Review: Bates Motel – 1x06 The Truth

Entrada para as trevas. Séries com temporadas curtas tem uma vantagem indiscutível em cima daquelas que ultrapassam os 20 episódios, estou falando das viradas na trama que sempre acontecem antes do esperado. Este episódio de Bates Motel  encerrou com maestria o prólogo da série (ele teve um ar de season finale impressionante) e abriu da forma mais orgânica possível um leque de possibilidades para as relações que mantém a família Bates unida. Teve espaço para Dylan, para Norma e essencialmente para aquele que é a cara da história, sim, o deveras assustador Norman Bates.

O engraçado aqui, é que até as situações mais terríveis acontecem de uma forma tão real, que o suspense acaba lhe surpreendendo por não apostar nos clichés esperados. O choque das tramas envolvendo Shelby, os Bates, o tráfico de garotas e o assassinato de Keith Summers chegou sem truques ou falsas expectativas. A reação de Norma diante da verdade foi a mais humana possível, a gente já tem uma certa noção de que ela sofreu abusos semelhantes ao da garota (as marcas nas suas pernas dizem bem isto) e o próprio Keith também a violentou, o desespero em querer questionar o homem que mais uma vez ela achou ser um porto seguro, foi bem triste, assim como foi angustiante o nojo que Norma sentiu quando se encontrou com Shelby pela primeira vez depois de tudo.

A relação cada vez mais obscura que Dylan vem construindo com o crime em White Pine Bay, me deixa com medo, pois a gente sente o perigo de longe. O chefe dele deu dois passos a mais de confiança só por ele ter posto em prática a política do “Olho por olho” da cidade sem nem ao menos bobear. No entanto, o rapaz faz tudo pensando no bem estar do irmão mais novo e o reforço dessa ideia sempre se encaixa bem com o que acontece na trama.

Outra que protagonizou um excelente momento no episódio foi Emma. Já deu para perceber que sua obsessão por coisas perigosas vai além do normal e por ser tão bizarra ela se encontrou em Norman. O bom mesmo é que esta semelhança agradou a mama Bates. O abraço das duas foi tocante e a expressão de Norma diante da fragilidade da garota me deixou emocionado. Mais uma vez eu agradeço pela profundidade que os roteiristas vão dando aos seus personagens.

Toda a sequência que levou as últimas revelações sobre Shelby foi adrenalina pura. O cerco aos Bates e o interrogatório na cozinha megaevil (tudo de ruim acontece naquele cômodo da casa) me deixou bem tenso, ainda mais quando Norman começa a surtar mais uma vez. Dylan agora se preocupou com toda a família e comecei a xingar Norma quando ela deixa o filho mais velho para fugir com o outro, porém mais uma vez eu me pego surpreso com o abraço que ela dá em Dylan, ao ver que tudo vai voltar ao “normal”.

As consequências do novo crime recaem todas sobre Norman e finalmente descobrimos uma parte do macabro segredo que sua mãe guardou. A doença do garoto vai além da esquizofrenia momentânea. Norman é bem mais perigoso do que aparenta e o assassinato do seu pai prova que devemos olhar para Norma como uma mãe que vai tentando proteger o filho do monstro que ela mesma ajudou a criar. Se Dylan achava que a influência dela sobre o irmão só o destruía ainda mais, depois da verdade ele com certeza vai escolher estar preparado para auxiliar a mãe na proteção do único que importa para ele, resta sabermos quando os Bates terão coragem de revelar pro próprio Norman quem ele realmente é.

P.S.: Ainda acho que o cinto do Keith Summers deveria ter sido queimado como o carro no começo do episódio. Essa trama ficou meio zuada.

P.S.2: Norma vai culpar Shelby convenientemente por tudo. Alguém dúvida disto?

P.S.3: R.I.P. Delegado Zack Shelby

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