Há 50 anos, Tubarão estreava nos cinemas brasileiros. Falamos um pouco sobre esse clássico do cinema de terror

Tubarão é um filme evento, uma vez que ajudou a estabelecer a moda de lotar salas de cinema, ao ponto de fazer as pessoas encararem filas somente para entrar.
Lançado em 1975, faz nesse ano o seu jubileu e não à toa é louvado, uma vez que mudou a vida de praticamente todas as pessoas que participaram de sua produção, colocando seu diretor Steven Spielberg no panteão dos maiores diretores da história.
Com roteiro de Peter Benchley, que é autor do livro e Carl Gottlieb, são produtores David Brown e Richard D. Zanuck.
Rascunhos do roteiro
Quando Spielberg assumiu o projeto, Peter Benchley já havia enviado três rascunhos do roteiro e se recusou a fazer mais versões.
O diretor convidou John Byrum para reescrever o roteiro, mas ele recusou, também tentou William Link e Richard Levinson, criadores de Columbo, série que Spielberg dirigiu um capítulo, mas a dupla também recusou o convite.
O diretor então sugeriu a entrada de Gottlieb para revisar e acrescentar elementos.
Outro formato
No início, antes do desenvolvimento de Tubarão como um filme longa-metragem, começou-se a desenvolver a ideia de uma série de televisão.
Um comunicado de imprensa publicado em revistas especializadas confirmava isso.
O formato de série episódica com novas celebridades sendo devoradas a cada semana foi abandonado em favor do desenvolvimento apenas do filme.
Tentando alcançar O Exorcista
O crítico Gene Siskel entrevistou o autor Peter Benchley, autor de Tubarão. Segundo a conversa dos dois, o filme que se baseou no romance tentou atingir o público da mesma forma que O Exorcista fez.
O escritor ainda disse que partes do livro que seriam mais literais no filme, foram alteradas para atingir o objetivo, citou a trama de romance entre a esposa do chefe de polícia e o ictiólogo enviado para investigar os ataques de tubarão, basicamente para que a história de terror pudesse se desenvolver.
Outro diretor
No entanto, Spielberg não seria o condutor desse. Por um tempo, o projeto esteve com Dick Richards - diretor de Assim Nasce um Homem, O Último dos Valentões e Marcha ou Morre.
Ele foi demitido após uma reunião com produtores e executivos do estúdio, nessa ele descreveu uma cena de abertura em que uma baleia sairia da água para atacar a cidade.
A gafe foi repetida algumas vezes e os produtores abriram mão dele, afirmando que não fariam Moby Dick e que não trabalhariam com alguém que não sabia a diferença entre uma baleia e um tubarão.
Curiosamente, Tubarão tem algumas conexões óbvias com Moby Dick, de Herman Melville, com Quint lembrando o Capitão Ahab, Matt Hooper como Ismael e o Xerife Martin Brody como Starbuck.
Semelhanças
O enredo utilizado no filme lembra o da peça Um Inimigo do Povo de Henrik Ibsen, montagem essa que foi adaptada para o cinema com Steve McQueen no papel principal.
Também se nota que diversas cenas se assemelham às de O Monstro da Lagoa Negra, como a perspectiva subaquática do monstro, que por sua vez mira uma mulher nadando na superfície da água.
![Daily Grindhouse | [SHARK WEEK TRAILER TRASH] BRUCE AND THE GILL-MAN - Daily Grindhouse](https://dailygrindhouse.com/wp-content/uploads/2016/06/creaturejaws.jpg)
O início de ambos os filmes também possui coincidências, pelo quase nulo vislumbre do monstro.
Estreia
Tubarão estreou em 490 telas e em 78 dias, tornou-se o filme de maior bilheteria de todos os tempos, até então.
Originalmente, o filme estava programado para cerca de 1000 cinemas, mas o executivo da MCA, Lew Wasserman, queria reduzir esse número, alegando que desejava filas nas bilheterias.
Na maior parte do mundo, chegou em 20 de junho de 1975, o qyue inlui Samoa Americana, Canadá, Congo, Líbano, Camarões, Filipinas e claro, os EUA.
Na Colômbia chega em 30 de junho, na China em 8 de julho. A Itália levou o longa aos cinemas dem 19 de dezembro e o Brasil estreou no natal desse ano.
Na Hungria socialista o filme só foi lançado em 1985 e virou a segunda maior bilheteria daquele ano, com 1,5 milhão de ingressos vendidos. Vale lembrar que a população do país era de cerca de 10 milhões na época.
Antes disso, os grandes filmes estreavam em apenas um cinema, ganhando popularidade boca a boca antes do lançamento geral. Tubarão mudou isso, estreando simultaneamente em centenas de cinemas.
Nomenclatura
O título original é Jaws e o nome de trabalho era Stillness in the Water, na Argentina e Chile é Tiburón, no Azerbaijão é Çənələr. Na Bélgica é De zomer van de witte haai;
Na China é 大白鲨, na Croácia é Ralje, na França é Les Dents de la mer, na Itália é Lo squalo e em Portugal [e Tubarão
O rosto da modelo de biquíni no outdoor de Amity pertencia a uma namorada de Brian De Palma. Ela supostamente não ficou nada satisfeita com isso.

