Alerta Dicas #06

Quer saber o que nossa equipe separou para recomendar essa semana? Confira logo abaixo e se prepare para passar um bom tempo conferindo essas ótimas dicas!

wilker

instinto de sobrevivenciaWE3 - Instinto de Sobrevivência: Confesso ter uma admiração profunda pela obra do roteirista escocês Grant Morrison, já que sua contribuição para a nona arte, elevou a outro patamar a indústria de quadrinhos, sendo fixamente referenciado e estudado ao longo dos anos. Isso, por pôr em seus textos, grande complexidade literária, narrativa e referencial.

Junto a seu parceiro Frank Quitely – brilhante cartunista, de estilo genuíno –, Morrison realizou vários trabalhos, que foram muitíssimo elogiados pela crítica e público, conquistaram inúmeros prêmios e os alocaram como uma das duplas mais competentes da mídia referente. Dentre seus contos, estão o controverso arco Novos X-Men, a inventiva Flex Mentallo: o Homem dos Músculos Mistério e, claro, a obra definitiva do Homem de Aço, Grandes Astros Superman.

Contudo, entre essas e tantas outras parcerias desses verdadeiros artesões, a graphic novel, WE3 - Instinto de Sobrevivência é sem dúvida o fruto mais acessível, tocante e cinematográfico de suas carreiras. As escolhas de linguagem de Grant, quase que sem diálogos e meios recordatórios, ou das técnicas ousadas, virtuosismo de detalhes, jogo de luz e os enquadramentos de Frank – o que lhe rendeu o EisnerAward de Best Penciller/Inker em 2005 – tornamo título uma espécie de storyboard sofisticado, pronto para ser posto em tela. E, não é atoa que já foi feito, pelo próprio criador, um roteiro oficial, para os cinemas, que acabou engavetado, por problemas de produção.

A história foca em três animais: um gato, um cachorro e um coelho, que foram bio e tecnologicamente modificados, para se tornarem máquinas de guerra, de um órgão secreto do exército americano. Ao serem examinados pelas forças militares e cientificas, são reprovados por não evoluírem como almejavam, de modo que, foram destinados a serem exterminados por não servirem – o que, imediatamente, nos leva a reflexão da substituição de vidas, pelo simples e cruel propósito da humanidade, em buscar conhecimentos para práticas de batalhas.

O que acaba não acontecendo, já que os bichinhos fogem do programa e tentam voltar pra casa. Nessa escapada, inúmeros assassinatos terminam acontecendo, justamente, pelo distinto perfil e instinto de cada um dos animais, assemelharem-se a dos homens que vos criaram, reagindo de forma quase que impensada, ainda que soe inocente perante nossos olhos. Esses acontecimentos são sentidos de perto pelo leitor, por Morrison fazer questão de mostrar as vísceras e expressões das vítimas, flertando até com o gore, mas, em nenhum momento, deixando a elegância narrativa de lado.

Por outro lado, a conclusão da história mostra-se deveras tocante, quando um morador de rua resolve acolher as espécies, denotando que ainda há esperança na nossa raça. E que, se fizermos nossa parte, sem observar os fatos de forma superficial, podemos alterar o destino da correnteza. Mesmo que, a primeira vista aquilo tenha pouca importância, futuramente isso pode reverberar e muito positivamente.

São por essas e outras impressões que WE3 - Instinto de Sobrevivência é um exemplar mais que obrigatório na coleção, não só dos fãs da literatura em quadrinhos, mas também de qualquer apreciador da boa arte, em geral.

Você pode garantir a edição definitiva de WE3 - Instinto de Sobrevivência na Comix.

joseguilherme

The Good Wife: Bill Clinton, Hillary Clinton e o Escândalo Lewinsky. Quem não conhece o caso, já deve pelo menos terthe good wife ouvido falar, afinal foi uma das histórias mais baixas e polêmicas do governo norte-americano. O que isto tem a ver com a dica da semana? Simples, foi a inspiração do casal Robert e Michelle King para uma das séries júridicas mais elogiadas dos últimos anos, dando um ponta-pé não só para abordar de forma corajosa e ousada os temas mais pesados e cabreiros do mundo contemporâneo, como também reestabelecendo um padrão de excelência na TV aberta americana, coisa que não se via desde os saudosos anos 90. The Good wife, começa contando a história de Alicia Florrick (Julianna Margulies no papel de sua vida), esposa e mãe dos filhos do procurador geral de Cook County Peter Florrick (Chris Noth), que tem de recomeçar sua vida do zero, depois de um escândalo de prostituição do marido e sua consequente prisão. Alicia então volta a advogar e tem de se readaptar a um mundo que antes ela só via com os olhos de uma socialyte. Na firma de um antigo colega de curso, a boa esposa vai encontrar diversos adversários e colegas de trabalho, que aos poucos montam um rico universo de personalidades, passando pelos mais excêntricos juízes (com shows semanais de Denis O'Hare, por exemplo), inescrupulosos advogados (o querido Michael J. Fox figurando na ponta deste status), clientes icônicos (até o John Noble já deu o ar da graça na série) e claro, pela elite da Lockhart & Gardner em si, que guarda seu próprio panteão de estrelas, com os chefes de Alicia, Will Gardner (Josh Charles) e Diane Lockhart (Christine Baranski), e seus principais aliados, Kalinda Sharma (Archie Panjabi) e Cary Agos (Matt Czuchry). Consagrando-se como um dos procedurais mais contundentes da história, The Good Wife é indispensável para você que se diz amante de séries. Indispensável sem qualquer porém.

