Review: Glee – 4x19 Sweet Dreams

Nem todos os sonhos são tão doces. Mesmo com um episódio abaixo da média, quando levamos em conta a sequência espetacular que vem desde janeiro, Glee  me surpreendeu por me fazer gostar de uma trama para qual eu provavelmente torceria o nariz no passado, sim, eu estou falando das temidas músicas originais. Digamos que 50% dos plots de Lima me agradaram, e nisto eu incluo as ideias de Marley para as Regionais e o surto mesquinho de Will. Infelizmente a outra metade foi recheada com as cenas aleatórias de Finn e Puck na universidade, que com ou sem Harlem Shake quase me fizeram arrancar os olhos de tanto tédio.

A minha trama favorita veio direto da audição de Rachel para Funny Girl. Sempre que a série nos leva ao passado eu fico com um sorriso bobo no rosto. Relembrar obsessão de Rachel por Barbra Streisand foi bem mais divertido do que aquele surto de diva que vimos há algum tempo. Lea Michele é uma querida e me bate um orgulho conseguir notar a sua evolução no quesito musical. Este foi o primeiro dueto dela com Shelby que eu realmente gostei e o mérito é todo de Rachel. Next To Me não é uma música fácil e a sobriedade na entonação dela derreteu meu coração. Foi bom também descobrirmos mais do passado de Shelby e o incentivo que ela deu a filha. A partir daí Rachel tentou centrar em algo além do seu sonho original apostando justo na originalidade que fez Barbra alcançar o estrelado.

Curti em partes a repercussão dos eventos da semana passada. Marley tentar revelar suas composições soou bem mais orgânico que a empreitada desastrosa de inserir canções originais lá na segunda temporada. A situação de Will (que perdeu a inspiração) me pareceu exagerada no começo, mas depois eu entendi melhor, afinal fica difícil superar as ideias temáticas de Blam. O que me deixou chateado foi falharem justo no humor de Sam, o lance do gêmeo beirou o insuportável, a reação do próprio Glee Club era praticamente a minha.

Não vou me ater as sequências dispensáveis de Finn e Puck. Se era para ser engraçado ou minimamente divertido, passou longe disso. E ainda me botam um twist com Puck virando responsável depois de um insight numa orgia. Tem roteirista de Glee que fuma bonito. Dali o único momento que valeu a pena foi a ligação Finchel. A gente já sabe que Finn funciona com Rachel. As cenas deles sempre são de uma emoção genuína e ter sido o rapaz a verdadeira inspiração para a performance nostálgica da audição de Funny Girl, me deixou mais do que feliz.

Don't Stop Believin’ é o cerne de Glee, a música mais vendida, aquela que lançou a série e revivê-la em um momento tão importante para a protagonista da série (sim ela é e vocês têm de aceitar esse fato) foi emocionante. Foi meio que uma metáfora certeira trazer os Originais, num episódio que foi quase que sobre originalidade e não sobre sonhos como o título vendeu. O callback era certo e pode ser bem coisa de fã, mas a cena de Rachel e Kurt reagindo a novidade foi fofa demais.

Conselho de Beiste sempre dá certo e Will percebeu a mancada com seus alunos ao ver a emocionada You Have More Friends Than You Know no auditório. Ele perdoou Finn o trouxe de volta para levar o New Directions as regionais e ainda deixou Marley liberar sua criatividade. Mesmo tendo ficado a ponto de vomitar arco-íris com eles cantando Outcast (dispensando a estrelinha de Will claro), o gancho deixado pela promessa de Blaine e Becky para treinadora Roz (voltando mais louca do que nunca) e que promete uma investigação sobre o tiro também me empolgou legal. Que venham os três últimos episódios.

Gleeks Gonna Gleeks: Kitty e seus insultos, um abraço para essa idosa.

Gleeks Gonna Gleeks [2]: Tutorial sobre como ser uma trans. Unique já tem emprego garantido quando deixar a escola.

Haters can be hate: Quando vão entender que a presença do Puck é dispensável?!

 

Músicas do Episódio:

Next to Me (Emeli Sandé) – Rachel e Shelby.

(You Gotta) Fight for Your Right (To Party!)/(Beastie Boys) – Finn e Puck.

You Have More Friends Than You Know (Mervyn Warren e Jeff Marx) – New Directions.

Don't Stop Believin' (Journey) – Rachel.

Outcast (Original) – New Directions

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2 comments

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    André Monteiro 23 abril, 2013 at 13:17 Responder

    No momento que ela abriu a boca em Don't Stop Believin' eu já me arrepiei, mas quando apareceu o resto dos primeiros componentes do New Directions eu quase choro de tão lindo que foi. Vale salientar que a qualidade musical quanto a interpretação tanto das músicas originais quanto das já conhecidas mostra o quanto titia Nikki (se mudou me corrija) está inspirada nos treinamentos vocais, pq a melodia tava fantástica. Mas Don't Stop Believin', na sua terceira apresentação desde o começo da série, pra mim teve a sua melhor de todas, principalmente nas sutis e fantásticas mudança do jeito que ela foi cantada. Ai!! foi muito amor =D

    • Avatar
      José Guilherme 23 abril, 2013 at 15:20 Responder

      Por mais que eu tenha tido muitos problemas com o episódio, acho que Don't Stop Believin' apagou quase todas as minha reclamações. A querida Nikkalcada, mãe de dragões tá on fire mesmo… portanto volta logo The Glee Project. =D

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