Review: Boardwalk Empire – 3x02 Spaghetti & Coffee

“Homens comuns evitam problemas. Homens extraordinários os transformam em vantagem”.

Boardwalk Empire parece estar seguindo o melhor caminho para construir uma temporada com uma trama mais sólida e centrada que a do seu segundo ano. É certo que dentre os maiores problemas das superproduções da HBO, o costumeiro excesso de personagens é o que sempre salta aos olhos, pois as tramas mais chatas dos mesmos tendem a se estender mais do que deviam e acabam cansando ou tirando o brilho de outras, mas em seu segundo episódio a série mostra que juntar a maior parte do elenco no mote principal deste ano é a decisão mais acertada que fez em tempos.

Tinha dito na review passada que Rosetti havia mostrado boa parte da sua insanidade, mas é como um antagonista à altura de Nucky que ele deve ter destaque, as falas carregadas de ameaça e desdém que são pronunciadas pelo italiano são assustadoras, fiquei tenso em todas as cenas que ele apareceu e a todo momento eu esperava uma explosão de violência como a da sequência de abertura da temporada. Ficou claro que ele não tinha gostado nem um pouco da mudança na distribuição do álcool mostrada na reunião de ano novo, sendo agora exclusiva para o Rothstein, e o plano de interromper o contrabando retirando o único posto de abastecimento da equipe do Nucky, apesar de simples, mostrou o quão persuasivo o italiano pode ser.

Mas minha maior surpresa foi a forma como trataram o retorno de Eli, assim como Van Alden o cara havia chegado ao fundo do poço, e é notável que a distância da venenosa e corrupta presença de seu irmão, fez ele mudar suas concepções, como nos é mostrado na relutância dele em aceitar ser empregado por Mickey, pois ele sabe que consequentemente estará no mesmo barco que comandava antes de trair Nucky e as chances de perder sua família de vez ficará cada vez mais perto.

Eli nunca foi um personagem querido, mas todo a vontade de sair da sombra do irmão mais velho, definiu a sua descida ao inferno, e fico feliz que as tristes cenas que ele protagoniza ao lado de seu filho mais velho, humaniza o personagem justificando não só o seu retorno como concedendo a simpatia que lhe faltava. Ainda que eu ache Owen Slater interessante, muito já se passou e não entendo qual é a do personagem, a tensão sexual entre ele e Margaret é bem chata, e acaba contribuindo para desconstrução da antiga musa de Nucky, que até agora é a única perdida, em um plot maçante de infeção hospitalar em grávidas, que não sei onde vai dar e não estou nem um pouco curioso para saber.

Tanto Margareth quanto o temível Chalky White estiveram desconectados da trama central, mas diferente da primeira, o drama familiar de Chalky parece ser bem mais interessante que grávidas e flertes no hospital, e saber mais do passado dele, mesmo que seja no reflexo da história de seu genro, foi uma boa sacada. A moça bochechuda ou nova Margaret do Nucky, não tem a simpatia e nem a beleza de sua predecessora, portanto é mais irritante e feia do que interessante, logo eu passo. Pode ser cedo para especular, mas se optar por um ano mais conciso e focado na ascensão de Nucky como o verdadeiro mafioso que é, e na função de seus parceiros nessa jornada,Boardwalk Empire irá fazer uma temporada louvável.

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