Gravações
O filme foi rodado em maio de outubro de 1974, em Martha's Vineyard, Massachusetts, especialmente. Esta foi a primeira vez que a localidade foi usada para um longa-metragem.
Uma das razões pelas quais Spielberg escolheu South Beach e Cow Bay, em Martha's Vineyard, para as cenas foram as suas áreas rasas, que se estendiam por mais de cem metros e permitia que crianças, idosos e pessoas que não sabiam nadar pudessem ser filmadas na água com facilidade e segurança.
Em planos gerais, o público pode ver que a água não muda para uma cor mais escura por uma grande distância.
A Ilha Amity é concentrada quase toda em Martha's Vineyard, e na trama é uma ilha, tratada como cidade independente, já Martha's Vineyard é uma ilha, composta por seis cidades diferentes.
Gravaram em Water Street, Edgartown, Joseph Sylva State Beach (que foi onde ocorreu o ataque ao garotinho) 35 Aquinnah Circle, Sengekontacket Pond, American Legion Memorial Bridge, Aquinnah, Oak Bluffs e Menemsha (que mostram a ilha Amity) 265 East Chop Drive, que foi a casa Brody, cenário esse construído em um terreno abandonado, lugar esse que a produção teve de demolir após as filmagens, de acordo com contrato assinado com a prefeitura.
Ainda gravaram em Main Street e South Water Street & Davis Lane em Edgartown, ainda em Martha Vineyard.
Ainda em Massachusetts, gravaram em Falmouth, em Los Angeles gravaram em re-shoots, também em Santa Catalina Island, na Califórnia.
Na Austrália, gravaram em Far West Coast, Spencer Gulf e Southern Ocean em cenas de segunda unidade, onde filmaram grandes tubarões brancos. Na Oceania, também gravaram em Dangerous Reef.
Turismo
Na vila de pescadores de Menemsha, em Martha's Vineyard, um restaurante de fast food local, o Galley, agora ocupa o mesmo lugar onde o Orca - que se chamava The Warlock - foi filmado zarpando.
Após as filmagens, um dos barcos Orca, o que foiusado nas cenas do naufrágio, foi abandonado na praia ao longo do estuário, em frente à cidade de Menemsha.
Embora a cidade tenha crescido um pouco desde 1975, o local onde o Orca navegou permanece praticamente inalterado, e o Galley inclui uma área de estar nos fundos onde os clientes podem comparar o local com a cena real do filme.
Grande parte dele foi vandalizada por caçadores de lembranças, e tempestades e a falta de manutenção logo destruíram a maior parte da estrutura.
Em 2019, a maior parte do barco estava enterrada, restando apenas a estrutura e parte da popa visíveis. O local é de fácil acesso para quem navega.
A população média de turistas de verão em Martha's Vineyard antes do lançamento de Tubarão era de aproximadamente 5.000 pessoas. Após o lançamento, a população disparou para 15.000.
Estruturas
As primeiras estruturas para o filme foram as cabanas listradas em vermelho e branco, de madeira. Estavam prontas antes da chegada da equipe de filmagens.
O farol perto da praia é de verdade e foi até "suprimido" em algumas cenas, como a do outdoor na cena, retirado com efeitos especiais na pós-produção para ficar melhor enquadrado.
Tipos de registro
Tubarão foi rodado com o filme Eastman, película de curta duração, usada pelos estúdios por ser mais barato na década de 1970.
Anos mais tarde Eastman tornou-se conhecido por desbotar mais rápido com o tempo do que outros filmes.
Experiência de filmagem
As filmagens em Martha's Vineyard foram uma experiência mista para a produção.
Os cidadãos e o governo de Edgartown foram extremamente cordiais e prestativos com a equipe, mas a cidade de Menemsha, onde ficava a cabana de Quint, teve uma história diferente.
Alguns cidadãos, pescadores e funcionários da prefeitura se mostraram hostis, mas outros pescadores, como Lynn Murphy, foram bastante prestativos.
Quando a equipe começou a construir a fachada da cabana de Quint em um terreno baldio, um funcionário da prefeitura apareceu rapidamente e os proibiu de construir uma casa sem licenças ou de acordo com as normas.
Houve até ameaça de entregar as casas semanas depois, quase comprometendo o prazo. Curiosamente, quando as filmagens se arrastaram - por motivos outros, diga-se - os habitantes da ilha ficaram fartos de ter a produção em sua ilha.
Estúdios
A Zanuck/Brown Productions produziu o filme, assim como a Universal Pictures, que não recebeu créditos como tal, graças a uma grande desconfiança que havia na capacidade de Spielberg.
Quando o filme finalizado o estúdio ficou tão satisfeito que iniciou uma campanha publicitária na televisão que custou a quantia sem precedentes de US$ 700.000.
A distribuição nos Estados Unidos foi da Universal, enquanto a
Cinema International Corporation (CIC) lançou em diversas praças, como Reino Unido e Brasil.
Quem fez:
Spielberg fez antes desse dirigiu episódios de Galeria do Terror, Os Audaciosos e Columbo. Também fez o telefilme Encurralado, A Força do Mal, Savage e o filme A Louca Escapada.
Escreveu os curtas Fighter Squad, Escape to Nowhere, Slipstream, Amblin' e os longas Firelight, Meu Pai, Meu Amigo e A Louca Escapada.

Anos mais tarde, faria grandes sucessos como Contatos Imediatos do Terceiro Grau, Os Caçadores da Arca Perdida, ET: O Extraterrestre, Jurassic Park: O Parque dos Dinossauros, A Lista de Schindler e diversas outras.
Durante a produção, o diretor passou noites em claro em sua cabana, preocupado com os rumores de que seria afastado do projeto e que, consequentemente, nunca mais encontraria trabalho. Ele trouxe um travesseiro de casa e colocou um talo de aipo embaixo dele, pois o cheiro o confortava.
Spielberg era a pessoa mais jovem a dirigir um filme que estreou em primeiro lugar nas bilheterias, com 28 anos. Ele manteve o recorde por quase 40 anos, até ser finalmente superado por Josh Trank, que tinha 27 anos quando Poder Sem Limites estreou.
Sequência de Tubarão e franquia
Steven Spielberg considerava Jurassic Park uma sequência de Tubarão, só que em terra firme, embora se notem grandes diferenças, já que Tubarão focava no desenvolvimento dos personagens e no da criatura, enquanto Jurassic Park usava os dinossauros apenas para vender o filme, e não os personagens.
O diretor lamentou não ter assumido o controle desta franquia da mesma forma que fez com Parque dos Dinossauros e Indiana Jones.
Ele afirmou em entrevistas que gostaria de ter exercido um controle de qualidade mais rigoroso nas sequências.
Todos os quatro filmes foram bem-sucedidos nas bilheterias, mas houve uma queda de qualidade brutal após o primeiro, de forma semelhante em qualidade à franquia Poltergeist, já que ambas tiveram filmes originais supervisionados por Spielberg que foram aclamados pela crítica, e ambas tiveram sequências consideradas alguns dos piores filmes já feitos, uma vez que Poltergeist III: O Capítulo Final de 1988 e Tubarão 4: A Vingança de 1987são brutalmente criticados.
Outro diretor
Além de Dick Richards, se cogitou Michael Winner para a direção. Ele vinha do sucesso de Desejo de Matar, filme de ação lançado em 1974), foi considerado para dirigir o filme.
Os escritores
Benchley escreveu A Ilha, teve obras adaptadas em A Fera do Mar, O Exterminador da Ilha e a série Amazon, além das sequências Tubarão 2, Tubarão 3 e Tubarão 4: A Vingança
Gottlieb escreveu seriados como The Super e Flip, depois de Tubarão fez O Inferno na Neve, O Que Vai Ser Agora, Tubarão 2, O Panaca, O Homem das Cavernas, Doutor Detroit e suas Mulheres, Tubarão 3. Foi produtor em Celebração em Big Sur e a série Morton & Hayes.
Ainda de acordo com o The Jaws Log de Gottlieb, o escritor foi originalmente contratado para interpretar o papel coadjuvante de Meadows, o editor da cidade, e depois solicitado a reescrever o roteiro durante as filmagens. Ao fazer isso, ele se viu forçado a reduzir sua própria participação.
A cena em que Brody e Hooper encontram o barco abandonado mostrava o personagem de Gottlieb acompanhando os dois, ele ainda cairia acidentalmente na água e quase foi decapitado pelas hélices de um barco.
Produtores
Brown produziu O Homem-Cobra, Golpe de Mestre, A Louca Escapada, O Moinho Negro, A Garota de Petrovka, Tubarão 2, Coccon, Operação Canadá, O Santo, Impacto Profundo, Chocolate e Na Teia da Aranha.
Richard D. Zanuck fez Willie Dynamite, A Louca Escapada, Coccon, Conduzindo Miss Daisy, Impacto Profundo, Peixe Grande e suas histórias Maravilhosas, A Fantástica Fábrica de Chocolate, Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet e Sim Senhor.
Os produtores disseram que se tivessem lido o livro mais de uma vez, teriam percebido de antemão os problemas que surgiriam durante as filmagens e, portanto, não o teriam feito.
Direitos do livro
Os produtores Richard D. Zanuck e David Brown adquiriram os direitos de adaptação cinematográfica do romance por US$ 175.000, em um acordo que também incluía um primeiro rascunho do roteiro escrito pelo autor Peter Benchley.
Este rascunho seria posteriormente rejeitado por Spielberg, mesmo sendo muito fiel. Os dois rascunhos subsequentes de Benchley também seriam rejeitados.
Steven Spielberg pediu a Richard Dreyfuss para não ler o livro, a fim de não contaminar a sua versão de Hooper
Se dependesse Peter Benchley, as escolhas para o elenco principal seriam Robert Redford, Paul Newman e Steve McQueen, mas Zanuck e Brown queria evitar escalar grandes estrelas porque achavam que elas poderiam distrair o público da tensão da história.
Colaboração no roteiro
John Milius - diretor de Conan: O Bárbaro e Amanhecer Violento e futuro produtor executivo de 1941 - reescreveu o roteiro, embora não tenha recebido créditos como tal.
Sua contribuição visou o monólogo do USS Indianapolis. parte do texto que trabalhou com o ator e também escritor Robert Shaw, que contribuiu para esse discurso crucial.
Vale lembrar que Shaw teve romances adaptados para o cinema, como Situação Crítica, Porém Jeitosa e peças, como foi com Um Homem na Caixa de Vidro.
Bilheteria absurda
Mais de 67 milhões de pessoas nos EUA foram assistir a este filme quando foi lançado em 1975, que é pouco menos de um terço da população total do país na época, tornando-o o primeiro "blockbuster" do verão.

