Claymore – Além das fronteiras da fantasia medieval

Quando se fala em animes e mangás de fantasia, é impossível não citar obras máximas como Berserk, porém, outro exemplar que em nenhum momento faz feio ao seu “irmão” mais velho, é Claymore. De autoria do mangaká Norihiro Yagi, a história retrata um mundo alternativo, onde a era medieval era dominada por criaturas denominadas Youma (uma espécie de demônio), monstruosos seres sedentos por carne humana e que possuem a habilidade de se transformar em pessoas. Mediante o crescimento na quantidade dos monstros, uma misteriosa organização criou uma elite de guerreiras denominadas Claymores. Implacáveis e tão assustadoras quantos os monstros que combatem, as mulheres carregam segredos obscuros que remontam desde a sua misteriosa origem ao verdadeiro propósito de seus criadores.

Apesar de guardar diversas semelhanças com Berserk, Claymore consegue, com o decorrer de sua intricada trama, se sair melhor em diversos pontos. As personagens que compõe seu universo são de uma grandeza ímpar, e tanto no mangá quanto no anime, suas particularidades se destacam no mínimo ao ressoar de seus atos. Em lançamento desde 2001, os fãs do mangá torciam muito pela possibilidade da chegada de Claymore nas telinhas, mas só em 2007 o sonho se tornou realidade, quando os direitos de produção foram vendidos a gigante Madhouse.

O que salta aos olhos quando falamos na animação, é a preciosidade da produção em si. Mesmo sendo conhecida pelo cuidado com seus títulos, a Madhouse se superou e sou sincero em dizer que durante vários momentos eu tinha a impressão de estar assistindo uma série de OVA´s (episódios especiais e que tem um custo de produção maior que os demais). Mas nem só de qualidade se faz algo memorável. É aí que Claymore nos entrega uma história cativante e avassaladora, dando um show de mitologia e estilo na inserção das mais variantes criaturas existentes naquele mundo.

Outro ponto a destacar, é a pontual direção de Hiroyuki Tanaka. São poucas as produções para TV japonesa que podem levar o selo de qualidade cinematográfica, e vemos isso em Claymore desde a sua deslumbrante abertura. As sequências de ação, o visual das guerreiras, a ambientação nas mais diversas vilas e catedrais e o designer impressionante das criaturas (outro fruto de Berserk), são elevados e guiados com maestria pelo diretor.

Sabemos que a Madhouse não poupa violência ou uma temática mais adulta em seus produtos, e os estilizados massacres que ocorrem em boa parte dos arcos do mangá foram mantidos fielmente. Infelizmente, Claymore sofreu o mesmo que Berserk, e não teve conclusão, afinal, o mangá continua a ser lançado em terras nipônicas. O que vale, no entanto, é esperar que as especulações (surgidas ano passado) de um possível remake sejam verdadeiras, pois a história dessas guerreiras merece mais que uma sobrevida, merece ser contada e lembrada por todos os amantes do gênero.

P.S.: “Claymore”é uma variante escocesa da espada medieval montante utilizada durante os séculos XV e XVI. Todas as guerreiras carregam uma e elas, na maioria das vezes, escondem tristes histórias.

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1 comment

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    BeunoVinicius 18 janeiro, 2013 at 18:31 Responder

    Mano to esperando lança a segunda temporada de claymore desde de 2007 + tipo o mangá foi lançado ein 2001 e o anime foi ein 2007….. eu ñ gosto mto de ler o manga então vou esperar por + 6 anos.. se eu esperei 6 anos pra sair do manga para a TV o que custa esperar + 6 anos para um segunda temporada…. vlw ai mano abraço desculpa qualker coisa >.<'

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