Alerta de Spoiler #59 - Homem-Aranha: De Volta ao Lar

Finalmente o segundo reboot do Homem-Aranha chegou aos cinemas. Mas, será que a versão do personagem no MCU é tão espetacular como andam dizendo?

Junte-se a Alexandre Luiz, Davi Garcia e Filipe Pereira e vem curtir um debate acalorado sobre as qualidades e problemas dessa nova encarnação do Amigão da Vizinhança! Depois, aproveite para comentar as suas impressões sobre Homem-Aranha: De Volta ao Lar!

Redação

6 comments

  1. Renato santos 13 julho, 2017 at 12:29 Responder

    Olá pessoal, faz tempo q não comento mas tive que vir pra elogiar o cast, até que enfim ninguem pra ficar rasgando seda para um filme que não foi lá isso tudo que tão pintando.
    ótimos pontos levantados, não achei q vcs estavam sendo exigentes demais, foram muito coerentes em suas observações, acho que realmente tá na hora de aparecer algo novo nesse universo de super heróis.
    Por isso curto o trabalho de vcs esses anos todos.
    *é um pena que vcs não estão fazendo os minicasts de preacher, eu curti demais os da primeira temporada, vcs eram os unicos a falar da série.
    Abraços pessoal.

  2. Renato santos 15 julho, 2017 at 10:24 Responder

    Fui ouvir o rapaduracast sobre o filme e não aguentei nem 20 minutos, uma rasgação de seda, chuva de elogios, e ainda alguém disse que quem não gostou de certos pontos é pq não entende de roteiro, de construção, enfim de cinema…. sério, tive q compartilhar o link do cast de vcs pra ver se o povo abre os olhos.

  3. barrosmatheus 18 julho, 2017 at 11:34 Responder

    Caros, tenho até receio de comentar, pois não tenho essa bagagem cinematográfica e 'quadrinesca' dos podcasters em questão e posso estar viajando, mas vou tentar interagir.

    Antes de mais nada e, espero que não os repelem do meu comentário, eu gostei bastante do filme. Tenho uma visão um pouco mais otimista sobre a intenção dos produtores e menos exigente (não sei se é o termo correto) sobre o mesmo, afinal não li praticamente nada dos quadrinhos antigos do homem-aranha.

    Também, é sim um filme pra chamar público, até porque a grande maioria são adolescentes/crianças que querem ver diversão e não lêem quadrinho, além de entreter os pais. Então, acho que justifica as piadas de 10 em 10 minutos (claro que isso não ia agradar uma parcela do público), mas é uma apresentação, aí que veremos o próximo, né (vide Guardiões da Galáxia).

    Bom, sei que o personagem tem toda uma motivação já estabelecida, além de suas características primárias, mas aqui, estou 100% com o Davi: é um processo de amadurecimento que mostra um (nem que seja pequeno) progresso no final do filme. Ao meu ver, a galera quis dar uma repaginada na história do herói de modo que o encontrasse realmente em 2017: informação a todo vapor, consumo das coisas em excesso, hiperatividade (principalmente dos jovens), tecnologia, tudo é uma grande zoeira, quase ninguém fala sério e etc. Aquela história de passar o sufoco financeiro, trabalhar de fotógrafo, o peso da morte do tio, entre outras coisas, ok, mas em 2017(favor, não interpretar isso de forma ampla e fora de contexto)? Hoje tudo está mais fácil, as informações e sentimentos são muito mais superficiais e, pro bem ou pro mal, estão passando isso pros heróis. Tudo bem que é quase como uma afronta aceitar, mas até o rejuvenescimento da tia May remete a isso.

    Eu acho que isso que vocês comentaram sobre o Peter não ser egoísta e não pensar só em si é válida e acredito ~COM FÉ EM STAN LEE~ que veremos isso no próximo filme porque é um processo de amadurecimento (#TEAMDAVI), mas, a priori, ele é um moleque como qualquer outro moleque de 2017(2020?). Então, meio que é um nova perspectiva do herói, diferente de tudo que já vimos. Querem ver o herói clássico que todo mundo gostou e que chega o mais próprio do que ele realmente é? Bom, temos aí Sam Raimi, né? Só revisitar.

    Agora sobre as referências e didatismo, aí é uma questão de conhecimento, mas tendo a pensar que os dois lados estão certos. Davi disse que as crianças de hoje não conhecem e o diretor não errou tanto em deixar tão na cara, mas o Felipe disse algo que é verdade e que remete NOVAMENTE essa juventude: ok, peguei a referência, mas qual criança vai ver o filme e falar: NOUSSA QUE LOCO, MASSA? Mas vai que dessas milhões que assistem, umas 10 se interessam, né? Mas, realmente, gosto de filmes mais no sentido de: pegou, pegou, não pegou, não pegou.