Este filme foi o primeiro filme de Steven Spielberg a bater recorde de bilheteria. Mais tarde, ele teria mais duas obras assim.
Tubarão estreou em primeiro lugar, foi superado por Guerras nas Estrelas de George Lucas, que por sua vez foi superado por E.T.: O Extraterrestre em 1982.
Uma década depois, "E.T." foi superado por Jurassic Park: O Parque dos Dinossauros de 1993, que só seria destronado por Titanic em 1997.
Este Tubarão permaneceu entre os 10 filmes de maior bilheteria mundial por quase 20 anos, até que Forrest Gump: O Contador de Histórias finalmente o destronou da lista.
Tubarão foi o filme de terror de maior bilheteria por mais de 20 anos, até ser superado por O Sexto Sentido em 1999.
Diferenças de filme para livro
Apesar do muchocho, Peter Benchley gostou da eliminação das subtramas do romance. No entendimento dele, isso permitiu que os personagens fossem mais bem desenvolvidos.
Já Spielberg estimou que o roteiro final continha um total de 27 cenas que não estavam no livro.
No romance, Hooper teria um caso com a esposa de Brody e seria morto pelo tubarão na gaiola.
Como o relacionamento familiar de Brody não tinha tanto espaço no script, a traição pareceu irrelevante e foi omitido do roteiro do filme, uma vez que servia só para apimentar as coisas no livro.
Curiosamente, muitos filmes de Spielberg abordam famílias desfeitas e as consequências emocionais do divórcio, devido à sua própria experiência com o divórcio de seus pais, ainda dramatizaria isso posteriormente em Os Fabelmans.
Descoberta do livro
O romance de Benchley foi descoberto ainda quando o texto não estava publicado, sendo lido como prova de impressão no início de 1973 por Helen Gurley Brown, esposa de David Brown, então editor e produtor da revista Cosmopolitan, que iria publicar um trecho do livro em uma edição futura.
Brown o viu por acaso e, após lê-lo mostrou-o a Richard D. Zanuck, seu sócio, que adquiriu os direitos do livro no final desse ano.
Quando teve acesso ao texto, Spielberg disse que torceu pelo tubarão porque os personagens humanos eram antipáticos e chatos.
Brigas com Benchley
Peter Benchley foi expulso do set após se opor ao clímax do longa. Também se diz que o motivo de sua demissão foi a insistência em convencer os produtores a não cortas as intrigas sobre a Máfia, que estão presentes no livro, além de algumas questões românticas, já destacadas no artigo.
A trilha sonora
Quando o compositor John Williams tocou a trilha sonora para Spielberg, o diretor riu e ficou feliz, por ele ter algo tão bom e já pronto.
O realizador sempre valorizou a música e afirmou que, sem a trilha de Williams, o filme teria feito apenas metade do sucesso. Já o compositor disse que Tubarão impulsionou a sua carreira ao sucesso.
Na festa do Oscar de 1976, Williams regeu a orquestra durante a cerimônia. Quando foi anunciado que ele ganhou o Oscar de Melhor Trilha Sonora, ele correu até o pódio para receber a estatueta e voltou correndo para continuar regendo a orquestra.
O tema
No entanto, não houve unanimidade sobre a questão da múscia.
Spielberg não achava que o tema Boom Boom Boom funcionaria, até que John Williams fez uma jogada que o fez mudar de ideia.
De acordo com a Variety, o compositor usou uma orquestra para tocar os acordes, a fim de mostrar que ela poderia ser assustadora, ainda que simples.
Depois de tocar no piano, disse para o cineasta observas os baixos e violoncelos na orquestra, ainda comparou o propósito desses aos violinos de Benny Herrmann em Psicose, que tinham apenas duas notas.
Williams ainda insistiu que Spielberg usasse o tema musical (que ele apelidava de tum-tum) apenas nas cenas em que o tubarão estivesse presente.

Nas cenas de barbatanas falsas e afins, não há trilha sonora dessa forma, assim com as tomadas subaquáticas das pessoas se divertindo na água.
Inspiração do musicista
Há cenas subaquáticas, que ocorrem no final do filme A Volta ao Mundo Sob o Mar de 1966, que utilizam o mesmo motivo de duas notas que sublinha as cenas subaquáticas ameaçadoras deste filme.
É presumido John Williams sabia disso e incluiu no filme de maneira talvez subconsciente, de forma parecida com o que se faz no Intervalo do Diabo que normalmente é usado há muito tempo, em obras do gênero.
Prazos destruídos
O cronograma era inicialmente de 52 dias, mas foi expandido, praticamente triplicando, terminando em 155 dias.
O diretor teve que conciliar os prazos da Universal, um roteiro inacabado - tanto que Richard Dreyfuss dizia que começaram a filmar sem roteiro, sem elenco e sem tubarão - as condições caóticas em Martha's Vineyard e brigas com Robert Shaw, que era beligerante.
No último dia de filmagem, Spielberg ouviu rumores de um motim na equipe de gravação e não demorou a viajar para Los Angeles, de avião, assim que acabaram as gravações.
Câmera na Mão
A maior parte do filme foi filmada com a câmera na mão para melhor conter as ondas do oceano.
Spielberg filmou cerca de um quarto do filme a partir do nível da água para proporcionar aos espectadores a perspectiva de estarem flutuando.
Após a conclusão das filmagens ele afirmou que o próximno filme seria em terra firme, disse em tom de chiste que excluiria cenas até no banheiro.
Seu próximo filme foi Contatos Imediatos do Terceiro Grau, que se passava em terra firme, mas continha algumas cenas de banheiro.
O "capítulo" Shaw
Robert Shaw era uma figura muito respeitada por seu trabalho, mas foi um problemaço para a equipe de produção, causando muitas tensões durante as filmagens.
Roy Scheider descreveu seu colega de elenco como um perfeito cavalheiro sempre que estava sóbrio, mas que ao ingerir uma gota de álcool, fica competitivo em um nível insuportável, digno de palavrões.

