Review: Glee – 4x22 All Or Nothing (Season Finale)

A arte do tudo ou nada. Foram 22 episódios de uma temporada que já pode ser exaltada como boa por excelência. Digo ainda que não faz nem um ano que sou um gleek de carteirinha, mas isto não me impediu de adotar a série como a minha favorita durante todo este ano. Esperar semanalmente os episódios que vinham com os eventos inspirados do Glee Club, ou o primeiro semestre de Rachel no NYADA, só fazia o lugar reservado na minha watchlist valer a pena como nenhum outro. Claro que tivemos alguns escorregões, só que foram arranhões tão pequenos, que eu abracei a finale no momento em que percebi a quem ela seria dedicada. Sim, estou falando da nossa especialíssima Brittany S. Pierce.

Falar da trajetória de Brittany em Glee sem tecer elogios a Heather Morris (HeMo para os fãs) é impossível. Ir de uma coadjuvante nas coreografias pra o maior ícone do New Directions é transcender o conceito de extra. Acho que o maior acerto dos roteiristas da série foi pensar nas colocações pontuais de Brittany, que pela entrega de HeMo superou o estereótipo da loira burra, justo por conferir uma inocência a jovem cheerio que nunca conseguiu me irritar. O maior medo de Brittany vinha da sua condição e ela sempre soube que não era inteligente, mas externar seu déficit sem se mostrar superior era concordar em ser diminuída por todos os outros. Toda a trama da admissão no MIT foi de uma genialidade assombrosa (e cretina) por parte da cúpula criativa de Glee. Quem iria imaginar que a loirinha “genial” poderia vir a ser a mente mais complexa desde Einstein?

A pressão da súbita decisão que Brittany tinha que tomar a fez entrar num parafuso divanesco. Ri muito das exigências que ela fez para participar das Regionais. Todo mundo ali já quis os solos para si mesmo, mas Brittany vai além e decreta que tudo tem que ser solo e para melhorar ainda mais eles teriam que ser dela. Vou ficar por um bom tempo imaginando como seria Brittany cantando My Cup (melhor música original de Glee junto com Trouty Mouth) vestida com a roupa de JLaw no Oscar. Premiação certa, no mínimo.

Os dois pontos de intervenção para resolver a situação de Brittany resultaram nas duas (últimas?) edições crocantes do Fondue for two. Numa a loirinha definiu de uma forma corretíssima o que é a relação Sue/Will (who cares atualmente), além de revelar o cabeludo Michael Bolton como pai da bebê Robin e na outra, Santana aparece para relembrar o caminho de Brittany depois do pedido de um emocionado Sam. Nos costumeiros empecilhos que o New Directions sempre enfrenta em competições, Ryder se juntou a Brittany na recusa de participar. Finalmente isso resultou no fim do mistério sobre Katie. A reação do rapaz foi real e correta, mas eu entendi o drama de Unique. O gancho sobre a relação dos dois já soa promissor.

O que me irrita desde o episódio passado, é esse plot do noivado. Blaine foi um(a) galinha louca durante toda a temporada e agora é o amor infinito e jovial que tem de falar mais forte. Não vi nada de interessante nas conselheiras lésbicas e se não fosse a chegada de Sam e Tina no espírito sonhador durante a compra do anel nada minimamente legal teria vindo das cenas. Pior mesmo é contar com essa trama para mover o começo da temporada em Lima no próximo ano.

Quanto as Regionais, depois de ver as decepcionantes performances dos Hoosierdaddies (me desculpe quem é fã, mas Jessica Sanchez estava tudo menos confortável ali) o prêmio para o New Directions era certo. Gostei das três músicas cantadas pelo coral do McKinley e eles mereceram o lugar nas nacionais. Antes da cantoria premiada, Brittany me destruiu com o discurso mais emocionante do seriado até aqui. Foi tão real, que a despedida de HeMo devido a gravidez notável, seria capaz de comover qualquer fã de coração peludo. Se já não bastasse o momento, a simbólica cena de Brittany sentada nas escadas do auditório com olhar nostálgico encerra outro lugar fixo de um personagem marcante na série.

