“Na nana, diva is a female version of a hustla”. Para as moças do New Directions sim, para nosso amigo Blaine eu não sei. Brincadeiras a parte, é muito bom estar aqui toda semana exaltando o quanto Glee cresceu para se tornar uma das séries mais gostosas de ver nos últimos tempos. Você sabe que vai rir, sabe que vai se emocionar e sabe que vai se pegar com cara de bobo tamanha é a genialidade de algumas piadas e situações. O maior exemplo disso é a ode a diva interior feita no excelente episódio de mesmo título.
Dividindo bem (mais uma vez) as atenções entre NY e Lima, acompanhamos o retorno da assustadora “Diva” Berry e o medo de Finn em perder as regionais por não achar um representante feminino de atitude e que lidere o coral. Foram duas histórias que se cruzaram, cada uma contando o lado bom e ruim de ser uma DIVA, que no dicionário urbano de Emma nada mais é do que uma artista forte o suficiente para aguentar qualquer crítica e desafio, mesmo que seja extremamente temperamental. Tínhamos bons representantes que marcaram seus locais na purpurinada e travestida versão da música Diva da rainha Beyoncé.
O que se seguiu foi uma batalha razoável por parte de Kurt, tentando mostrar a Rachel que se ela seguisse pelo caminho do ego inflado mais uma vez, todo o seu amadurecimento seria jogado no lixo. Já em Lima, Blaine foi o primeiro a ter um solo fantasiado do maior divo que já existiu. Porém a performance mais fraca foi a sua, logo nem Don't Stop Me Now do Queen, fez jus ao espírito cobrado. O mesmo não pode ser dito sobre Santana, que veio com a tarefa de ensinar como roubou a cena no coral sempre que era cobrada, Nutbush City Limits arrepiou pela energia. O que me fez rir foi o comentário certeiro de Sue, sobre a capacidade quase sobrenatural que os ex-New Directions tem de aparecer no McKinley.
Santana também teve de lidar com o romance entre Sam e Brittany, porém achei a personagem muito egoísta como bem apontou o garoto ao final do dueto que exaltou a disputa pela líder de torcida mais genial que já existiu. Felizmente esse lado e o impasse entre Rachel e Kurt foram resolvidos da forma mais Glee. Foi bom ver Rachel sair do transe e abraçar o que realmente importa depois de perder a “sombria” disputa de vozes no NYADA.
No fim de tudo, a personagem mais subestimada e por isso mesmo exaltada entre a maioria dos fãs da série (eu não me incluo neles) ganhou o espaço que sempre mereceu. Tina Cohen-Chang tem todo o poder para segurar plots divertidos e músicas de alto nível, mas ela sempre doou seu lugar aos poderosos do coral. Desde que a “paixonite” por Blaine começou, venho simpatizando mais com a personagem (dolorosa e engraçada a cena da declaração regada a Vick). Quando ela entregou a versão de Hung Up, fiquei como todos que estavam naquele pátio. Tina mereceu o reconhecimento e a reação de surpresa de Brittany com um “Ela nunca ganha nada” me arrancou uma gargalhada quase sufocante. Para completar o choque de realidade que Brittany deu em Santana, levou a Girl on Fire direto para Big Apple.
Tudo em Diva me divertiu, porém I Do teve um significado muito maior para mim. A começar pela forma adulta e surpreendente dada a alguns plots que poderiam soar clichés. Eu falo do beijo que Finn deu em Emma e que poderia ter estragado todo o casamento Wemma, se a pobre ruivinha com TOC não tivesse enlouquecido bem antes. Will foi o culpado de tudo, e se somarmos o descontrole do episódio passado a dolorosa cena do começo,tudo faz ainda mais sentido.
O professor retorna para finalmente fechar os votos com sua amada, porém em nenhum momento pareceu preocupado em oferecer suporte à mesma, afinal assim que chega ele vai logo passando a lição da semana para o coral, que em pleno dia dos namorados, vão servir de cantores para o casamento do mestre. E foi com essa temática que não só uma como quatro subtramas se encaixaram de forma quase mágica.
O triângulo Jake-Marley-Ryder ganhou ares de filme romântico da sessão da tarde, mas foi tudo muito bonito. A canção açucarada (e que já é rotina) de Jarley foi um nonsense só, e o lance do melhor amigo apaixonado pela namorada do outro não poderia ser mais oportuno. Finn e Rachel estiveram elétricos e com uma química tão prazerosa que me pegava suspirando nos menores momentos entre os dois. Kurt e Blaine seguiram uma linha mais desapegada,o que serviu de comédia pela presença de Tina. Agora o casal fanservice do momento roubou a cena por ter sido todo trabalhado na essência de suas personagens, estou falando da inesperada relação entre Quinn e Santana.
E assim, cada casal teve seu momento. Confesso (por ser Finchel de carteirinha) que a versão de We've Got Tonight é capaz de definir o episódio como um todo. Sem compromissos ou mesmo preocupações, cada um daqueles estudantes resolveu tirar lições de um casamento que não deu certo, e ganharam o que de melhor poderiam ter tido: a chance de não se importar com julgamentos ou rótulos por uma noite. Foi poesia pura.
Gleeks gonna gleeks: Não comentei, mas até gostei da participação da menina Ali(en)! Mesmo que ela nem tenha atuado. #Troll
Gleeks gonna gleeks [2]:Cliffhanger desmedido esse, porém não vejo a hora de saber o resultado do exame da Rachel.
Gleeks gonna gleeks [3]: Glee volta essa semana!!!! E não seria pedir muito por menos hiatus.
Músicas do Episódio
Diva:
Diva (Beyoncé) – Unique, Tina e Brittany.
Don't Stop Me Now (Queen)–Blaine.
Nutbush City Limits (Tina Turner) – Santana.
Make No Mistake, She's Mine (Barbra Streisand e Kim Carnes) – Santana e Sam.
Bring Him Home (Les Misérables) – Rachel e Kurt.
Hung Up (Madonna) – Tina.
Girl on Fire (Alicia Keys) – Santana.
I Do:
You’re All I Need To Get By (Marvin Gaye feat. Tammi Terrell)– Jake e Marley.
Getting Married Today (Company) – Will, Emma e Merecedes.
Just Can't Get Enough (Depeche Mode / The Saturdays) – Blaine e Kurt.
We've Got Tonight (Bob Seger)–Rachel, Finn, Quinn, Santana, Marley, Jake, Blaine, Kurt, Artie e Betty.
Anything Could Happen (Ellie Goulding) – New Directions.
Desculpem o atraso com as reviews, mas foi por motivos maiores e acadêmicos. Vocês serão compensados.










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