De acordo com o livro The Jaws Log, do roteirista Carl Gottlieb, Shaw bebia entre as tomadas e falava que gostaria de parar de beber.
Em certo momento Richard Dreyfuss agarrou o copo de Shaw e o jogou no oceano.
O interprete de Quint tentou intimidar Dreyfuss pelo resto das filmagens, oferecendo-lhe mil dólares para subir no mastro de 21 metros e pular no oceano, chamou Dreyfuss de covarde sempre que ele se recusava.
Certo dia, Shaw o atingiu com uma mangueira de incêndio, fazendo com que um Dreyfuss enfurecido saísse dizendo não querer mais trabalhar com ele.
O problema da bebida influenciou até no momento mais emocionante, no monólogo sobre o USS Indianapolis. Shaw tentou fazer o momento embriagado, mas nada da cena pôde ser aproveitado.
Arrependido, o ator ligou para o diretor tarde da noite e perguntou se ele poderia tentar novamente. No dia seguinte de filmagem, a performance de Shaw foi feita em uma única tomada, da forma como está no filme.
![In Jaws (1975), Richard Dreyfuss didn't even have to act as he stared in awe at Robert Shaw's delivery of the USS Indianapolis speech. Dreyfuss explains this in the bonus Blu-Ray footage. "Robert told that story, [I] couldn't keep my eyes off him". : r/](https://preview.redd.it/9xxlb7j2jl771.png?width=1080&crop=smart&auto=webp&s=b3156c3e1b5be42280cf1c458374184408dfbbe9)
Shaw e Dreyfuss não se suportavam e discutiam o tempo todo, o que resultou em uma boa tensão entre Hooper e Quint, no filme.
No entanto, Dreyfuss refutou que os dois se odiavam e disse que tiveram apenas um grande desentendimento no set, quando Shaw o pregou uma peça atirando no rosto de Dreyfuss com uma mangueira de incêndio.
Segundo o próprio, eles resolveram suas diferenças, com o primeiro descrevendo Shaw como a maior personalidade que ele já conheceu.
Shaw convidou Dreyfuss para atuar com ele no palco, dizendo que ele interpretaria Cláudio para o Hamlet dele ou que ele fizesse o Louco para Lear de Shaw, ambas obras de William Shakespeare.
Dreyfuss ficou lisonjeado e concordou, mas somente depois de dez anos, para que suas habilidades de atuação pudessem se aproximar das de Shaw. Esse encontro infelizmente não ocorreu, já que Shaw morreu poucos anos depois de Tubarão.
Relutante
Robert Shaw estava relutante em aceitar o papel de Quint, pois não gostava do livro, mas decidiu aceitá-lo a pedido de sua esposa, a atriz Mary Ure.
Depois disso, ela afirmou que ele não se animava tanto para uma obra desde que o marido fez Moscou contra 007.
Quase capítulo Heston
Embora o diretor Steven Spielberg tenha considerado Charlton Heston para o papel de Brody (ator e estúdio demonstraram grande interesse nisso) o principal motivo pelo qual Spielberg decidiu não escalar o artista teve a ver com o seu passado.
Ora, o ator era lembrado por seus papéis heroicos, acaba de vir de Terremoto que estava chegando ao fim das filmagens durante a fase de seleção de elenco.
Com Heston também sendo considerado para o papel principal em Aeroporto 75 como um piloto heroico que pousa um Boeing 747 avariado, Spielberg argumentou que se ele tivesse sido escalado, significaria para o público que o tubarão praticamente não tem chance contra esse ser grandioso.
O ator se irritou e recusou a oferta de Spielberg para o papel do General Stilwell em 1941: Uma Guerra Muito Louca. Também foram cogitados
Duvall & Spielberg
Em biografia, Steven Spielberg revelou que Robert Duvall o encorajou a fazer o filme.
Em troca, Spielberg ofereceu a Duvall o papel de Brody, mas ele recusou, temendo que isso o tornasse famoso demais. Duvall queria interpretar Quint, mas Spielberg disse que ele era muito jovem para o papel.
Bruce
Boa parte da mítica de Tubarão tem a ver com o animatrônico do animal que é o título brasileiro da obra. Esse tinha um apelido curioso: Bruce,uma referência ao advogado de Steven Spielberg, Bruce M. Ramer.
O personagem ainda seria homenageado em várias obras, tanto que o predador engraçado de Procurando Nemo é normalmente associado ao nome desse robôzão.
Durante a pré-produção, Spielberg levou seus amigos Martin Scorsese, George Lucas e John Milius à oficina de efeitos especiais onde estava o tubarão Bruce. O ser tinha de 7,6 metros de comprimento, que estava sendo construído.
Lucas até brincou, dizendo que se a equipe de produção conseguisse filmar metade das cenas previstas no roteiro, eles teriam o maior sucesso de todos os tempos.
O diretor de Guerra nas Estrelas enfiou a cabeça na boca do tubarão para ver como funcionava. Milius e Spielberg se esgueiraram até os controles e fizeram a mandíbula se fechar na cabeça de Lucas.
Infelizmente, e de forma bastante profética, considerando as dificuldades técnicas que a produção enfrentaria posteriormente, o tubarão apresentou defeito e Lucas ficou preso na boca do tubarão. Quando Spielberg e Milius finalmente conseguiram libertá-lo, os três homens saíram correndo da oficina, porque, como Milius disse mais tarde: "Sabíamos que tínhamos quebrado algo caro".
Três animatrônicos
Na verdade haviam não um, mas três animatrônicos, cada um com funções especializadas.
Um tubarão era aberto do lado direito, outro do lado esquerdo e o terceiro era totalmente esfolado.

Cada tubarão custou aproximadamente US$ 250.000.
Curiosamente, Bruce só apareceria pela aos 1:21:10 de filme, que tem 124 minutos. Somando todas as aparições, há apenas 4 minutos de tempo de tela.
O apelido malvado
Além do conhecido apelido de Bruce, Spielberg também chamou o tubarão de o grande cocô branco quando ficou bastante frustrado com o incômodo que o prop teve.
Muito se falou que Bruce não foi testado na água antes de chegar a Martha's Vineyard, mas ele foi e funcionou perfeitamente.
No documentário Tubarão por Trás do Clássico é dito abertamente que os testes foram feitos no tanque de água sem sal do Universal Studios. Uma vez colocado no oceano, o sal causou estragos nos controles do tubarão.
Já no primeiro dia de filmagens com Bruce, quando o mesmo afundou e precisou de manutenção e não parecia minimamente assustador.
Foi a partir desse ponto que ele alterou toda a forma de contar história, excluindo a figura para criar tensão ao invés do medo mais básico da visão inicial.
Além disso, Spielberg detestava a aparência falsa do animal, então o filmou de ângulos estranhos, debaixo d'água, por apenas alguns instantes, tudo para impedir que o público o visse direito.
Os sustos e a perda da força
O diretor ainda observou que a primeira aparição surpresa do tubarão provocou a maior comoção do público, na projeção teste.
Depois de refilmar algumas cenas, incluindo novas aparições do animal, a cena de susto no barco de Ben Gardner, provocou a maior comoção, enquanto a aparição do tubarão recebeu metade da reação de antes.
Spielberg entendeu que um filme deve ter apenas um grande momento de susto, porque depois disso o público estará em guarda até o final a exibição.
O apoio da montadora
Spielberg afirmou posteriormente que grande parte do mérito de verossimilhança se deve à montadora do filme, Verna Fields.
Eles brigavam na sala de edição, ainda filmar na a casa da piscina dela. Verna foi quem convenceu Steven a abrir mão de uma cena do tubarão que Spielberg havia passado um dia inteiro filmando.
Após o sucesso inesperado, Spielberg desejava provar seu valor em filmes subsequentes e nunca mais trabalhou com ela, mesmo que ele tenha assumido que ela o ajudou e o inspirou a ser o bom diretor que ele se tornou.
Vale ressaltar que de Tubarão até a morte de Fields, Spielberg realizou apenas três filmes: Contatos Imediatos do Terceiro Grau, 1941: Uma Guerra Muito Louca e Os Caçadores da Arca Perdida.
Dentes macios e onde está Bruce
Bruce tinha dentes macios, especialmente para as sequências que exigiam interação com atores/dublês. O momento da interação dele no barco Orca foi primordial para essa escolha, por motivos óbvios.
O tubarão mecânico usado no filme recebeu o apelido de Bruce de seus tratadores, e a versão de "corpo inteiro" circula por museus, enquanto "Bruce II" reside nos parques temáticos da Universal e "morde" os turistas durante o passeio.

