Review: Krypton S01E04 – The Word of Rao

Entre a tirania de um governo e o extremismo de terroristas, Krypton começa a viver os seus piores momentos

A proximidade de Brainiac em Krypton parece ser, no momento, o menor dos problemas dos habitantes do planeta. Além de enfrentar um verdadeiro caos social, a população vive em constante penúria, ainda há um governo tirânico com o qual precisam lidar.

Tão tirânico que chega ao ponto de incriminar uma inocente para abrandar os ânimos de uma ação militar desastrosa. O bode expiatório, nesse caso, acaba sendo Lyta-Zod, acusada de traição por, teoricamente, ajudar a célula terrorista Black Zero.

Como se já não bastasse, Seg precisa achar um jeito de ajudar Lyta, ao mesmo tempo em que se vê envolvido com uma célula dissidente da própria Black Zero, cujos atuais integrantes demonstram ser mais violentos que o tão famoso grupo terrorista em si.

Nesse meio tempo, acompanhamos as estratégias do sacerdote que represente a Voz de Rao para acalmar a população, aproveitando-se muito bem do contexto religioso de uma determinada celebração para se posicionar como um verdadeiro salvador.

Estratagemas políticos são postos à mesa por Daron-Vex e sua filha, numa rápida sequência que lembra os melhores momentos de Game of Thrones na questão de tramar as estratégias certas em busca do poder, sempre com excelentes diálogos.

E o episódio ainda encontra tempo para falar da amizade entre Kem e a menina Ona, filha de Rhom, que havia sido infectada por uma sentinela de Brainiac anteriormente. Inclusive, a “conversão” da menina é, ao mesmo tempo, algo belo e crítico em sua essência.

Quem vê assim, pode até pensar que a trama se atropela o tempo tanto com tantos núcleos e personagens. O roteiro (bem coeso) explora o que cada núcleo deve explorar, sem exageros ou perdas de tempo.

Um bom exemplo disso é a interação de mãe e filha entre Lyta e Jayna-Zod, que ocupa tempo mais do que suficiente da tela para sabermos como é a relação de ambas, às vezes, com uma única frase: “O que eu precisava não era de ‘ajuda’,  e sim, de uma mãe”.

As cenas de ação e os efeitos visuais continuam muito competentes, bem como todo o elenco. E o episódio ainda termina de maneira a potencializar a sensação de perigo, dando margem para coisas incríveis acontecerem posteriormente.

Pode parecer chover no molhado dizer isso novamente, mas a série, em poucos episódios, continua com uma qualidade inabalável. E, tudo isso se deve a uma trama simples, mas empolgante. E é isso o que importa, no final das contas.

Erick Silva

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