Já temos box com as três temporadas que saíram no Brasil aqui, confira aqui.

 

garota exemplarGarota Exemplar: Quando lançou seu primeiro romance em 2007 (Sharp Objects, ou Na Própria Carne aqui no Brasil), a autora Gillian Flynn causou um certo frisson entre os fãs do gênero de suspense/horror policial, afinal a jovem trazia o melhor do toque sombrio de Dennis Lehane com os mais inspirados trejeitos para o horror, consagrado nas mãos de Stephen King. Porém, foi com o obscuro Garota Exemplar que Flynn se firmou de vez. Contando a história de um homem acusado de ter dado um sumiço na esposa, no dia do quinto aniversário de casamento, o livro vai tecendo uma intrincada rede de intrigas a partir dos pontos de vistas dos dois, sustentados pelo lado mais sombrio das relações humanas, que vão desde simples acessos de ciúmes, a um instinto de vingança que assusta por poder facilmente ser real na vida de qualquer casal. O livro vai ser adaptado para os cinemas por ninguém menos que David Fincher e pode ser encontrado aqui, pela Editora Intrínseca neste link.

 

 

 

 

igor

Sobrenatural: Pra quem gostou de Invocação do mal, foi em Insidious (Título original) que James Wan (Jogos Mortais, Sentença de Morte) introduziu sua proposta de homenagem aos filmes de terror que marcaram não só a sua infância, mas como a infância de muita gente. O que o diretor faz aqui é trazer com um apuro estético absurdo uma obrainsidious-review que não só assusta como causa pesadelos em 80% dos casos. E é com um baixo orçamento, atores talentosos e um roteiro excelente que Wan grava sombras e portas de uma maneira única, sempre insinuando algo que na maioria das vezes nem lá está. Técnica essa que segundo o próprio diretor é sua preferida, já que o medo de cada um é muito mais assustador do que qualquer imagem que ele crie, e é na sugestão de que há algo atrás de uma porta, por exemplo, que todos nós nos contorcemos e deduzimos o que for que nos assusta mais. Com uma trilha pontual e coesa, que não exagera ou narra o filme pelo diretor, a película traz uma das melhores histórias do gênero “casa mal assombrada” dos últimos tempos, sendo uma renovação atual e necessária para a gama de filmes com a mesma proposta, mas que acabam soando genéricos e que saem toda a semana. Com momentos belissimamente filmados e assustadores, o filme em nenhum momento precisa ser gore ou extravagante para manter sua audiência atenta e trêmula, mas acaba sendo sim uma obra que preza pelo estático e assustador de uma forma honesta e que em nenhum momento trata seu espectador como um ser inferior. Tendo um dos pôsteres e traduções mais toscas de todos os tempos, o filme acaba sofrendo bastante preconceito e por isso se perde no purgatório das obras boas que não são valorizadas, mas se atente, pois aqui você encontrará duas das criaturas mais assustadoras do gênero e com certeza vai querer dormir agarradinho com alguém após o final. Aqui no Brasil o longa ja se encontra em DVD e Blu-ray aqui.

 

midnight@Midnight: O mais recente show do Comedy Central trás uma temática mais que interessante: um game show onde 3 comediantes disputam para saber quem será a pessoa mais engraçada do dia, tudo com base no que foi dito/visto no twitter ou na internet em geral no dia do programa. Com apresentação de Chris Hardwick (conhecido por apresentar os programas “Talking Bad” e “Talking Dead” no canal AMC e pelo seu canal no youtube “Nerdist”), o programa é mais que dinâmico e acaba sendo uma sátira sobre o twitter e o que acontece na internet durante todos os dias, muitas bizarrices e pessoas querendo ganhar o prêmio de ser mais engraçado do minuto. Os convidados são variados, mas por se tratar de um programa de improviso, acaba sendo sempre divertido e inédito em cada episódio. O programa começa à meia noite e passa todos os dias de segunda a quinta no Comedy Central americano.

warley

Gigantes da Industria: Criada pelo History Channel a série/documentário mostra como logo após o fim da GuerraGigantesDaIndustria Civil, e posterior morte de Abraham Lincoln, o quadro do país era completamente desolador e o futuro não se mostrava nem um pouco favorável, porém alguns homens mudaram drasticamente essa situação e em poucas décadas os Estados Unidos se firmaram como uma das grandes potencias mundiais. Os principais responsáveis por essa virada foram  Cornelius Vanderbilt, Andrew Carnegie, John D. Rockfeller, J. P. Morgan e Henry Ford.  A história deles já foi contada de forma individual várias e várias vezes, porém aqui é mostrado como eles estavam ligados e como a vontade de ser o melhor e mais poderoso fez com que eles se unissem, desunissem e em determinados momentos até destruíssem uns aos outros em busca do sucesso e poder.

 

Redação

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