Esses animatrônicos não funcionaram nas filmagens, mas tinham efetividade quando eram vistos por alguns membros do elenco.
Jay Mello que interpretou Sean, o filho mais novo de Martin Brody, contou à revista People que os tubarões usados no filme o assustaram tanto que ele não entrou na água por anos. Ele tinha apenas 6 anos quando foi escalado para o filme.
Diferenças com tubarões reais
Os produtores queriam treinar um tubarão-branco de verdade para o filme, mas logo perceberam que seria impossível, então tiveram que criar uma versão mecânica.
Nova onda de filmes
Depois do sucesso de Tubarão, outros filmes de monstros aquáticos foram produzidos após o sucesso recorde deste filme..
Nós já falamos sobre as maiores imitações de Tubarão e essa onda incluiu Orca: A Baleia Assassina e Tentáculos ambos de 1977, Piranha de 1978, Criaturas das Profundezas de 1980 e Piranhas II: Assassinas Voadoras, de James Cameron.
Além desses, houve uma onda também de filmes de tubarão, no que começou a chamar de Sharksploitation.
Esses incluem Mako, o Tubarão Assassino de 1976, a obra italiana O Último Tubarão de 1981, a trinca da década de 1990 Tubarão Cruel, Do Fundo do Mar e Tubarões, fora os estúpidos filmes da SyFy com a franquia Sharknado e outras obras piores que os citados.
Atrasos e dificuldades
Segundo os cálculos do diretor, das doze horas de diária, apenas quatro horas eram efetivamente dedicadas às filmagens, em média.
Uma das condições combinadas era que as filmagens em Edgartown terminassem antes da chegada dos turistas de verão, isso se mostrou uma "benção", pois o cronograma de produção levou a equipe para o mar para a caçada ao tubarão no último terço do filme, além disso, o fim das filmagens serviu para fazer a montagem dos turistas, balsas e automóveis invadindo a ilha, ou seja, aquelas eram imagens reais.
Para quebrar a tensão, Roy Scheider iniciou uma guerra de comida com o elenco e a equipe, depois, ele, Dreyfuss e Spielberg pularam em uma piscina para se refrescarem.
Elogios e honrarias
O líder cubano Fidel Castro elogiou o filme, comparando-o a uma representação do desprezo do capitalismo pela vida humana. (especificamente pela decisão do prefeito Vaughn de manter as praias abertas).
Foi eleito o sexto filme mais assustador de todos os tempos pela Entertainment Weekly e o 48º melhor filme pelo American Film Institute em sua lista dos 100 melhores filmes na edição de 1998. Dez anos depois, caiu oito posições, para o 56º lugar.
Eleito o 3º melhor filme de todos os tempos pela revista Total Film (novembro de 2005) e o 5º melhor filme de todos os tempos pela revista Empire (setembro de 2008). Já A frase "Você vai precisar de um barco maior", foi eleita a 35ª melhor do cinema pelo American Film Institute entre cem.
Foi incluído na lista dos 1001 Filmes Para Ver Antes de Morrer, editada por Steven Schneider. Enquanto o tubarão foi classificado como o décimo oitavo maior vilão na lista dos 100 Heróis e Vilões do AFI: American Film Institute.
Ataque de Pânico
Spielberg demorou a ver o filme pronto, depois do lançamento e não foi à toa, já que ele ficou com a saúde bastante debilitada, segundo o próprio, assim que acabaram as gravações em Martha's Vineyard, ele teve um surto:
Eu não conseguia respirar; achei que estava tendo um ataque cardíaco (...) ia ao banheiro e jogava água no rosto o tempo todo, estava tremendo, estava completamente fora de mim.
Disse também que teve pesadelos recorrentes com as filmagens.
Após a conclusão das gravações ele passou uma noite em um hotel em Boston antes de voltar para Los Angeles, onde teve esse ataque de pânico devido ao estresse acumulado durante meses.
Ele também relembra ter ligado para sua mãe quando estava passando por um momento particularmente difícil no set. Dizia ser impossível fazer o que se exigia dele e até pediu ajuda a ela, mesmo que ela não fosse do ramo.
Ele morria de medo de demissão, isso se agravou quando Sid Sheinberg, que dirigia o estúdio, voou até Martha's Vineyard só para avaliar a situação.
Sid disse não ter certeza de que o filme poderia terminar do jeito que estavam correndo as gravações.
Também disse que Martin Scorsese o apoiou, viajando para o set para consolar o amigo.
Cortes e diferenças entre versões
Nas versões em vídeo, algumas cenas que foram declaradas "ausentes" da versão de cinema, aparecem no vídeo.
Isso ocorreu graças a transmissão da televisão. A emissora precisava de cenas adicionais, então usaram filmagens extras da produção do filme.
O filme sofreu melhorias técnicas e foi adaptada para salas d e IMAX, chegou a figurar entre os 10 filmes mais assistidos no fim de semana do Dia do Trabalho em 2022.
Lenda urbana rubra
Uma inverdade frequentemente repetida sobre Tubarão é que a cor vermelha nunca é usada em nenhuma roupa ou cenário, pois Steven Spielberg queria que ela fosse vista apenas como sangue.
No entanto se percebe a cor em chapéus e roupas, em bandeiras estadunidenses, itens da Coca-Cola, estofados, letreiros, coolers, rótulos de latas e potes, etc., além de grande parte do casco do barco Orca.
Oscar
Steven Spielberg estava tão certo de que ganharia o Oscar que pediu a uma equipe de reportagem que o filmasse, junto com sua equipe, assistindo à cerimônia em uma festa especial que estavam organizando.
Para o seu desgosto, Tubarão perdeu Melhor Filme para Um Estranho no Ninho, mas venceu três dos quatro prêmios para os quais foi indicado no Oscar, com Montagem, Mixagem de Som e Trilha Sonora Original.
Este foi o segundo filme de terror indicado ao Oscar de Melhor Filme, depois de O Exorcista .
Havia a expectativa de que esse seria o filme com o maior número de indicações ao Oscar do ano, mas isso não ocorreu e Spielberg ficou profundamente decepcionado por não ter sido indicado na categoria de Melhor Diretor.
Mais tarde, ele se mostrou mais otimista em relação à ausência de indicação (foi o único indicado a melhor filme que não foi indicado a melhor diretor) admitindo que não era algo ruim ter perdido a quinta vaga de melhor diretor para ninguém menos que Federico Fellini.
Classificação
O filme foi originalmente classificado como R pela MPAA, mas foi reclassificado para PG após o corte de uma cena que mostrava uma perna decepada, reduzindo-a em alguns frames.
Após o lançamento do filme, o interesse pela pesca de tubarões disparou.
Narrativa
A trama inicia com um passeio pela água, ao som da música característica de John Williams. Algo se move nas profundezas, corre por entre algas e corais varrendo a imensidão azul.
Nos créditos de abertura se usa uma gravação de áudio distorcida de pássaros grasnando sobre o logotipo da Universal dos anos 70, em uma clara homenagem à abertura de Os Pássaros de Alfred Hitchcock, que utiliza os mesmos sons sobre o logotipo da Universal daquela época.
A suposta primeira cena
Em comentários de DVD, Spielberg disse que sua ideia era apresentar o tubarão em uma cena que se passaria no cais à noite, enquanto o chefe do porto assistia à TV, pela janela atrás dele, o público veria uma fileira de barcos subindo e descendo enquanto o tubarão nadava por baixo deles.
O cineasta acreditava que o movimento dos barcos ajudaria a indicar o tamanho do tubarão, mas a logística provou ser muito difícil de coordenar adequadamente, fora a questão do tubarão Bruce não funcionar.
A vítima um
Na praia, jovens confraternizam, incluindo o casal Chrissie (Susan Backlinie) e Tom Cassidy (Jonathan Filley) planejam tomar um banho de mar, juntos.
Então nadam nus, antes que o garoto entrasse na água, a jovem bela é pega, levada de um lado para o outro, sacudida e morta.

