Quarto do Pânico: A surpreendente versão brasileira estrelada por Isis Valverde

Conduzido por Gabriela Amaral Almeida, Quarto do Pânico contém atuações sensacionais e muita tensão

Programado para ser lançado em circuito de streaming, Quarto do Pânico é um filme de Gabriela Amaral Almeida que mistura horror, drama e suspense que consegue trazer uma sensação de inadequação absurda, versando sobre nervosismo, alta tensão, sensação de impotência e reflexão sobre a violência urbana comum.

Refilmagem do clássico de 2002 Panic Room de David Fincher - também chamado Quarto do Pânico - essa versão é protagonizada por um grande elenco, comandado por Isis Valverde, André Ramiro, Caco Ciocler e Marco Pigossi.

Exibido no Festival do Rio de 2025, a obra não será lançada apenas para o serviço de streaming da Telecine, que está presente em outros aplicativos, como o Prime Video da Amazon e Globoplay.

A direção é de Gabriela Amaral, texto de Fábio Mendes e produção de Adriana Dida Silva.

Após ser exibido no circuito de festivais de cinema em 2025, entra não só no catálogo do Telecine no streaming, mas também nos canais pagos do grupo,.

Sua Superestreia ocorre no Telecine Premium no sábado (dia 14), às 22h, e será exibido novamente no domingo (dia 15), no Telecine Pipoca, às 20h.

Nessa versão se mantém a mesma premissa do clássico, temperando claro com um contexto brasileiro, que inclui claro leituras sociais e uma estética que privilegia o suspense psicológico.

Bastidores e detalhes técnicos

O roteirista ficou surpreso ao ser chamado para adaptar a obra:

Eu fiquei em choque quando a produtora Floresta me convidou para fazer o roteiro dessa adaptação...e deu certo. Nosso filme é contemporâneo, brasileiro, genuinamente nosso, com mais qualidade humana sem perder a tensão e a adrenalina que um filme de suspense deve ter.

Contou Mendes para a revista Veja.

O título original é Quarto do Pânico, mas ele se chamará Panic Room, que é a versão em inglês.

Ele passou em 10 de outubro de 2025 no Rio de Janeiro International Film Festival. Chegará em 13 de fevereiro de 2026, via internet.

Os estúdios por trás da obra são Floresta Filmes e Sony Pictures Television, com distribuição da Palavra Assessoria.

Quem Fez

Amaral fez os curtas Náufragos, A Sutil Circunstância, Terno e Estátua. Dirigiu os longas O Animal Cordial, A Sombra do Pai e capítulos de Noturnos e Verdades Secretas.

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Escreveu a maioria dos filmes que dirigiu, além de Quando Eu Era Vivo e A Procura de Martina, além de capítulos de Me Chama de Bruna.

Mendes escreveu as séries Alice e Dom, as novelas A Regra do Jogo e Segundo Sol.

Adriana 'Dida' Silva foi produtora executiva em Dance, Dance, Dance e gerente de produção na série Luz.

Narrativa

Casal de carro, canta Nem Vem que Não Tem  do Wilson Simonal, apaixonados, são o casal Samuel, interpretado por Dudu de Oliveira e Mari, de Valverde.

Os dois estão despreocupados, brincando, depois de uma noite de diversão e curtição ingênua, provalvelmente depois de terem bebido um pouco. 

Mais do que de repente, são abordados na rua, por bandidos que tentam pegar seus pertences e no meio do susto, os assaltantes se atrapalham e acertam o rapaz.

Além da consequência fatal, o rapaz acaba perdendo sua vida de maneira lenta, estrebuchando ao lado de sua amada, que nada pode fazer a não ser assistir o fim da vida do seu par.

Mais tarde

A trama avança no tempo, mostrando as consequências da ação anterior, com Mari e Bel, se mudando.

Bel é a filha do casal antes apresentado, interpretada por sua vez pela atriz Marianna Santos, que fez a série Luz, da Netflix, participou de Poliana Moça e interpretou Narizinho em O Picapau Amarelo, a versão do clássico de Monteiro Lobato, feito pelo +SBT.

A mãe escolheu uma casa enorme, com piscina, sala de festas (que segundo Mari, virará uma academia) piscina e uma sala de controle, com um cômodo impenetrável, que só abre com o tablet dada a Mari.

Casa hipervigiada

O tour pelo local não é tão detalhado quanto poderia, na verdade o esforço da corretora Lígia (Clarissa Kiste) gasta o tempo mostrando o quarto diferenciado, sem janelas.

É simplesmente impenetrável, com paredes grossas, que impedem até sinal de celular.

O tablet serve para controlar a entrada nele e para todo o resto da residência, mas é preciso chamar um técnico para configurar todo o sistema da casa a esse mesmo aparelho.

Direção inventiva

Amaral brinca com perspectiva, antes mesmo de inserir a entropia da ação e os clichês do gênero invasão domiciliar, já se mostra esse como um mundo sui generis, com ponto de vista invertido e ângulos de câmera giratórios.

Já Estevão, o pai de Mari - interpretado pelo veterano e bom ator Leopoldo Pacheco - fica preocupado com as duas parentes. 

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Ele insiste para que as duas durmam na casa dele, até que a equipe de segurança chegue, mas Mari é teimosa, resolve ficar com a filha na casa nova, mesmo sem a estrutura básica.

