Alerta Dicas #19

luan

twinPra quem já conferiu o suspense investigativo Blue Velvet (Veludo Azul) de 1986, do querido e estranho diretor americano David Lynch, vale a pena conferir essa: Twin Peaks, série criada por Lynch e Mark Frost em 1990 e transmitida pela ABC. A série tem como trama a busca por provas que justifiquem a morte da jovem mais amada pela pequena cidade de Twin Peaks, Laura Palmer. Ao decorrer da trama desvendamos fatos não “condizentes” com a conduta da bela Laura, assim descobrimos que nesta pequena cidade fria dos EUA nem todos parecem ser realmente o que são. A grande pergunta que decorre toda a série é: Afinal, quem matou Laura Palmer?

Surrealismo, sustos e uma narrativa de duas temporadas que não perde o fôlego em momento algum, Twin Peaks promete tirar o sono e a tranquilidade daqueles que assistirem (no bom sentido é claro).

A série pode ser encontrada em DVD neste link aqui. 

igor

 

Episodes: Uma série que trata dos bastidores de Hollywood contendo Matt Le Blanc no papel principal e doisEpisodes (Season 2) ingleses “roubados” para a América para que produzam o show deles de maior sucesso em seu país de origem. Não só o programa do canal Showtime consegue ser ácido de uma forma crescente (as críticas à indústria são intermináveis e conforme as temporadas vão passando se tornam ainda mais severas), como atinge níveis de metalinguagem interessantíssimos que ajudam a trama a fluir bem em seu aspecto crítico e de timing perfeito. Um humor adulto e sem pudores, com uma saraivada de “fucks” e coisas piores por episódio, a série traz Matt Le Blanc interpretando ele mesmo num papel tão inspirado quanto o seu Joey de Friends, fazendo com que o texto excepcional de David Crane (um dos criadores de Friends) e Jeffrey Klarik soe como música aos ouvidos de quem adora dar um sorriso. Todo o elenco é incrível, e tanto as situações quanto os diálogos conseguem um nível de excelência tão grande que pode ser comparado com o texto de Louie, que é considerada por mim e por muitos como sendo a melhor série cômica da atualidade. Portanto, se quiser chorar de rir e junto disso dar uma refletida sobre como a indústria hollywoodiana funciona, essa é a melhor pedida atualmente.

joseguilherme

MV5BNzM3NzU2NzUzMV5BMl5BanBnXkFtZTcwNjY2OTUxNw@@._V1_SX214_Kill List: Com o fim da primeira temporada de True Detective, a dica da semana vai para os órfãos da soberba trama protagonizada pelos detetives Rust Cohle e Marty Hart, afinal os mistérios envolvendo o Rei Amarelo, Carcosa e toda a simbologia da série, ainda deve estar ecoando na mente de vocês.

O longa britânico Kill List do cineasta Ben Wheatley, pode parecer a primeira vista, como mais um thriller comum, porém ele guarda as mesmas características que alavancaram True Detective: um conto atmosférico sobre o lado mais obscuro da natureza humana, contado sob a óptica de dois parceiros, nem um pouco parecidos, mas que se completam apesar dos diferentes pontos de vista. A trama conta a história de Jay (Neil Maskell, o sinistro Arby da série Utopia) e Gal (Michael Smiley), dois ex-militares, que entram juntos no perigoso negócio de assassinato por aluguel. O tal trabalho consiste em matar três personalidades públicas: um padre, um sujeito envolvido com vídeos de ordem não apresentada (mas possivelmente pedófila) e um político influente. Ao passo que Jay e Gal vão completando suas missões, eles percebem que há muito mais por trás das encomendas de morte, quando o ocultismo passa a fazer parte da explicação para suas contratações.

Sem nunca abrir mão do desenvolvimento dos personagens, o filme mostra um universo cru e impiedoso, onde fanatismo, crenças e simbologia se destacam, conseguindo assustar justo por ser algo tão próximo da nossa realidade. Assim como True Detective, Kill List não é uma obra fácil, mas eu tenho certeza que ela também ficará ecoando por dias na sua mente, pois a porrada desferida durante a sua trama, será uma das mais intensas que você já presenciou. Um verdadeiro sinônimo para o termo “soco na mente”.

 

Redação

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1 comment

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    Danilo Ebúrneo 17 março, 2014 at 23:14 Responder

    Fiquei curioso sobre o Kill List e vi o filme. Realmente é um bom thriller, e apesar dele ser estranho no inicio e parecer que não vai a lugar nenhum, a trama engrena rapidamente nos 40min restantes. É meio desconfortavel quando conhecemos melhor um dos assassinos, e ainda mais desconfortavel quando encontramos alguns personagem que é melhor nem falar mais porque pode ser spoiler…Enfim, gostei da dica e recomendo o filme também.

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