O menino foi salvo por sua incapacidade...por sua bebedice. Curiosamente essa foi a única aparição de Jonathan Filley no cinema.
Ele foi descoberto em testes locais e embora nunca mais tenha aparecido em outros filmes, tornou-se um assistente de produção de sucesso e reencontraria Steven Spielberg 30 anos depois em Guerra dos Mundos como chefe dos assistentes de produção.
Como era típico de obras slasher, como Halloween e Sexta-Feira 13, os adolescentes eram na verdade adultos, Backlinie e Jonathan Filley tinham 27 anos.
Nesse ponto, fica a dúvida sobre o que atacou Chrissie, mas é dado que a mordida de um tubarão branco - raça do animal que a atacou - tem a força estimada em 1,8 toneladas.
A cena com Blackline
Havia dois pesos de 136 kg presos a Susan Backlinie, que estavam sendo puxados por dois grupos de tripulantes em terra. Um grupo puxava para a direita e o outro para a esquerda.
A filmagem dessa sequência levou três dias.

Backlinie contou em uma entrevista que, na maioria das filmagens, uma cena de nudez costuma atrair muita gente para assistir, mas em Tubarão, eles esvaziaram completamente a praia para a cena de abertura, com exceção de alguns membros da equipe necessários.
O homem com quem ela estava saindo na época chegou a abordar Benchley e pediu ao autor que ele se retirasse, para evitar constrangimento a namorada.
A atriz disse que nunca teve problemas em ficar nua, então, quando foi escalada filmar nua não foi um problema, mesmo cercada por vários homens da equipe de produção.
Ela apareceu completamente nua em um ensaio fotográfico chamado "A Dama e o Leão" na edição de janeiro de 1973 da revista Penthouse, dois anos antes do lançamento de Tubarão, algo que ela disse ter gostado muito de fazer, tanto que enviou uma foto da revista para se apresentar ao executivo de produção de Tubarão, que a apresentou a Steven Spielberg.
Dois anos após o lançamento do filme, ela posou nua, brincando na praia, na edição de fevereiro de 1977 da revista Mayfair, em um ensaio fotográfico intitulado "Susan Backlinie - A nua de Tubarão".
Um policial diferenciado e o papel de Ellen
O delegado Martin Brody acorda, enquanto fala com sua esposa Ellen Brody (Lorraine Gary) o homem da lei recebe uma ligação.
Zanuck queria sua então esposa, Linda Harrison, (a mesma que fez Nova em O Planeta dos Macacos) para o papel de Ellen Brody, mas desconhecia que o então chefe da Universal, Sid Sheinberg, já havia contratado sua esposa, Lorraine Gary, para o papel.
Para contornar a situação, Sheinberg contatou o produtor de Aeroporto 75, William Frye e pediu que Harrison fosse incluída na lista de atores para um papel naquele filme.
Martin toma notas, destacado em primeiro plano, enquanto a mãe da família cuida do feio ferimento que o filho mais velho teve na mão.
Esse recurso seria reutilizado algumas vezes, por Spielberg, basicamente para determinar urgência.
Amity
A localização de Amity não é especificada no filme.
O livro afirma que fica na costa sul de Long Island, na região dos Hamptons e Spielberg queria filmar em Long Island em um primeiro momento, para usar Montauk Village como locação devido ao seu charme e ao famoso farol.
No entanto, havia a desvantagem de que as águas da costa eram relativamente profundas, o que dificultaria a ancoragem da plataforma onde o tubarão repousava, enquanto em Edgartown/Martha's Vineyard havia um charme bucólico, além de fazer fronteira com os bancos de areia de Nantucket, uma área de águas rasas
O filme não especifica onde Amity se localiza especialmente, apenas que fica em algum lugar na costa de Nova York ou New England.
Na praia
Brody ainda murmura que não é época de temporada alta, ainda. Depois de conversar com um rapaz, descobrem a menina desaparecida.
O policial tem uma postura de pânico, quando encontra o corpo.
Nessa cena, o delegado Hendricks (Jeffrey Kramer) cava a areia com uma faca, em uma homenagem ao western clássico Rastros de Ódio de John Ford, diretor que seria biografado por Spielberg, em Os Fabelmans, interpretado por David Lynch.
Curiosamente essa cena lembra também a forma como Laura Palmer é encontrada no piloto de Twin Peaks, que é a série de sucesso de Lynch e Mark Frost.
Para fazer os caranguejos se mexerem na cena com a parte do braço na praia, o responsável pelos adereços derramou café quente sobre eles.
Descarte de restos mortais
Foi feito um adereço de um braço de Chrissie, há inclusive fotos da prop.

Segundo o diretor o braço parecia falso demais na cena em que os restos mortais de Chrissie são descobertos, então, em vez disso, enterraram uma tripulante na areia com apenas o braço exposto.
Dessa forma, cortaram tanto a cena em que aparece em destaque, quanto na areia.
Interdição fracassada
Martin tenta interditar a praia, mas o o prefeito Larry Vaughn (Murray Hamilton que era o único ator considerado para o papel de prefeito de Amity) é ignorante, acompanhado de 2 sujeitos, Harry Meadows (Gottilieb) e o examinador feito por Robert Nevin, esse último que é interpretado por um médico de verdade, cuja esposa foi contratada como secretária de produção de Spielberg.
Nevin imita a tendência dos pescadores locais, que também fizeram pequenos papéis e figuração no longa.
Amity é uma cidade praiana e de veraneio, como sua "concorrentes" Cape Cod em Massachusetts, New Hampton em Iowa ou Long Island - ou seja, essa linha de diálogo não dá um norte de onde fica Amity.
Os relatórios médicos tentam fugir de ataque animal e indicam acidentes com hélices de barco. Nesse primeiro momento é até compreensível, visto a falta o histórico de ataques de tubarões, com esse primeiro podendo destruir a economia local.
Ataques semelhantes
Em 1916 houveram ataques de tubarão parecidos em Jersey Beach, bastante semelhantes à do filme, com um nadador nas ondas, um cachorro, um menino além da aparição de uma perna de um homem em um pântano.
Há quem diga que esse foi o episódio de inspiração de Benchley, fato é que mais tarde esses incidentes foram citados no filme.
Festividades próximas
No Brasil o filme estreou no natal, mas na cronologia do filme, se aproxima o 4 de julho, o dia da independência dos Estados Unidos.
As autoridades resolvem ignorar os avisos, no que seria a base para diversas imitações de autoridades relapsas no cinema.
O prefeito de Tubarão é a referência de político inconsequente.
Paranoia
Cauteloso, Martin é tratado como o errado, como alguém preocupado com algo irreal.
Spielberg brinca com a perspectiva, diferencia a visão do delegado, sempre vendo o que ninguém vê.

Isso não é sem razão, já que no primeiro banho público de verão, depois de alguns sustos falsos, ocorre um ataque.
Reunião
Cidadãos vão ao encontro do prefeito e ficam no e n xtorno do político. Querem respostas, enquanto Martin quer interditar a praia, enquanto Vaughn quer fechar por 24 horas.
A maioria das pessoas acham um exagero, chamam de besteira, inclusive, mas como paliativo, colocam uma recompensa pela caça do suposto tubarão em 3 mil dólares.
Um arranhão no quadro, chama a atenção, em um momento que seria mega parodiado.

