Review: Arrow S01E11 - Trust But Verify

Depois do retorno nada inspirado na semana passada, Arrow apresenta seu décimo–primeiro episódio, e volta à boa forma. Trust But Verify tem todos os elementos que funcionam tão bem na série do Arqueiro e ainda eleva um deles, apostando numa trama focada na parceria Oliver Queen/John Diggle.

Agora que está confortável em usar o capuz novamente, o bilionário vigilante tem um novo alvo: Ted Gaynor (Ben Browder), ex-fuzileiro que comanda uma empresa de segurança chamada Blackhawk. O nome chama atenção de Oliver porque está na lista de seu pai e também porque é o suspeito mais provável de chefiar um grupo que tem assaltado carros-forte em Starling City. Mas Gaynor é um velho conhecido de Diggle e o guarda-costas não acredita que seu antigo comandante no exército tenha se tornado um criminoso. Para Queen, um teste de confiança e para seu parceiro, um teste de lealdade. O atrito gerado pela situação cria bons momentos entre ambos e ajuda a série a estabelecer melhor a dinâmica entre os dois personagens. E Diggle sair da posição de mentor pra ir para a ação é algo que sempre funciona em Arrow. E, se você é fã da DC Comics, os nomes Ted Gaynor e Blackhawk devem também chamar sua atenção, já que fazem referência aos primórdios da editora, quando ela ainda nem tinha esse nome, lá nos anos 40.

No núcleo da família Queen, uma subtrama começa boba mas acaba tendo ramificações importantes que ecoarão nos próximos episódios. Thea passa a desconfiar que sua mãe tem um caso com Malcolm Merlyn. Obviamente ela entendeu errado o acordo de "negócios" que Moira tem com o pai de Tommy e líder da organização secreta que começa a dar pistas sobre suas motivações. Quem acompanha a série deve se lembrar que o último episódio exibido em 2012 tinha Malcolm dizendo algo sobre um plano para a cidade de Starling. Pois bem, há uma informação na aventura da semana que ajuda a entender um pouco o que move o vilão. Aparentemente, vingança. Sim, parece bobo o antagonista querer se vingar da cidade por causa de um assassinato no passado, mas tudo leva a crer que Merlyn treinou por dois anos (por isso sua habilidade como o Arqueiro Negro) e reuniu esforços para destruir o lugar que tirou a vida de sua esposa. E, nada mais "história em quadrinhos" que um plano maquiavélico que pode tirar a vida de milhares de pessoas. Mas isso tudo é especulação, uma conclusão bem óbvia a partir das pistas dadas pelos roteiristas até agora. Se for algo mais ou completamente diferente que isso, tomara que venha para surpreender. Mas as ramificações das atitudes da irmã de Oliver vão além e trazem também a primeira aparição da droga Vertigo, causa de um problema que o Arqueiro terá de resolver na próxima semana. O narcótico, para quem não sabe, será a forma de introduzir o vilão Conde Vertigo (que será vivido por Seth Gabel) no seriado.

Algumas surpresas ficaram também por conta dos flashbacks, que mostram Oliver tentando salvar seu novo amigo, o chinês Yao Fei. Só que uma reviravolta acaba mostrando que nem tudo é o que parece. Finalmente a trama do passado começa a ficar interessante e parece que vai sair um pouco do momento "Survivor" para ampliar aquele universo que diz respeito aos 5 anos que Queen ficou perdido na ilha.

Com um episódio muito mais sólido que o anterior, Arrow volta a ter boas cenas de ação e momentos intrigantes. E evoluiu a relação entre quase todos os personagens principais. Até entre Laurel e Tommy, que mesmo com participações pequenas, acrescentaram coisas importantes para o futuro do seriado.

Alexandre Luiz

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Comentários

1 comment

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    José Guilherme 27 janeiro, 2013 at 00:19 Responder

    Que bom termos ganho um episódio redondinho e divertido como esse, poir Burned tinha sido um banho de água fria, contradizendo o próprio título do retorno. A relação do Dig com o Oliver é também uma das coisas que mais gosto na série, mas como sou shipper e os casais sempre me interessam, Tommy e Laurel vem formando um belo par.
    Semana que vem vamos ver como o Seth Gabel se sai, tomara que ele seja recorrente. E posso dizer que esse foi um dos raros episódios que a Thea não me irritou.
    P.S.: Deviam ter mais cenas da Felicity, já tô gostando mais dela.

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