Review: Arrow S02E09 - Three Ghosts

Three GhostsA partir desta semana, Arrow passa por um hiato que durará até 15 de janeiro, quando a segunda temporada do seriado voltará repleta de novas tramas, iniciadas por este “mid-season finale” como as emissoras chamam. Three Ghosts teve qualidade de “season finale” e por isso, o que o futuro desta temporada reserva deve ser aguardado com muita expectativa pelos fãs. Como já previsto, a segunda parte da história iniciada no oitavo episódio foi mais voltada à ação, já que a primeira havia lançado mão do tempo para desenvolver os conflitos dos personagens, principalmente de Barry Allen, a grande participação deste momento na série.

Continuando os eventos da semana passada, Three Ghosts começa com Allen ajudando Oliver a se livrar da droga injetada acidentalmente durante a luta com Cyrus Gold. A presença do futuro Flash novamente é mais do que bem-vinda e justificada, uma vez que, apesar de jovem, o policial de Central City não perde tempo em tentar “ensinar” certas coisas para o Arqueiro, que por sinal não fica nada feliz com Felicity por ter revelado sua identidade. Isso leva, inclusive, a um dos melhores momentos de Grant Gustin nesta aventura em duas partes. Mesmo com pouca idade e todo desajeitado, o pulso firme que tem ao chamar a atenção de Oliver convence ainda mais que a escolha do ator foi mesmo certeira.

O protagonista, depois do incidente, passa a sofrer alucinações com os “três fantasmas” do título, alusão óbvia ao Conto de Natal de Dickens, mas que não se prende em estabelecer os natais passados, presentes e futuros, deixando tudo mais fluído e aos cuidados do entendimento do protagonista e do público. As aparições mexem com o psicológico de Queen, se sentindo um tanto indefeso, já que perde feio para o “supersoldado” criado pelo Irmão Sangue. É interessante que o roteiro não seja tão didático nesses temas, pois há essa tendência em séries de TV. Há aquela quantidade habitual de exposição nos diálogos, mas sem a artificialidade que Arrow já exibira no passado.

O movimentado capítulo também encontra tempo para desenvolver mais um pouco da trama paralela envolvendo Roy Harper, que começa lidando com o ferimento feito pelo Arqueiro no último episódio e termina com o que pode se tornar a versão do seriado para o vício em drogas do personagem nas HQs dos anos 70, misturado com elementos da, já clássica, história do Batman, Venom, em que o Morcego se torna refém de um composto que lhe confere super-força. Se for o caso, os roteiristas merecem aplausos dos fãs, já que ambos os contos vêm da mente do mesmo autor, Dennis O'Neil. Seja como for, o jovem parece seguir por um caminho bem distinto, uma jornada do herói em que o Arqueiro funciona apenas como um elemento catalisador, e não como figura central.

Outro ponto a se destacar é a trágica ação policial que ocorre no segundo ato. Novamente sem seguir pelo lugar comum, o texto prefere avançar ainda mais a relação entre Quentin Lance e o Vigilante, ao invés de usar o ocorrido como desculpa para dar um passo para trás, recurso geralmente frustrante para o público. Assim como a surpresa que ocorre nos flashbacks da ilha. Apesar de, provavelmente, enfurecer alguns fãs das HQs, faz sentido para o momento em que o seriado se encontra e ajuda a dar motivos para a ação no presente. Mesmo fazendo parte daquela natureza folhetinesca pouco apreciada nos programas do CW, é coerente com o que foi mostrado até agora.

A fraqueza do episódio está na presença de Laurel, cada vez mais se tornando o elemento dispensável de Arrow, algo que não deveria acontecer, a não ser que a Canário continue sendo Sarah. Sua participação, para criar um provável relacionamento futuro com Sebastian Blood, não acrescenta muito a trama. Já o vilão está cada vez mais presente, e seu anúncio nos momentos finais da aventura, pode levar a uma batalha épica como desfecho da temporada, principalmente quando revelada a verdadeira mente por trás de todo seu plano.

Three Ghosts

Terminando com um gancho que torna a passagem de Barry Allen ainda mais relevante, Three Ghosts retoma algo que o programa fez em sua primeira temporada: pavimenta ainda mais o caminho do herói. Seja psicologicamente ou visualmente, Oliver está perto de se tornar algo além de um mero justiceiro para Starling City. Quanto ao Flash, o destino do personagem é traçado (assim como uma dica para o surgimento de outros superseres, ligados ao acelerador de partículas), também nos momentos finais, já deixando o espectador ansioso para o que pode se tornar a série solo do velocista da DC. Mas não tão ávido quanto para o retorno de Arrow em janeiro, com a promessa de mais um empolgante capítulo desta saga, cada vez mais rumo a uma passagem memorável pelas telinhas.

Alexandre Luiz

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5 comments

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    carla machado 12 dezembro, 2013 at 18:27 Responder

    Adorei o episódio. Achava que o Flash já era o Flash… Espero que ele volte pra ajudar o Arrow, mas sei que seria apenas na próxima temporada.
    Morte as irmãs Lance totalmente dispensáveis e feias com perucas e queixos horríveis.
    Espero que explique o por quê do Slade ter tanta raiva do Arrow, porque não ficou claro.

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    Lucas 14 dezembro, 2013 at 10:43 Responder

    Carla Machado, pra mim o Slade vai atrás do Ivo, o Ivo vai falar pra ele que a morte da Shado foi "escolha" do Oliver, e ele vai ficar com ódio do Oliver. Aliais, acho que o Slade é o afetado pelo soro que o Oliver disse no episódio anterior que ele tinha enfrentado na ilha, e meteu uma flecha no olho dele.

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    Doug Junior 16 dezembro, 2013 at 01:46 Responder

    Lucas, perfeita colocação! Terminei de assistir agora e me pus alguns minutos pensando no motivo….rs
    O que está sendo algo já previsto em Arrow é que, na verdade ninguém morre….kkkk
    Não me causará surpresa se o pai de Olliver aparecer vivinho da silva, rs
    Mas é claro que assistir o seriado está valendo cada minuto, e agora com "Máscara"….kkkkk

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    Igor Frederico 24 janeiro, 2014 at 06:52 Responder

    PORRRRRA! Solomon Grundy, Flash e máscara no mesmo episódio? Com uma cena de origem das coisas mais lindas que já vi no mundo adaptado dos quadrinhos (isso sim é honrar HQs e fãs, que cena magnífica!), não tinha como não ser uma obra prima. Sem contar no Slade caracterizado IGUAL nas hqs, cabelinhos brancos nas laterais, tapa olho a a canastrice esperada. Atualmente é a minhaadaptação de quadrinhos preferida, sem sacanagem.

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    Warley Bonanno 24 janeiro, 2014 at 07:13 Responder

    Na primeira vez que eu disse que a parada tava linda tu duvidou, ainda bem que depois com mais e mais pessoas falando você resolveu começar a acompanhar. Agora estou aguardando muito a série do Flash apesar que antes desses episódios em que ele aparece não botava fé nenhuma no menino, mas ele encarnou muito bem a parada e a série se tiver a qualidade de Arrow tem tudo pra ser outra boa série.

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