Esse é Quint, que faz um número, é performático e caricato, mas quer 3 mil só para encontrar e 10 mil para matar.
Quint x Kingsbury
Os trejeitos de Robert Shaw foram baseados em Craig Kingsbury, um fazendeiro excêntrico da região.
Kingsbury conseguiu um papel como Ben Gardner, o sujeito que é encontrado submerso, ele foi contratado inicialmente para ensinar o dialeto local a Shaw, que era britânico, ficou com ator por semanas, tagarelando sobre histórias de tubarões e outros assuntos.

Um assistente de produção gravou a interação deles e alguns trechos da conversa entraram no roteiro, como a fala de que "não é como perseguir um bacalhau ou um peixe-sol em um lago".
Spielberg disse que Kingsbury era a versão mais pura de quem, na minha opinião, Quint era.
Uma outra introdução
No making of do DVD, o diretor disse que a ideia original para apresentar Quint era tê-lo no cinema local assistindo a Moby Dick estrelado por Gregory Peck, a versão de 1956.
Quint deveria estar sentado no fundo da sala, rindo tão alto dos efeitos especiais absurdos da baleia que fez os outros espectadores saírem da sala.
Spielberg diz que a única coisa que o impediu de fazer a cena é que Peck detinha parte dos direitos do filme e ele recusou, não porque achasse uma má ideia usar o filme daquela forma, mas porque Peck não gostou de sua atuação em Moby Dick.
Recusa
Robert Shaw inicialmente recusou o papel de Quint por não gostar do material, mas devia dinheiro à Receita Federal e seu tão aguardado remake de Breve Encontro estava em desenvolvimento, ele cedeu e aceitou o papel.
Infelizmente sua morte precoce o impediu de filmar a versão dese filme.
Richard D. Zanuck e David Brown haviam acabado de trabalhar com Robert Shaw em Golpe de Mestre e o recomendaram a Steven Spielberg.
Problemas em casa
Martin vive brigando com um dos filhos, o primogênito, Michael, que gosta de barcos e do mar.
O menino vive brigando e desafiando o pai, mas é curiosamente simpático e obediente com ele.
Há uma cena em que ele imita as expressões do pai, que foi adicionada de última hora, depois que Spielberg viu Scheider e Jay Mello brincando juntos.
No mar
Pescadores e curiosos montam uma isca de tubarão e fisgam um e levam para a superfície.
No Harbor Master, um bar perto do cais, se percebe um cenário que foi largamente imitado, como ocorreu em Sharknado, do Syfy. Nesses trechos mais tranquilos e mundanos, além de se notar momentos imitados, também há mais semelhanças com Pássaros, de Alfred Hitchcock, já que é o mesmo clima bucólico de cidadezinhas, com a população se recusando a acreditar que haverá problemas.
Uma das maneiras pelas quais Spielberg cria tensão e ansiedade no público é através do uso do "corte brusco" na montagem.
Essas tomadas passam abruptamente de uma imagem tranquila e reflexiva para uma com som mais impactantes, ou o oposto, do ruído para o silêncio.
Nesse ponto, além das artimanhas de Spielberg, se nota que há muitas visitas em Amtity, mas só uma importa de fato, a do oceanólogo Matt Hooper, personagem de Richard Dreyfuss.
Escalação de Hooper
Richard Dreyfuss foi testado e escalado por sugestão de George Lucas, que havia trabalhado com ele em Loucuras de Verão (American Graffiti) curiosamente, ele não estaria nas outras obras de Lucas, como Guerra nas Estrelas.
Seu personagem é simpático e paciente, pergunta onde há um bom restaurante e hotel, mas é ignorado pela maioria das pessoas.
Ele inicialmente recusou o papel, mas ficou preocupado após a primeira exibição de O Grande Vigarista e pediu para ser reintegrado ao elenco.
Dreyfuss foi o único membro do elenco principal a trabalhar novamente com Spielberg, em Contatos Imediatos de Terceiro Grau. Roy Scheider estrelou as duas primeiras temporadas de SeaQuest, obra que Spielberg atuou como produtor executivo. Tanto Scheider quanto Spielberg deixaram a série após a segunda temporada.
35 anos depois deste, Dreyfuss fez uma participação especial em Piranha, fazendo um personagem semelhante, sob o nome de Matt Boyd, vestindo as mesmas roupas de Matt Hooper.
Dustin Hoffman afirmou em uma entrevista que Steven Spielberg lhe ofereceu um papel no filme, mas ele não aceitou. 16 anos depois, fez com o diretor Hook: A Volta do Capitão Gancho.
Outro ataque
Há outras tantas pessoas vindo para Amity, o cais está muito cheio e chegaram vários turistas, vindo de todos os lados.
Depois do receio de entrar na água, enfim a multidão vai para a água, não sem antes o prefeito praticamente ameaçar um banhista de meia-idade.
Como era esperado, ocorre um ataque, do menino Alex Kintner.
Momento diferente
A cena original da morte de Alex previa um boneco flutuando entre os banhistas e então o tubarão saltaria da água para abocanhar ele e uma jangada.
Como era típico do tubarão mecânico, ele não funcionou corretamente, ou saltava da água muito alto ou baixo demais, errando completamente a jangada.
Eventualmente, o tubarão conseguiu pegar, mas sabiamente os produtores acharam que a imagem do tubarão com Alex na boca seria muito perturbadora e poderia comprometer a classificação indicativa do filme.
A montadora Verna Fields cortou o início da cena, de modo que apenas as barbatanas do tubarão fossem brevemente visíveis enquanto virava.
Um segundo ataque, cortado
Uma cena não incluída na versão final mostra o segundo ataque na praia.
O filho de Brody, nada na "área rasa", fica paralisado de terror quando o tubarão se aproxima, um sujeito salvaria o filho do delegado empurrando-o para fora do caminho no último minuto e se colocando na trajetória do tubarão.
Depois disso, havia uma tomada do torso ensanguentado do homem, com ele agonizante, sendo arrastado pelas mandíbulas do animal;
Spielberg filmou a cena, mas decidiu que era muito grotesca e não a incluiu.
Percepção do medo das pessoas
Steven Spielberg estava no fundo do cinema durante uma exibição de pré-estreia em Dallas, em março de 1975, de acordo com o livro Easy Riders, Raging Bulls de Peter Biskind,
Ele disse que viu um homem na primeira fila se levantando e correndo. O diretor achou que ele tinha odiado, mas o sujeito chegou ao saguão, vomitou no carpete, foi ao banheiro e voltou para o seu lugar.
Nesse momento ele teve a certeza de que tina um sucesso em mãos.
Sobre os capturadores
Os aldeões vão até o mar e dois pescadores pegam um tubarão pequeno, John Landis apareceu durante as filmagens da cena.
Steven Spielberg originalmente queria Joe Spinell e Frank Pesce para interpretar a dupla no cais pescando tubarões à noite, mas Pesce não pôde ir a Martha's Vineyard.
Já os dois ilhéus que tentam capturar o tubarão à noite, a partir de um pequeno cais, eram moradores locais e causaram muitos problemas a Steven por serem atores ruins que insistiam em fazer suas próprias cenas de ação.
Steven se vingou insistindo em repetir a cena da queda do cais muito mais vezes do que o necessário e dublando seus diálogos, não uma, mas duas vezes, na pós-produção.
Hooper queria ver o animal, mas o prefeito não permite que ele abra no meio da multidão. O ser já chega desdentado e parece pequeno.
Curiosamente, o termo que se usa para análise do tubarão não cabe, já que autópsi só é realizada em um ser humano morto, enquanto uma necropsia é realizada em um animal morto.
Tubarão #01
O primeiro tubarão morto nas docas era um tubarão de verdade, morto na Flórida, já que não havia nenhum grande o suficiente em Martha's Vineyard.
De acordo com o livro Gottlieb, quando foi enviado para o set e preparado para as filmagens, estava começando a se decompor bastante e o cheiro era horrível.
Ao ser pendurado pela cauda, seus órgãos internos se soltaram e se acumularam no fundo da garganta, aumentando o desconforto daqueles que eram forçados a trabalhar próximos a ele.
Não é à toa que Dreyfuss quase vomita ao examinar, vide o odor. Ele é pequeno, o oceanógrafo não se impressiona, observando ele já se nota que aquele não é o alvo.
Determina que ele é um tubarão tigre ou cação-jaguara, uma espécie capaz de matar humanos, mas com mordedura diferente do visto nas duas vítimas.
Ainda sobre Alex Kintner, a mãe dele chega até o delegado e dá um tapa, já que descobriu que ele tinha ciência da morte da mocinha antes.
A atriz Lee Fierro não conseguiu fingir um tapa, então as dezessete tomadas foram algumas das "mais dolorosas" da carreira de Scheider.
A Sra. Kinter poderia ser presa por isso, sofrendo uma condenação por agressão a um policial em Massachusetts, que é classificada como contravenção, cuja pena pode ser de até 2 anos e meio de prisão, multas, liberdade condicional e possivelmente serviço comunitário.
Ele não presta queixa, já acha que a senhora não está errada.
Sanduba
Alguns anosapós o lançamento do filme, Lee Fierro entrou em um restaurante de frutos do mar e notou um "Sanduíche Alex Kintner" no cardápio.
Ela comentou que havia interpretado a mãe dele muitos anos antes. Jeffrey Voorhees, o gerente do restaurante que havia interpretado Alex, correu para encontrá-la. Eles não se viam desde as filmagens do filme original.
Visita domiciliar
Matt vai à casa do delegado, leva vinho, basicamente por não saber o que levar. Inábil, acaba se servindo da janta do novo amigo, já que chegou justo no momento dessa refeição.
Não percebe sua indiscrição, mas isso não é alardeado, visto que Ellen, a esposa do policial pergunta se ele gosta de tubarões.
A tentativa de conversa ser dá por um motivo somente: urgência, já que embarcará no barco chamado Aurora e ficará meses no mar, distante, pesquisando.
No entender dele, o único capaz de fazer algo na cidade, é o delegado, o único lúcido entre os residentes de Amity.
Curioso que nesse ponto, a esposa se refere ao marido como alguém que sente medo do mar, que é incapaz até de ir a balsa com a família.
Martin sofreu no passado, se afogou na infância, mas fez o seu dever, estudou, afirma que a maioria dos ataques ocorre no raso, com 1m de água e a 3m da praia.