Esse argumento - ou sexto sentido paterno - conversa bem com o tema de super proteção, que ocorre da parte do pai para com Mari e da moça com sua filha, visto que essa é uma casa super vigiada, idealizada pela recente viúva e não pelo velho homem que é o seu pai.

Entorpecendo

As duas mulheres da casa parecem ter dificuldade para desligar e adormecer e dessa forma, Amaral lida também com os vícios alimentares e em tela.

Mari toma vinho, se entorpece, mas vigia os hábitos da filha, que toma sorvete direto no pote. Prontamente a menina diz que é diet, depois fica claro que o motivo da preocupação com a filha não é estético e sim de saúde, visto que ela tem diabetes.

Não precisou sequer terminar a taça para que Mari falasse algo desagradável, ao menos para lembrança da filha, já que ela retoma o fato de que o pai da menina preferia um apartamento.

O diálogo soa expositivo, mas parece quase confessional, com ela verbalizando que se sente mal, por não cobrir a ausência de Samuel.

Sentadas, na cozinha, Mari faz brincadeiras sobre quedas de luz, brincando com a possibilidade de espíritos, imitando a corretora da casa, que mostrou todos os detalhes para ela.

Cai a noite

Depois que ambas se preparam para dormir, a música muda, mas não sem mostrar que ambas, cada uma à sua maneira, não conseguem dormir sem usar suas telas.

O celular da filha fica com bateria fraca, graças aos slides que ela via, das fotos com seu falecido pai. Curiosamente isso embalou seu sono, mas a deixou em maus lençóis.

Enquanto toca a música techno, chega uma van vermelha, da companhia elétrica Itanna.

Dela saem dois homens, um feito por André Ramiro e outro por Marco Pigossi. O primeiro é o mais cauteloso, que consegue até passar com as senhas no local, entra sem  esforço, sem violência. É Benito.

O segundo é mais desligado, entra em cena com música alta - a mesma que o espectador ouve - e se impressiona. Seu nome é Charly.

Logo, esse libera a entrada de mais um sujeito, que é feito por Caco Ciocler. Ele é Raul, foi chamado para vigiar a rua, mas causa nervosismo em Benito, visto que ele não conhece o terceiro elemento.

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Fica claro que Benito é a liderança ali, o mais experiente e portanto o que mais tem a perder.

Ele tem motivos para ser tão ressabiado, mas esses são dados com o tempo.

Bronca

Benito chama a atenção de Charly quando descobre que há duas pessoas na casa, o bandido calculou errado a ausência da mulher.

Raul supostamente teria a situação sob controle, já que estava armado. Isso gera um alerta em Benito, que repete, tal um mantra, que a pena por assalto e sequestro é de vinte anos.

Ele é o técnico do sistema e de segurança e quase desiste, até que Charly expõe o motivo do sujeito, uma vez que ele tem um filho doente.

Depois de ser exposto - de uma maneira um pouco artificial, diga-se - praticamente implora que não machuque ninguém.

Alerta

Mari percebe a invasão, pega o telefone e chama a filha. A partir desse ponto o quadro se torna bastante tenso. Ao descer, se denunciam, graças a madeira rangindo.

Na perseguição, quebra uma garrafa de vidro na cabeça de um deles, com direitos a efeitos de slow motion.

Pouco antes de chegar ao ponto seguro, ela ouve a frase "não entra aí", além de aparecer caixas caindo, entram, tiro ocorre, bate na porta.

Cativas

=Como dito, apenas o botão interno abre o cômodo, dessa forma, Bel e Mari ficam nervosas, especialmente graças ao fato dos remédios da menina estarem na geladeira, em uma bolsa, longe da onde ambas estão.

Sem sistema, não podem ligar para a policia, mas blefam dizendo que sim, que chamaram a emergência. Nesse ponto é percebido que elas são ouvidas, mas eles, não.

Desespero

O trio de invasores tenta manter o anonimato, cada uma a sua maneira - destaque para o papel de Ciocler, que usa um artefato engraçado para tentar esconder o próprio rosto.

Se comunicam verbalmente, com quadros escritos, pede que elas saiam do quarto secreto, fato que gera um impasse.

É dado que foi Benito quem programou aquele quarto, ele diz que é intransponível, mas Raul quer arrombar de qualquer forma.

O homem negro tem uma ideia, levando botijão de gás de cozinha pela tubulação, fato que gera uma das cenas mais memoráveis dessa versão.

Ferimentos e ameaças

O grau de absurdos aumenta, cicatrizes ocorrem com os personagens e muitas ameaças são trocadas, além de brigas por uma hierarquia de poderes. 

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Também se tenta contato com outras pessoas, da parte das mulheres da trama. Nesse ponto, essa se torna uma montanha russa emocional, coms reviravoltas que ocorrem de maneira frequente.

Chegada

Os momentos finais incluem visitas externas, receio de q

Objetivo deles é apagar os registros das câmeras além do cofre

+ Benito fecha a porta e a mão de Charly fica presa

+ ele não alcança o botão certo, abre o som ao invés de abrir a porta.

Ramiro atua bem demais, Valverde e Pigossi idem

+ fazem papéis bem distintos, todos dramáticos.

Final tem muitas reviravoltas

,+ Mari tenta se livrar da polícia. Tem receio de Charly ter outro surto.

Mari também atua bem, até vomita. Benito manda o companheiro baixar a arma e sossegar, não quer ameaças com a garota, ainda mais quando lida com o cofre.

Final absurdo, violento, gráfico, com algumas surpresas até.

TRAILER

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