Pânico 7: uma breve análise (sem spoilers) sobre o novo filme da franquia Scream

Conduzido pelo seu criador, Kevin Williamson, Pânico 7 tenta resgatar os tempos áureos da franquia repetindo clichês, normalmente sem muito sucesso

Pânico 7: uma breve análise (sem spoilers) sobre o novo filme da franquia Scream

A franquia Pânico é conhecida pelos fãs de cinema de horror e cinéfilos como uma das mais constantes, já que, pelo menos até então, era considerada que não havia um episódio de filme ruim nela.

Ora, é bastante comum que fitas de terror bem sucedidas tenham suas sequências em obras de qualidade duvidosa e fracassada e todo a ideia por trás da saga idealizada por Kevin Williamson e Wes Craven é justamente a de brincar com o número gigante de volumes dessas sagas, mas em seu esforço, sempre houve cuidado para que essa não fosse uma auto paródia, que não fossem suas obras alvo das mesmas piadas que toda a heptologia faz.

Eis que ela própria chegou a um número graúdo e bizarro, no sétimo volume.

Isso não aconteceu de forma tão orgânica, já que houveram polêmicas, brigas, contradições, demissões e diversas confusões de bastidores.

Essas incluíram saídas de diretores, expulsões de protagonistas supostamente por motivos políticos e ausências das figuras mais famosas e célebres.

É dessa forma que Pânico 7 chega aos cinemas, reunindo em seu elenco as figuras mais famosas fora as "retiradas", em especial sua final girl preferida, Neve Campbell, que pela sexta vez, faz Sidney Presscott.

Premissa

O que se prometia é que dessa vez a trama é pessoal - aparentemente, na maioria dos filmes sempre foi assim, mas tudo bem - já que a motivação do novo assassino que usa a "face fantasma" vai atrás de Sidney e das pessoas que compõem sua nova e pacata vida interiorana, com seu marido e com sua filha de 17 anos, Tatum Evans, de Isabel May.

Essas duas, especialmente, são o alvo do novo matador, aludindo não só ao presente da sua rainha do grito, mas principalmente ao passado.

Na verdade, Sidney tem mais de uma filha, como foi aludido em Pânico 5 - ou apenas Pânico, já que ele não assumiu uma numeração oficial, à priori - mas as outras duas filhas aparecem apenas em vídeo, são acessórios em uma trama que tenta utilizar a jovem Tatum como a nova Sidney, tentando assim pavimentar uma nova possibilidade de exploração dramática, pós saída de Melissa Barrera e Jenna Ortega.

Longe de Woodsboro, esse explora uma questão pontual e um grande mistério sempre discutido entre fãs da cinessérie, que é o destino de Stu Marcher, o famoso matador do primeiro filme, que era interpretado por Matthew Lillard.

Muitos aficionados acham que ele não morreu após a queda da televisão em sua cabeça, em Pânico e aqui se explora a possibilidade dele ter retornado ou não, para não só desenvolver uma série de mortes, mas também para atormentar a família Prescott Evans.

Se funcionará ou não é um grande mistério. Como dito no título, nesse artigo falaremos de alguns bastidores e de questões pontuais do filme, evitando spoilers. Em breve publicaremos uma análise mais detalhada, como normalmente fazemos.

Bastidores

Como é sabido, a série de filmes era levada pelo coletivo Radio Silence, o coletivo cinematográfico iniciado em 2011 e formado por Matt Bettinelli-Olpin, Tyler Gillett, Justin Martinez e Chade Villella.

Os longas tinham como diretores Bettinelli-Olpin e Gillett, como roteiristas James Vanderbilt e Guy Busick, que era contumazes parceiras da RS, com produção de Vanderbilt e William Sherak, que é outro colega de produção desses.

A dupla de diretores saiu, acabaram após Pânico VI fazendo Abigail, uma reimaginação de A Filha do Drácula. Aqui, assinam como produtores executivos, junto de Gary Barber, Ben Fast, Cathy Konrad, Ron Lynch, Marianne Maddalena, Peter Oillataguerre, Ben Ormand, Chris Stone, Chad Villella, Campbell, Williamson e Courteney Cox.

Os roteiristas são Williamson e Busick e se baseia na ideia original de Busick e Vanderbilt. São produtores Paul Neinstein, William Sherak e Vanderbilt.

