Review: Glee – 4x09 Swan Song

A nossa canção do cisne. Evocando o mais profundo sentimento de superação, talvez esse seja o episódio de Glee capaz de mostrar a qualquer detrator da série que, além de personagens bem construídos, acabamos de ganhar outro presente: a certeza de que nenhuma outra série conseguiu abordar tão bem o desejo que muitos adolescentes (e agora jovens adultos) tem de um dia conseguir trilhar seu sonho rumo ao sucesso, seja ele na música ou em qualquer outra profissão. De sonhos, buscas e novos rumos, que talvez mudem pela primeira vez a dinâmica no McKinley, eu ri, chorei e aplaudi como se estivesse no auditório do NYADA.

O cliffhanger deixado pelo desmaio de Marley decretou o fim para o New Directions na competição nacional. Quem ficou feliz foi Sue, e só ela, diga-se de passagem, pois eu estava tão triste quanto todos os outros naquela sala. Ao mesmo tempo em que as portas se fechavam para o coral, Rachel recebeu o cobiçado convite dourado de Carmen Tibideaux para a Mostra de Inverno, tornando-a assim, a primeira caloura em sete anos a receber a “condecoração”.

Nunca tinha ficado com tanta raiva de Sue Sylvester. Deu uma dor no meu coração, vê-la destruindo a sala do coral, e Finn até tentou remediar, mas a gigante do mal já havia mexido os pauzinhos para garantir que o Glee Club não tivesse local onde pudesse fazer futuros ensaios. Não demorou muito para ela mesma perceber que sem algo tão real para infernizar, os propósitos de sua vida de nada valeriam. Constatações tão profundas que só se comparam ao sentimento vazio e estranho que se tem ao assistir Prometheus, não é mesmo Becky? O que mais ri nessa hora, foi o alívio do Brad ao finalmente se ver livre de ter que aguentar o coral.

Claro que sem metalinguagem, nossa série favorita não seria o que é. O que foi Brittany confessando sentir medo do possível destino de Sam, quando as blogueiras lésbicas descobrissem do romance entre eles? Os dois dividiram o momento mais açucarado do episódio com a versão de Somethin' Stupid, e confesso que unir esses gênios vai render muito mais que revoltas homossexuais. Teremos nossa dose semanal de puro surrealismo.

Cassandra bem que tentou dar um banho de água fria nas aspirações de Rachel, só que depois do sensual duelo ao som de All That Jazz, a decidida e agora confiante estrela de Ohio, sambou lindamente na cara da megera. Se a NYADA tem sua bruxa particular na figura de Cassandra, o mesmo não se pode dizer da sóbria Carmen Tibideaux. Parte da minha admiração pela personagem vem do meu lado fanboy pela Whoopi Goldberg, mas quem aí discorda da excelência e presença dela? A mestra procura o melhor em seus discípulos sem utilizar de métodos degradantes como o de Cassandra, porém mesmo assim, ela não os livra da verdade, e esse banho de sinceridade era o que Kurt precisava para finalmente despertar.

Hilário mesmo foi à busca incessante e um tanto quanto inusitada dos “ex” New Directions por um lugar que não tirasse o calor da competição deles. Se tenho uma crítica a fazer no episódio, é aos momentos bitch de Tina. Fiquei com vontade de estapear a garota por cada patada que ela dava nos membros do Glee Club, e também pelos momentos onde ela desmerecia o lugar onde eles tinham chegado. Hipocrisia a gente vê por aqui, e sinto muito Tina, se Marley não é a “nova” Rachel, você não tem a mínima condição de ser. Até Unique estaria num nível maior que você.

Um patamar além foram os momentos gloriosos protagonizados por Rachel na Mostra de Inverno. Não sei se foi referência, já que o episódio se chamava Swan Song, mas Rachel toda de branco representou de forma majestosa a figura cisne branco, ao destruir qualquer candidato nos solos de Being Good Isn´t Good Enough e O Holy Night, de parar o coração com tanta emoção. Kurt também conseguiu uma chance surpresa de mostrar o seu potencial, e foi engraçado que Rachel apontou bem a melhor música que ele já cantou (I Want to Hold Your Hand foi a única música cantada por ele que me emocionou até hoje). Na correta performance de Being Alive, o jovem Hummel colocou toda a sua alma e garantiu o favoritismo de Carmen.

Como o momento mais lindo (perdoem-me o romantismo), a conversa final entre Rachel e Finn demonstrou outra evolução no relacionamento destes jovens. Ao invés de perder tempo se lamentando, Finn preferiu ouvir o sucesso do seu amor e carregá-lo como mais um ponto de inspiração. Tanto é que o e-mail escrito para os membros do Glee Club, permitiu que o novo e frio lugar de treinamento do coral fosse aquecido com a belíssima Don´t Dream It´s Over, no mais puro ressoar dos novos sonhos daqueles garotos.

Gleeks gonna gleeks: Nossa Glee segue invicta e com sua melhor temporada, para quê falar mais alguma coisa?

Músicas do Episódio

Somethin' Stupid (Carson & Gaile) – Sam e Brittany

All That Jazz (Chicago) – Cassandra e Rachel

Being Good Isn´t Good Enough (Hallelujah, Baby!) – Rachel

O Holy Night – Rachel

Being Alive (Company) – Kurt

Don´t Dream It´s Over (Crowded House) – Finn e o New Directions

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