Review: True Blood – 6x01 Who Are You, Really?

Lutando por uma identidade. True Blood começou como uma série de extremos, onde o vampirismo servia de McGuffin para Alan Ball destilar seu humor ácido, crítico e ativista, porém, lá para o final da terceira temporada, a coisa desandou pra valer. Tio Bolão perdeu o rumo e foi devorado pelo seu peculiar universo fantástico (hoje já bem diferente daquele idealizado por Charlaine Harris).O que restou foi uma imensidão de personagens que continuaram a patinar entre o inútil e o minimamente relevante, ou mesmo aqueles que ainda se salvavam por ser um sempre bem vindo alívio cômico (leia-se atrativo pra continuar com a série). A despedida do criador de True Blood na temporada passada deixou um gosto bem agridoce para quem sempre levou tudo a sério. Eu particularmente abdiquei de me importar com os excessos da história desde que a mitologia das fadas foi inserida. Pois agora, buscando novos ares, mas com cara de “tudo novo de novo”, Sookie, Eric, Cia. e Billith nos trás um leve sopro de esperança (com ênfase aqui no leve).

O pecado do ano anterior foi bater na mesma tecla do fanatismo religioso outrora tão bem abordado com a trama da Sociedade do Sol.  Certo que no fim a figura de Lilith não era só um ícone, mas mesmo assim mãe de todos os vampiros desgraçou metade de uma boa temporada. Fundir a entidade com Bill foi um cliffhanger curioso que infelizmente agora se mostrou longe de ser promissor. Não me entendam mal, o problema não é a trama em si, mas sim a persona de Bill Compton. Todos sabem que Bolão nutria um carinho especial pelo “primeiro em tudo” para Sookie, só que o personagem se descaracterizou, evoluiu, involuiu e em todo esse tempo acho que não deve existir ninguém que simpatize mais com ele. Até a sua relação com Jess ficou velada por um manto de incertezas que só funcionam porque a baby vamp pode se considerar a única personagem que não se esgotou em seis anos de série.

Em meio a isso, o que me deixou mais feliz nesta première foi a retomada de Sookie ao posto de protagonista. O mistério envolvendo Warlow é uma subtrama eficiente e que deve ganhar força com a chegada do misterioso caronista encarnado pelo saudoso Rutger Hauer. Eu até torcia o nariz para as fadas, mas numa série que tem um núcleo exclusivo para Alcide e os boringsomens strippers, qualquer outra coisa aparentemente ruim pode ser suplantada. E olhem que as purpurinadas e fogosas primas de Sookie vêm rendendo ótimos momentos, como o plot mais avulso (e adorável) envolvendo Andy e suas crias de crescimento acelerado.

Se Bill perdeu todo o seu carisma, Eric continua a ser um buraco negro para tal. O viking se destaca nos menores momentos, seja dividindo os sempre excelentes diálogos com Pam (que sozinha com Tara não me convence), seja tornando a sua relação com Nora cada vez mais crível. Notem aqui, que a outra filha de Godric está bem mais interessante agora que se desprendeu de seu lado fanático. Eric ainda protagoniza o diálogo e cena mais bonita do episódio junto de Sookie, o que fortalece ainda mais a força do verdadeiro shipper da série.

Já que Billith em sua versão de Carrie – A Estranha, soa mais como uma barriga do roteiro, a gente pode apontar os atos políticos e escusos do Governador Burell como algo que se bem trabalhado possa vir conferir um contexto interessante para tudo o que a série conseguiu ser antigamente, afinal, nunca se falou tanto no tru blood e sua importância para a sociedade vampírica. Com esse panorama, chega a ser irônico o momento em que Sookie diz que quer retornar àquela garota de vestido branco lá da primeira temporada. A gente quer essa volta também minha cara (sa)fada, só que na qualidade, apenas isto.

Em termos de Sangue Velho: A despedida de Luna foi bem apática, mas devia ser assim para muitos dos personagens que já deviam ter partido dessa para melhor.

Em termos de Sangue fora do prazo: Relevância zero para tudo o que Alcide protagonizou, uma porcaria aquela ladainha do packmaster poderoso e candidato a megaevil, vê se morre né?

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5 comments

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    Júnior Silva 21 junho, 2013 at 15:38 Responder

    1º Eu gostei do episódio, que por alguns comentários que já tinha visto, me fez acreditar que eu não gostaria, mas aconteceu o contrário, me surpreendi; o/
    2º Eu ainda gosto de Bill, sei que ele está se tornando uma pessoa ruim, mas ainda estou dando chances (me joguem pedras);
    3º As filhas de Andy crescendo rápido me lembraram um episódio de uma série da mulher gato que passava no SBT a muito muito tempo atrás (acho que só eu assistia);
    4º Eu também gosto de Alcide, mesmo achando que a história dele não tem mais nada haver ali, principalmente naquela cena de um (quase)sexo a 3 =º (podem me julgar);
    5º Só acho que as mulheres da série, principalmente as que ficam nuas, deveriam fazer a Demi e usar uma Gillette as vezes, só acho mesmo;
    6º Nunca fui muito chegado em Eric e Sookie, mas dessa vez tenho que me acostumar e aceitar isso (preferia Bill, masss…);
    7º Jess como sempre sambando nas cenas, meu coração quase explodia como o dela na hora que ela ficou agonizando;
    8º Senti muita pena de Pam, a bixinha não merece ser tratada daquele jeito, dá dó; =/
    9º Finalizando, a cena de Bill sendo possuído por 3 Lilliths foi… alguma coisa que não sei explicar =S

    ps: se com uma Lillith a temporada passada não foi muito boa, imagina como será essa temporada se essas 3 Lilliths perdurarem… ou não né, prefiro não subestimar kkkkk

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    Celso Landolfi 26 junho, 2013 at 02:05 Responder

    Cara também n curto muito o que fizeram com o Bill, sempre gostei mais dele que do Eric, mas agora isso mudou. Porém True Blood continua uma das minhas favoritas, só espero que não viajem demais de novo hahahah, excelente review!

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