Dando um fim fofo (pra quem gosta) ao chatíssimo mimimi Wemma, o pequeno casório com os melhores amigos do casal foi feito. Não me comovi, mas já agradeço por não termos que perder tempo no futuro com os dois, assim espero na verdade. Já que não contei o anel na mão de Blaine como cliffhanger, o vácuo deixado pelo espetacular callback de Rachel representa o que será outro passo na vida da jovem estrela. Por mim, o papel de Fanny Brice é dela. Vamos agora aguardar uma jornada pela broadway e uma última parada para as nacionais em LA antes da formatura. Ansiosos para fall season? Eu com certeza já estou.

Gleeks gonna gleeks4Ever: Obrigado por me acompanharem durante todo esse tempo. Já que não teremos The Glee Project, nossa dose semanal de Glee só vem na fall. Até lá.

Músicas do episódio

To Love You More (Céline Dion) – Rachel

Clarity (Zedd feat. Foxes) – Frida Romero e The Hoosierdaddies

Wings (Little Mix)– Frida Romero e The Hoosierdaddies

Hall of Fame (The Script feat. will.i.am) – New Directions

I Love It (Icona Pop) – New Directions

All or Nothing (Original Song) – Marley e Blaine

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Comentários

3 comments

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    Júnior Silva 15 maio, 2013 at 19:25 Responder

    Bem, é difícil comentar sobre um episódio que realmente atingiu meu coração, não por uma coisa divertida ou algo dramático, mas sim pela "despedida" daquela de quem eu sempre fui/sou/serei fã: Heather Morris. Essa sim era a minha maior inspiração na série, tanto pelo talento grandioso na dança, quanto na atuação humorística e pela forma como a Brittany se impunha diante de qualquer situação, transformando tudo em um comentário alegre e motivante, ela sim me fazia rir naturalmente, sem nada ser forçado. Quem diria que aquela jovem e lindíssima loira, que até então era dançarina de Beyoncé (amo) seria convidada por Ryan para ensinar a famosíssima coriografia de Single Ladies aos atores, e a partir daí seu talento ser reconhecido e receber um convite à série?! Sua ascenção foi notável, depois de uma longa temporada sem nenhuma música cantada pela mesma, havia chegado a hora dela liberar mais um talento, a música, e a partir daí não parou mais, ainda bem. 4 temporadas se foram, nunca imaginaria que justamente ela sairia um dia, pra mim sua personagem seria eterna, mas imprevistos e coisas da vida acontecem, se é por um bem maior na vida pessoal dela, assim seja e seja bem feliz, mas espero que um dia ela volte a me fazer feliz em pelo menos 1 episódio, como participação ou coisa do tipo, não consigo imaginar Glee sem ela e seus comentários "perfeitos", se não fosse por ela nós nunca saberíamos que golfinhos são tubarões gays (kkkkk).
    Glee está perdendo um grandioso personagem, e tenho até medo de que minha devoção pela série seja abalada por isso, mas vou torcer pelo contrário… sou um Gleek acima de tudo o/
    Sobre o episódio achei legal, não foi um dos melhores, mas serviu e muito bem para certas histórias e descobertas, essa sequência final também não foi das melhores, mas nada que degrina a temporada, pois a 4ª e 3ª estão empatadas como as melhores, a 3ª só leva vantagem pra mim devido o coral original ser superior ao atual, só axo, mas adoro os personagens novos também =)
    O ano letivo não acabou, ainda virá a formatura de outros personagens, o resultado do teste de Rachel e até o possível pedido de casamento de Blaine a Kurt (realmente também axo que a história deles é cansantiva).
    E é isso aí, entre despedidas (tristes) e renovações (aguniadas até) Glee termina seu 4º capítulo. Que venha a 5ª temporada com sua evolução artística (ansioso) e nos faça chocar.

    ps: HeMoLover forever ♥

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      José Guilherme 15 maio, 2013 at 19:30 Responder

      Que comentário lindo Boca!!! ^^ Quase uma outra Review. Você sabe que concordo com tudo o que você disse e HeMo tem a mesma significância para mim. Torço muito pelo retorno dela e sei que deve acontecer da forma mais marcante possível. Vou esperar seus comentários na temporada que vem! Valeu a opinião. 😉

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