    Sobre a superficialidade das referências: hmmmmmmmmmmmmmmmm, pra mim ok também. Aí realmente acho que é uma abordagem mais de fã mesmo do Alex, não sei… rs.

    Enfim, gostei do podcast, como sempre, muita coisa explicada, muita discussão boa e aprendizado. Caso eu falei muito ~boberagi~, favor, coloquem suas opiniões sobre o que eu disse e tal. Valeu!

    • Alexandre Luiz 19 julho, 2017 at 17:40 Responder

      Valeu, Matheus! Adoro quando os ouvintes se inspiram a escrever bastante rsrs E gostei das suas colocações, porque eu também adoro quando discordam da gente com embasamento, o que, ainda bem, é o padrão do nosso público (gosto de dizer que o Cine Alerta é o único site seguro para se ler comentários rsrs). Não acho que você disse "boberagi" não hehehe, entendo que essa foi a abordagem do filme, mas não acho a execução satisfatória. Depois que gravamos o podcast, saiu um texto muito bom do Film Critic Hulk falando exatamente sobre os pontos que me incomodaram, ainda estendendo a opinião aos outros filmes, mostrando que é sintomático da nova safra Marvel. Não sei se você lê em inglês, mas, se sim, recomendo fortemente dar uma conferida: http://birthmoviesdeath.com/2017/07/14/film-crit-

      No mais, é como disse, o filme me divertiu, o Tom Holland é ótimo e tudo mais e com certeza pode estrelar um filme do Aranha excelente no futuro. Só espero que a Marvel (diga-se, Feige) precisa concentrar mais no que faz um herói ser um herói. Manter o que está funcionando e corrigir alguns erros, ousar mais… enfim, sair do lugar comum, que, sinceramente, não penso ter sido o caso com esse Aranha.

      Grande abraço, Matheus e, de novo, valeu pelo feedback!

      • barrosmatheus 20 julho, 2017 at 12:22 Responder

        Acredito que vocês me acostumaram mal. A qualidade e profundidade dos comentários que vocês tratam nos podcasts faz com que eu não consiga ouvir mais nenhum outro, acho tudo muito superficial. Tem um ou outro que gosto, mas enfim, a qualidade aqui é realmente muito boa.

        Cara, não leio inglês 100% não, mas a gente dá uns pulos, né? Tentei ler a matéria e é realmente muito interessante, talvez não absorvi algumas coisas do texto por não ter o inglês afiado, mas deu pra pegar o felling. Veio muita coisa na minha cabeça, não vou conseguir falar tudo aqui, mas vou tentar colocar alguns pontos.

        "And as a result, it's why so many of these damn movies can be charming, but feel empty."

        Eu dei um leve sorriso ao ler isso, pois vim pro trabalho ouvindo novamente um podcast do Game of Thrones BR (acho que foi do final de 2016) e, no final, eles estavam discutindo sobre: quais filmes de 2016 que vocês realmente saíram do cinema e se sentiram mudado ou que poderia levar aquilo pra sua vida? E, cara, osso… Dentre os blockbuster, nenhum foi citado e criticaram bastante os de heróis. Eu não critico tanto o Homem-Aranha justamente por conta disso. Talvez a critica caberia mais num podcast sobre a MCU, Blockbusters e, sem exageros, sobre os filmes atuais. Tem até um momento em que, no texto, ele fala com o sentimento de: 'Cara, Homem-Aranha em si não é o problema, mas foi a gota d'água, preciso falar um bolão aqui agora.'

        Está se tornando um problema estrutural, porém natural, imagino eu. A galera não está conseguindo estabelecer os personagens emocionalmente e, ainda acredito que isso se deve à esse mundo atual, até porque, no texto, o rapaz elogia a primeira fase da Marvel e meio que estabelece que o problema é na segunda. Cita até a preocupação do Tony Stark com o cara que o ajudou ali na caverna e tal, tem um cuidado com o emocional do personagem que está sendo escrito.

        Isso se reflete muito, até mesmo, em GoT/Crônicas. Martin sempre fala que seu foco principal é o coração humano em conflito consigo mesmo e está tudo redondinho nos livros, porém na série meio que abandonaram e tá aí, tanta gente criticando, mas mesmo assim segue fiel.

        É complicado, vocês mesmos podem falar com mais propriedade, mas filmes como esse já tem uma estrutura estabelecida e não depende TANTO do escritor/diretor para fazer as coisas, só tá ali né, fazer aquela média e tal…

        Ah, e também reli o arco do Planejador Mestre. Mano, tem uma carga dramática muito forte e muito gostosa de ler, você se sente dentro do personagem e torce de uma forma muito grande, é muito foda.

        Olha, acho que no geral é isso, não consegui muito bem colocar no 'papel' isso, mas deixa assim mesmo, rs.

        Abraço!

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