Até onde se sabe, os dois decidirem não retornar para o sétimo filme sem maiores brigas ou confusões, então Kevin Williamson sugeriu seu amigo Christopher Landon (Como Sobreviver a um Ataque Zumbi, A Morte te dá Parabéns e Freaky: No Corpo de um Assassino) como o natural substituto, o candidato adequado para a função, até por ter sido estagiário em1996, no primeiro filme da franquia.

Ele foi escolhido e oficializado publicamente para assumir a direção, mas desistiu após receber ameaças de morte por causa da demissão de Melissa Barrera, decisão que ele afirmou não ter sido sua, mas sim dos estúdios Spyglass.

Nas tratativas para essa sétima parte, o até então produtor executivo Kevin Williamson convenceu Neve Campbell a retornar, ela que não participou do sexto volume por questões de agenda e financeiras.

Foi Campbell quem sugeriu e convenceu Kevin Williamson a dirigir o filme. Esse é (até agora) o único filme da franquia dirigido por ele, que escreveu Pânico, Pânico 2 e Pânico 4.

Vale lembrar que esse é o terceiro filme da franquia Scream que não é dirigido por Wes Craven, já que o mesmo faleceu em 2015. Além desses, Courteney Cox e Roger L. Jackson são os únicos atores que retornaram em todos os filmes da série.

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Estreia, nomenclatura e locações

O filme chegou a alguns cinemas no dia 25 de fevereiro, em lugares como França, Bélgica. Guadalupe Filipinas e Suécia, além do México, que teve uma premiere limitada.

No Brasil estreou dia 26, como em diversos países, a exemplo da Grécia, México, Países Baixos. No Canadá, Reino Unido e EUA, estreia dia 27 de fevereiro de 2026.

É dado que o nome de trabalho, para esconder do que se tratava, chamada Blackbird.

O filme retorna ao uso de número arábico no título da sequência, enquanto o quinto e o sexto filmes usaram numerais romanos. No quinto filme, o numeral estava “escondido” no M alongado de Scream.

Em seu país de origem e na maioria dos países, é Scream 7. Na Croácia é Vrisak 7 e em Portugal é Gritos 7.

O primeiro dia de filmagens foi em 7 de janeiro de 2025, em Atlanta, Geórgia, foi até março do mesmo ano.

A primeira cena ocorreu em um bar/restaurante. Ainda na Geórgia, se filmou em Marietta, Douglasville, na Taylor-Brawner House 3182 Atlanta Rd SE, Smyrna e no Great Point Studios Atlanta.

Estúdios e distribuição

Os estúdios por trás da obra são a Paramount Pictures, Outerbanks Entertainment, Project X Entertainment. Québec Production Services Tax Credit., Radio Silence Productions e Spyglass Media Group.

A distribuição por quase todo mundo ficou por conta da Paramount Distribution.

No Brasil a divisão Paramount Pictures lançou e em Portugal foi a NOS Audiovisuais

Narrativa

Como dissemos no início do texto, procuraremos evitar spoilers, mas alguns pontos deverão ser abordados. Estejam avisados, mas a maioria desses fatos são dados em trailers e materiais de divulgação.

Fica claro até mesmo para quem não viu a obra.

A trama inicia em Woodsboro, que é o palco da maior parte dos filmes, inclusive os que Wes Craven dirigiu lá atrás.

A casa onde Stu Marcher viveu é um espaço de aluguel, de aplicativos como Airbnb, fato que serviria para prever parte das tramas mais pesadas e que seriam abordadas mais à frente na trama.

Esse é um filme que depende da tecnologia e novidades seriam muito presentes nesse e os instantes iniciais mostram um casal entrando na casa, depois de alugá-la.

O lugar é um ponto para turistas, tem indicações dos crimes que ocorreram ali, afinal, Pânico e Pânico 5 tiveram momentos finais justo nesse cenário.

Essa sequência funciona como um epílogo, uma introdução que encerra a participação na cidade, já que o lugar cai, graças ao fogo.

Pânico 7: uma breve análise (sem spoilers) sobre o novo filme da franquia Scream

A partir desse ponto, a trama mudaria completamente de foco geográfico.

Seria esse o fim de um ciclo ou o início de uma exploração que levaria em conta os crimes do passado? Essa é a resposta que o roteiro de Williamson e Busick tenta responder.

Uma nova vida para Sidney

Não demora até que a ação siga Sidney, que está casada, com filhos e mora em uma cidade pequena, chamada Pine Grove, em Indiana.

