Review: Preacher S03E05 – The Coffin

“Comece a agir, peregrino”!

Cassidy, agora separado de Jesse e Tulipa, tenta seguir seu rumo enquanto seus amigos tentam arrumar um jeito de dar conta da avó de Jesse, e também de Jody e T.C. Paralelo a isso, Herr Starr continua tendo problemas, digamos, de “comportamento” com o Messias, o que gera desconfiança do Grande Pai d'Aronique.

Interessante notar que, mesmo essas tramas correndo tão em paralelo, elas conseguem ter coesão a ponto de se juntarem ao final deste episódio de maneira bem singular. Afinal, de certa forma, todos esses personagens têm algo em comum: Cassidy está a fim de Tulipa, que é a fim de Jesse, que tem uma família louca e disfuncional, e que precisa da Palavra do Gênesis para pode se libertar dela, mas, pra isso, tem que pegar de volta uma parte do sua alma que se encontra com Herr Starr.

Nessa verdadeira celeuma de insanidade, ainda dá tempo para a diversão, já que este episódio continua pegando pesado no tom satírico que envolve a história, e que vem se tornando cada vez mais sem amarras nessa terceira temporada. Uma das melhores cenas, por exemplo, é a demonstração de “habilidades” do Messias para o Grande Pai d'Aronique, uma cena verdadeiramente hilária.

Ao mesmo tempo, tivemos aqui algumas sequências um tanto chatas envolvendo o espírito de John Wayne nas alucinações de Jesse. Enquanto que na HQ, esse espírito aparecia no mesmo ambiente que o pastor, agora, na série, Custer tem alucinações no Velho Oeste, onde dialoga com Wayne. E, pelo menos neste episódio, os diálogos são ruins, pouco inspirados, diferente das conversas que tínhamos nos quadrinhos. Uma pena, pois, é um “personagem” com potencial.

Felizmente, essas não são cenas que chegam a atrapalhar a diversão, visto que as participações insanas de Herr Starr compensam bastante, e uma “pequena dificuldade” para matar a avó de Jesse surge, o que dá um gosto mais especial à trama. Ao final do episódio, ainda há a bem-vinda aparição de uma certa Irmandade aí, que, se bem adaptada, pelo menos, com o mínimo do que aparece nos quadrinhos, será uma das coisas mais chocantes que a série ousou mostrar até agora. Vamos aguardar.

Certo mesmo é que Preacher está trilhando um ótimo caminho, um pouco diferente do material original, o que é bom, pois, a série busca, com isso, o seu próprio tom. Um tom, inclusive, mais divertido e anárquico até que na própria HQ. Que os realizadores, enfim, continuem não pesando a mão, e abram novas possibilidades para essa tresloucada história.

Erick Silva

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