Alerta Dicas #07

Quer saber o que nossa equipe separou para recomendar essa semana? Confira logo abaixo e se prepare para passar um bom tempo conferindo essas ótimas dicas!

alexandre

X-MEN1X-Men 1: A Panini começou em outubro a fase Marvel Now, a resposta da Casa das Ideias aos Novos 52 da DC Comics. A diferença para o reboot da Distinta Concorrente é que os títulos não reiniciam os personagens, mas servem de ponto de partida para novos leitores. Neste quesito, duas revistas se destacam: All New X-Men e Uncanny X-Men, ambas escritas por Brian Michael Bendis, autor que sempre merece a atenção dos fãs de HQs. Aqui, ele cria uma situação inusitada a partir de eventos mostrados anteriormente. Ciclope se tornou renegado após matar o Prof. Xavier e se uniu a Magneto, Magia e Emma Frost, formando uma equipe mais violenta e radical de mutantes. Prevendo uma catastrófica guerra entre os Homo superior e os humanos, Fera traz os cinco X-Men originais do passado para o presente, a fim de mostrar para Ciclope que ele está errado e que o sonho de Xavier está em risco. A Panini vai unir os dois títulos em X-Men, revista mensal nas bancas a partir deste mês de novembro. É uma ótima leitura para quem não é iniciado na longa saga mutante, já que tudo que você precisa saber é explicado à exaustão nos primeiros números (fator que distrai um pouco depois de um tempo, mas não prejudica a leitura). Bendis não tem preguiça de escrever, por isso ambas as revistas contém uma quantidade de diálogos acima da média, mas que são de ótima qualidade. Questionamentos sobre a o preconceito e as medidas extremas tomadas por Scott Summers fazem parte do primeiro arco e vão evoluindo para outros temas. A arte também contribui, principalmente em All New X-Men. É bom saber que as duas revistas se comunicam entre si, mas Uncanny só foi lançada a partir do número 8 de All New, ou seja, fica difícil saber como a Panini vai lidar com isso. Revista em formato americano, com 68 páginas a 6,50.

 

tiago

Trilogia Conflitos Internos: Essa trilogia chinesa está entre as melhores que já vi em minha vida. Para quem nãoConlitos Internos sabe, esses três filmes serviram de base para o premiado longa de Martin Scorsese Os Infiltrados, que é um bom filme, mas por ser apenas um longa para resumir três filmes, perde um pouco quando comparado ao seu material de origem. A trilogia conta a historia de dois infiltrados, um policial em uma das gangues criminosas mais procuradas da China, onde o objetivo é juntar o líder com provas o suficiente para pegá-lo em flagrante, e um infiltrado da gangue na polícia, onde este vaza informações sobre as investigações que estão ocorrendo, só que nenhum dos dois infiltrados sabem sobre o outro e a partir daí a trama se desenvolve de forma muito boa, contando através dos longas, a história desses personagens, e desenvolvendo eles até chegar ao momento final, onde todo mundo tem que pagar pelo que fez.

 

 

 

 

igor

 

munichMunique: Revendo esses dias, a sensação que me veio quando o longa metragem terminou foi exatamente a de “EITAPORRA!!!!”. Porque esse não é só um filme maduro que destoa de toda a filmografia do Spielberg, como é a partir de agora, considerado por mim, sua melhor obra. Munique, dirigido por Steven Spielberg não só é um trabalho arriscado que foca diversas nuances de um fato real mais que tenso, como é uma obra narrativamente perfeita. O domínio de câmera do diretor já veterano quando começou o projeto (o filme foi lançado em 2005) não só pode ser comparado com a maestria de Brian de Palma com uma câmera, como pode ser considerado em alguns momentos algo superior, mas não ao trabalho de De Palma, superior a carreira inteira de um diretor conhecido por sua técnica impecável, desde seu primeiro longa. É tão bem orquestrado, que em meio à trama angustiante, você consegue criar um carisma interessante pelos personagens, tudo uma mescla da belíssima e incomum trilha sonora de John Williams, que aqui não só deixa de lado as raízes temáticas e épicas, como faz um trabalho inteiro introspectivo e detalhado no de manos, ao invés do mais. A fotografia é um primor, a montagem é absurda de genial e conduz o filme de 3 horas fazendo parecer que tem apenas 10 minutos. É uma película que merece um olhar atento, que se feito apropriadamente, causará o mesmo efeito que causou em mim, um “EITAPORRA!!!!” sairá esbravejado pelos seus pulmões.