Lá ela trabalha em um café local chamado Little Late, convive com pessoas que sabem quem ela é, mas ela não gosta de tocar em assuntos do passado.

É dado que ela tem três filhas, duas jovens, que eram bebês no quinto filme, e uma adolescente, que chama Tatum e tem 17 anos.

Essa é feita por Isabel May, que é lembrada por seu papel na minissérie 1883, como Elsa Dutton e um papel recorrente em Jovem Sheldon.

O nome da personagem é em referência a Tatum Riley, melhor amiga de Sidney no primeiro filme, interpretada por Rose Mcgowan que foi morta brutalmente e que muitos fãs consideravam injustiçada.

Mcgowan inclusive declarou que gostou da homenagem e afirmou que de certa forma, Tatum vive, graças ao fato de Sidney ter nomeado sua primeira filha com o mesmo que o seu. Até se tem uma referência a ela, durante uma discussão entre mãe e filha, afinal, Williamson corrige uma grande injustiça com a moça.

May se dedicou tanto que até criou uma playlist com músicas que Tatum gostaria, e o diretor pediu à equipe de direção de arte que adicionasse pôsteres dessas bandas ao quarto da personagem no set, ou seja, o material colocado pela direção de arte tem participação direta da interprete.

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Além das duas mulheres, mora com elas o pai da família, Mark Evans, um polícial, que é vivido por Joel McHale.

Tanto em Pânico quanto em Pânico 5 é mencionado que Sidney tem um marido chamado Mark, então se presumia ser o Detetive Mark Kincaid, interpretado por Patrick Dempsey.

Os diretores desses filmes confirmaram em entrevistas que essa era a intenção inicial, mas aparentemente os planos mudaram.

Dempsey declarou em entrevista ao programa Today que estava em negociações para retornar no sétimo filme e aguardava o roteiro, mas não se chegou em um acordo, então foi anunciado que o marido de Sidney seria um novo personagem, homônimo, mas com outra alcunha, portanto, seria Mark Evans.

Também se abre possibilidade para que Kincaid tenha mudado de sobrenome a fim de tentar evitar perseguições à mais, mas essa possibilidade é quase nula, afinal, as pessoas da cidade sabem quem é Sidney, imprensa e curiosos chegam muito facilmente à ela.

Negação de Prescott

Uma questão faz muita diferença, na trama e mira a forma como Sidney vive.

É dado que ela até nega o sobrenome de sua família, deixando de lado o legado de seus amados mãe e pai, embora não pareça ser por qualquer problema com eles, mas sim para tentar se livrar da pecha de pessoa que sofreu na pele uma série de tentativas de homicídios.

É natural que isso ocorra, mas é curioso que a moça que no quarto filme escreveu um livro - Out of Darkness, que era sobre autodescoberta e autoajuda - nesse momento, queira se distanciar de seus traumas e vivências violentas.

Pânico 7: uma breve análise (sem spoilers) sobre o novo filme da franquia Scream

Isso seria explorado em um momento chave, numa conversa tão franca que se tornou cruel, que trava com a Gale Weathers de Cox, que mais tarde, também retornaria à trama.

Ou seja, o tempo todo Sidney parece incomodada de ser lembrada de seus traumas e da série de assassinatos que viveu, ela não quer ser refém do passado, ao contrário.

Ela tenta usar o mesmo argumento que Tara Carpenter utilizou em Pânico 6, de não permitir que uma matança a definisse, mesmo que diferente da interprete de Wandinha ela tenha passado pelo assassinato da mãe e pelos eventos de uma pentologia, que só não foi maior por conta da exclusão do seu papel na trama novaiorquina.

Retornos

Esse é um filme que se dedica a desenvolver basicamente duas personagens, ou seja, Sidney e Tatum.

Os retornos esperados de Gale, Mindy (Jasmin Savoy Brown) e Chad (Mason Gooding) tem bons momentos e até uma boa justificativa para suas respectivas aparições, mesmo que se ignore por completo a existência das Carpenters.

Não se repercutiu a saída delas em absoluto.

Já a participação de Mathew Lillard é bem maior que uma mera cameo ou participação especial.

Ele tem sua imagem bastante utilizada e evitaremos falar do contexto em que essa é empregada, por conta de revelar basicamente os segredos importantes da trama e do drama.

Pânico 7: uma breve análise (sem spoilers) sobre o novo filme da franquia Scream

Sua interpretação é pontual, ele parece se divertir e condiz bastante com o modo caótico e engraçado em que ele foi apresentado lá atrás.

