Review: Glee – 4x20 Lights Out

Sem luz e sem edição. A derrapada na reta final de Glee ganhou outro capítulo e dessa vez foi o próprio Ryan Murphy que assumiu a responsabilidade pelo conjunto de plots avulsos que só não foram um desastre completo, graças a genialidade do showrunner em jogar piadas contextualizadas que nos fazem rir por serem inseridas no timing correto. O blecaute no McKinley foi de longe o pior mcGuffin que a série usou para criar o tema da semana no Glee Club, e pra ser sincero, se a tirada do apocalipse zumbi/show do intervalo da Beyoncé não tivesse aparecido, eu xingaria ainda mais as bobagens que aconteceram por lá.

Se titia Ryan acertou na comédia, ele errou feio no arco (pseudo) dramático do episódio. Sério que alguém achou necessária a barra de vida do abuso sexual? Viemos de uma abordagem belíssima sobre a violência em Shooting Star, para chegarmos num tema que não se encaixou bem e pelo menos para mim, soou forçado, para não dizer incômodo. Ryder já tinha ganhado a gente com sua dislexia e Kitty semana após semana vem se tornando simpática por outros motivos, nada justifica empurrar algo tão pesado para cima deles, só pra forjar uma união que teria n formas de acontecer. Eu gostei do “casal”, aposto sério que Kitty seja a Katie e espero muito que o tato para polêmica em Glee, dê uma pausa por um bom tempo.

Quanto a semana unplugged, só duas músicas me agradaram. We Will Rock You, por motivos óbvios de ser um hino que só algo muito horrível poderia destruir e Everybody Hurts que descaradamente foi inserida da mesma forma que no The Glee Project (saudades). Por falar em semelhanças com o nosso reality favorito, até plots de canções para momentos íntimos a gente teve, sem falar na menção as cheerios megaevils que possam encarnar a Dolly Parton, não é mesmo Sue?

No núcleo Sue Sylvester, a história não surtiu efeito graças a edição do episódio. Faz sentido Blaine ir fazer Quadradinho de Oitono novo emprego de Sue, com o propósito de salvar as cheerios das frases sem pontuação da treinadora Roz, porém mais uma vez essa trama não fez link com nada do que vimos. Becky até teve um momento fofo com sua mentora, que protagonizou um número musical pavoroso, só que eu já não me importava nem com o fator humor dos discursos do diretor Figgins. Com todo esse meu desabafo já deu para perceber que o pessoal de Lima só fedeu esta semana.

Porém sejamos justos, se o brilhantismo (só que não) de Ohio me desagradou, os três sortudos da Big Apple, me deixaram com um sorrisão no rosto. Santana dispensa comentários quando o assunto da semana aborda o seu desenvolvimento como personagem. A paixão pelo balé escancarada com o evento da Fada Madrinha Isabelle foi inspirador. Tudo aproximou ainda mais aqueles jovens sonhadores e de presente ganhamos um dos melhores números musicais da temporada, pois At the Balletfoi arte pura. Faltam dois episódios e ainda há tempo para termos A temporada irretocável, resta torcer para que erros assim não se repitam, a gente implora Ryan Murphy.

Gleeks Gonna Gleeks: Estágio bom é o de Kurt na Vogue.com, não precisa bater ponto e ainda ganha presença garantida nos maiores eventos de NY.

Gleeks Gonna Gleeks[2]: Quais seriam as piadas do Darren Aronofsky para cima do Christopher Nolan? Momento cinéfilo!

Gleeks Gonna Gleeks [3]: A cara de Rachel depois de ter sido chamada de Blossom foi impagável.

Haters can be hate [1]: Podemos dar um desconto pela edição abrupta do episódio, afinal a culpa foi da entrada inesperada do Cory Monteith na rehab. #saudadesNightBird

Músicas do Episódio:

You've Lost That Lovin' Feelin' (The Righteous Brothers) – Sam.

Everybody Hurts (R.E.M.) – Ryder.

We Will Rock You (Queen) – New Directions.

Little Girls (Annie) – Sue.

At the Ballet (A Chorus Line) – Santana, Kurt, Rachel e Isabelle.

The Longest Time (Billy Joel) – New Directions.

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