda assim, foi um desfecho (momentâneo) que se mostrou satisfatório, especialmente, com o desenrolar do destino de Kandor, que agora se encontra nas mãos do General Zod.

Balanço dessa primeira temporada? A melhor possível.

Mesmo com alguns altos e baixos, uns enxertos um tanto chatos na história e alguns outros tantos momentos “vergonha alheia”, a série manteve um ritmo muito bom, empolgando a cada episódio, com uma trama que conseguia envolver o espectador, ao mesmo tempo em que amadurecia os seus personagens, em especial Lyta e Jayna-Zod, sem dúvida, dois dos grandes destaques da produção.

E, mesmo sendo um produto modesto, feito para a TV, os efeitos visuais foram muito bem feitos, destacando a grandiosidade da cidade de Kandor, e em momento pontuais, com alguns efeitos mais minimalistas. Por fim, as atuações, se não foram excepcionais, sempre estiveram num patamar de médio pra cima, o que dava um interesse maior ao produto.

Agora, é esperar que nessa a segunda temporada sejam corrigidos os erros da primeira, mas, que sejam mantidos também os seus acertos. Material bom eles têm de sobra aqui.

E, só pra constar, há um gancho fenomenal justamente na última cena deste último episódio, que dá margem pra muita coisa interessante acontecer no futuro da série.

Enfim, é aguardar pra ver.

Erick Silva

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