Alerta de Spoiler #69 - Jogador Nº 1

Provando ser capaz de dialogar com as gerações mais recentes e com as mais antigas, Steven Spielberg entrega um dos seus trabalhos mais divertidos dos últimos anos. Jogador Nº 1 é uma homenagem a cultura pop e um comentário certeiro sobre monopólio, propriedade intelectual e a importância de relações humanas reais em meio ao domínio do virtual. E também é uma aventura extremamente empolgante!

Aperte já o play e vem comentar com Alexandre Luiz, Wilker Medeiros, Filipe Pereira e Allan Veríssimo sobre um grande acerto de Spielberg! E, lembre-se: Opiniões, críticas e sugestões também são sempre bem-vindas, então comente abaixo! (Link para download do programa no final do post)

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1 comment

  1. Alexandre 11 Abril, 2018 at 20:40 Responder

    Apesar da conversa no cast ser muito boa, eu vou discordar de vocês…

    Esse filme é totalmente hipócrita e e contradiz as “mensagens” que tenta comunicar. Ao mesmo tempo em que ele condena corporações que exploram os sentimentos de milhares de pessoas por propriedades intelectuais em troca de capital, o filme em si é a epítome dessa prática!!! Além disso, é um filme que advoga pelo respeito ao autor e ao que as obras deste representa, mas simultaneamente desrespeita algumas das obras que estão sendo exploradas (exemplo mais claro sendo o Gigante de Ferro).
    E o final é patético! Um filme que passa a maior parte do tempo mostrando como o Oasis é foda em contraste com o mundo real e que recompensa seu protagonista em todo momento por ser um nerd “””raiz””” e perder a vida inteira decorando o gosto pessoal e personalidade do seu autor preferido e refletindo em si mesmo como se isso fosse uma personalidade própria com trilhões de doláres e uma namorada gostosa que gosta dos mesmos assuntos que ele (basicamente uma manic pixie dream girl) não tem direito algum de mandar uma mensagem moral como “saia de casa e vá aproveitar o dia real (duas vezes por semana)” no final como se tivesse algum valor.

    Eu não acho que o Spielberg foi a escolha certa para a direção, ele não é auto-indulgente o bastante para fazer uma glorificação completa da cultura pop referenciada e nem subversivo o bastante para fazer uma sátira ou ataque sobre como a sociedade a consome, resultando em um filme que fica em cima do muro. Eu gostaria de ter visto uma adaptação do Paul Verhoeven ou do Harmony Korine, eles teriam culhões de fazer uma obra que tenha realmente algo a dizer, mas vou me contentar com USS Callister e A Rede Social.

    PS: já que citaram Thor Ragnarok, vou aproveitar e defender o melhor filme de super heróis lançado desde O Cavaleiro das Trevas. O Taika Waititi pegou o personagem mais sem graça do MCU e fez um filme subversivo, experimental, que zomba dos clichês do “gênero” e situações ridículas do próprio universo sem cair nas mesmas armadilhas em sua trama (diferente de Deadpool), onde todos os personagens principais tem um arco narrativo e motivações próprias e, assim como Os Últimos Jedi, usa uma narrativa aparentemente desconjuntada, mas que é totalmente coesa tematicamente, além de funcionar como um ótimo comentário sobre colonialismo/imperialismo e revisionismo histórico.

    Abraços!!

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