Foxygen - We Are The 21st Century Ambassadors Of Peace & Magic: Um disco feito para qualquer um, com umfoxygen adendo: se você é fã de Rolling Stones, Bob Dylan, The Beatles, The Kinks, David Bowie, The Stooges, e todo e qualquer tipo de rock clássico e bom, você com certeza se apaixonará por esse release. Lançado no começo de 2013, o segundo álbum completo do Foxygen (também considerado como primeiro, já que o debut é tido como um EP) traz os melhores elementos que uma boa banda precisa ter, passeando por sons lisérgicos e deturpados, caminhando por entre acordes simples e refrões que grudam recordando de uma maneira mais sutil e natural que em seu primeiro trabalho os sons que tanto homenageia, a banda reúne um conjunto de faixas que não ficam em constante mutação, mas que trazem os elementos de homenagem, de uma forma mais apropriada e resumindo ritmos e estilos a faixas isoladas formando assim um conjunto épico do que as bandas referenciadas tem de melhor, mas com um ar original. É uma das obras-primas de 2013, vale mais que a pena. Faixas em destaque: No Destroction, San Francisco, Shuggie, Oh Yeah.

 

 

 

 

joseguilherme

trilogia jogos vorazes livrosTrilogia Jogos Vorazes: Se no passado, os futuros distópicos criados em exemplares clássicos como 1984 de George Orwell, ou Admirável Mundo Novo de Aldous Huxley se mostravam como uma literatura mais sisuda e nenhum pouco acessível ao público infanto-juvenil, no ano de 2008, a escritora norte-americana Suzanne Collins, estava prestes a causar um revés sensacional nesta marca, ao lançar o primeiro livro da trilogia Jogos Vorazes. Visivelmente inspirada nas obras já citadas, mas também inserindo uma crítica a sede do seu próprio país pela guerra (com as centenas de jovens perdidos no Iraque) e pelos infindáveis realitys shows (que chegam a fincar o pé no próprio exploitation atualmente), Collins criou um sombrio conto que remonta desde os gladiadores e a política do pão e circo em Roma (o país do futuro pós-apocalíptico nos livros se chama Panem, não por acaso), até a necessidade insurgente de sempre termos que criar um mártir para nos guiar em épocas sombrias.

O diferencial de Jogos Vorazes está justo no seu escopo narrativo. Construído sobre um único ponto de vista e em primeira pessoa pela personagem principal, a jovem Katniss Everdeen, temos um olhar adolescente sobre os horrores que dominam o mundo do livro. Katniss é a junção de todos os anseios que um jovem guarda aos 16 anos, porém a mesma deve aprender a moldar sua própria realidade com as mudanças do seu mundo pessoal. Na Panem dividida em 12 Distritos, todos os anos uma Colheita de jovens (entre 12 e 18 anos) é feita para lutarem até a morte nos chamados Jogos Vorazes. O porque da terrível competição ser patrocinada pelo governo local – a temida Capital – vai sendo construído minuciosamente por Collins na figura de um perigoso déspota conhecido apenas por Presidente Snow.

Mesmo sendo taxada como uma obra infanto-juvenil, a trilogia Jogos Vorazes não abre mão do tom soturno que chega a chocar pela crueza com que Collins desconstrói Katniss e Panem. Uma verdadeira e sincera ode a um futuro que de tão real, assusta, pois se pararmos para pensar, ele está quase batendo a nossa porta. Se surpreenda, se emocione e prepare-se para pensar por dias ao terminar o último livro. Você decididamente não estará preparado. O box com os três livros pode ser encontrado aqui.

Redação

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