Já os outros ghostfaces que retornam, tem momentos bem breves, o que aliás, já era esperado, como aliás, ocorre também com David Arquette, que dessa forma, tal qual Campbell, só deixou de aparecer no volume seis.

Coragem...ou falta dela

O resultado final da obra é uma bagunça narrativa, que tenta fazer comentários sobre atualidade e sobre a exploração da internet, mas que nem sempre acerta, na verdade, quase nunca tem êxito.

Ora, Williamson conseguiu recentemente, fazer obras elogiadas, como Isolamento Mortal (Sick) que é um roteiro de slasher movie sobre a pandemia do novo coronavírus e participou da criação de O Píer (The Waterfront) que é bem avaliada em agregadores de análises e críticas.

Ou seja, nos últimos anos, teve boas participações no audiovisual, seja no cinema ou na televisão. A grande questão é a construção dessa história em específico.

Como foram fatores externos (teoricamente) que tiraram Melissa Barrera da trama, se precisou voltar os canhões para alguém que não a filha ilegítima de Billy Loomis.

Isso aliás faz ignorar uma dica narrativa estabelecida, de que ela poderia assumir a vaga de Ghostface, mas com sua saída, ficaria difícil. Um recast também pegaria mal.

Outra alternativa seria colocar Tara Carpenter como personagem central, afinal, Ortega vinha de sucessos como X: A Marca da Morte, Wandinha e Os Fantasmas Ainda se Divertem, além de participar de obras onde se destacava como os péssimos Pânico Americano ou A Garota de Miller.

Com a saída dela também, por motivos de agenda - havia uma ideia de que poderia ser por solidariedade a antiga colega de elenco, mas isso não foi confirmado - uma opção óbvia e esperada seria retornar ao estágio um: Sidney Prescott.

A opção por trazer Neve Campbell em essência algo positivo, bom e de grande potencial, especialmente por conta de Pânico ser o maior palco da atriz.

Ela tem carisma, ainda tem um grande destaque físico, não parece dever em nada às mocinhas de filmes de terror recente. É crível acreditar nela como uma heroína que bate de frente com assassinos, uma vez que ela ainda parece forte e durona.

No entanto o que se vê é uma produção que parece precisar de mais maturidade. A pressa sabotou o roteito, mesmo que o hiato entre as duas últimas partes tenha sido de três anos, tempo esse que só não foi maior que os 11 anos entre o terceiro e quarto e esse último e o quinto.

Desimportância

O scritp trata de dar destaque para as "Prescott" e isso se nota pelo fato de que os personagens secundários são pouco memoráveis, o que inclui as vítimas e principalmente os assassinos que usam a máscara inaugurada pela dupla Marcher e Loomis.

Entre os novos personagens, há um certo destaque para Anna Camp, que faz a mãe solteira Jessica Bowden, mas que é uma personagem bastante apagada.

Ela está sempre ao lado do seu filho Lucas (Asa Germann) um aficionado por true crime que é mega subaproveitad. Outra personagem que prometia uma boa exploração é Hannah, que é feita por Mckenna Grace, do ótimo Ghostbusters: Mais Além.

O seu problema é a falta tempo de tela, ficando a impressão é que ela funciona como a Casey Cooper de Sarah Michelle Gellar, em Pânico 2, que era muito querida e que também teve poucos minutos de exibição em tela grande.

É curioso como obras ligadas aos textos de Williamson tenham chegado aos cinemas recentemente, ambos com problemas sérios em sua chegada aos cinemas.

A obra analisada consegue se destacar bem mais que o "novo" Eu Sei O Que Vocês Fizeram no Verão Passado, o que não é um grande mérito, já que esse recente longa serve basicamente para atender aos desejos de guilty pleasure de fãs de filmes de matança, mas ainda assim, falta substância, conteúdo e carisma.

A nova tentativas de aludir a outra geração de personagens legado esbarra em mais clichês, faz esgarçar a fórmula e a torna quase vazia.

Pânico 7 chega perto de perverter a máxima de que Pânico não possui filmes ruins, suas tentativas de estabelecer quebras de quarta parede são falhas e a direção de Williamson é bem menos acurada que a sua capacidade em escrever boas histórias, o que é uma pena, visto que seu produto final resulta em algo mais criticável que as partes cinco e seis da franquia que criou.

42 comments

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