Por ter dúvidas, o policial pergunta também sobre territorialidade, sobre os desgarrados, tubarões que segundo a teoria que Matt descreve, seria um animal sem bando, largado para trás.
Caso esse fosse o tubarão "correto", certamente teria Kintner ainda em seu aparelho digestivo, visto a demora que um animal desse porte teria para digerir um alvo humano.
Martin sugere abrir o animal, afinal, ele é a autoridade local e está irritado com tudo aquilo, acreditando na versão do estudioso, de que aquele certamente não era o bicho que procuravam.
Decide então ir nessa direção.
Abertura do animal
Com nojo e receio, Matt tem a certeza do que já pensava, quando abre a criatura: aquele não era o ser que mordeu a menina e comeu Kintner.
Um líquido branco sai do bicho, há peixes inteiros, pedaços, uma lata e uma placa, da Louisiana, que inclui o número 007, em referência ao desejo constante de Spielberg de dirigir um filme de James Bond, por ser fã da franquia, fato que jamais ocorreu, embora Shaw tenha feito o vilão Red Grant no filme de Bond Moscou Contra 007 em 1963.
O oceanógrafo acha que ele veio do golfo do sul, provavelmente perdido.
O terror está na água
A dupla pega o barco, resolvem mergulhar. Matt se assusta ao encontrar um corpo, no meio do mar, no barco de Ben Gardner, em uma cena que lembra os sustos típicos das películas de horror feitas na Itália.
É possível ver Hooper hiperventilando antes de entrar para examinar a embarcação danificada de Ben Gardner. A hiperventilação reduz o nível de CO2 e as inúmeras respirações profundas e rápidas antes de um mergulho podem prolongar o tempo até que se sinta necessidade de respirar.
Marinheiro
Craig Kingsbury era morador de Martha's Vineyard e era um marinheiro veterano que passou décadas no mar.
Nas palavras do roteirista Carl Gottlieb, ele era um cavalheiro, tinha um vocabulário incrivelmente repleto de palavrões, não à toa se tornou grande influência no desenvolvimento do personagem Quint.

Negacionismo
O prefeito Vaughn é irredutível, acha tudo de um alarde desnecessário, inclusive as pichações que ocorrem nos espaços públicos, como com o outdoor vandalizado, que Vaughn lamenta, para Matt, é uma realidade tangível.
A ideia de Hooper e Brody é parar tudo até agosto, mas as autoridades ignoram, afinal, chegou a época de festividades da independência, a cidade vai receber muita gente.
Simulacro e receio
Spielberg brinca com as expectativas, colocando um menino turista, na beira da praia, jogando Killer Shark em um arcade de verão
Esse era um jogo da Sega, lançado para Arcade em 1972.

Curiosamente, ninguém quer entrar nas águas, há até repórteres de televisão na areia, no caso, Peter Benchley
Larry Vaughn tenta animar as pessoas a entrar na água, talvez em atenção a trama paralela com a Máfia que foi eliminada na hora de arrematar o roteiro.
No romance ele está sendo chantageado pela máfia para manter as praias abertas. A máfia havia investido em imóveis em Amity e esperava uma venda multimilionária.
Martin pede para Mike ficar no lago, ele movimenta o barco para lá, seu irmão Sean também quer entrar.
O sujeito toma um susto, por verem uma barbatana, mandam evacuar a água, era uma brincadeira de dois meninos mas quase ocorrem acidentes.
Depois disso, o predador vai justo para a enseada, o lugar seguro, onde Michael, Sean e os amigos estavam, uma mulher grita, mas só Martin vai ao seu socorro.
A moça do aviso
Carla Hogendyk, que interpretou a garota que percebe o tubarão entrando em um lago era uma moradora local da ilha na época e artista. Sua escalação foi acidental.
Depois de recusar a oportunidade de ser figurante em uma das cenas de rua, ela começou a namorar um homem que trabalhava no filme.
Ela estava no set durante as filmagens da cena do lago e foi convidada a interpretar a garota, mas Hogendyk disse que só aceitaria o papel se suas obras de arte pudessem ser exibidas.
O diretor Steven Spielberg concordou, e, com a roupa que estava usando, ela se afastou do cavalete para gritar: "Tubarão!".

Posteriormente ela descobriu que as filmagens de sua obra acabaram na sala de edição.
Mais um ataque
O tubarão acaba pegando um sujeito em uma jangada.
A cena do ataque é breve, Bruce aparece lentamente, cai uma perna, na água. Depois disso, tudo muda, até o prefeito fica mal, afinal, seus filhos estavam na areia também.
Cedem a Quint
Enfim decidem ir atrás do caçador, que com a seu barco Orca, vai caçar o tubarão.
Vale lembrar que as orcas, as "baleias assassinas", são predadores de tubarões, especialmente tubarão branco.
O navio usado para representar o Orca foi levado para Los Angeles para que a equipe de efeitos sonoros pudesse gravar os sons do navio quanto das cenas subaquáticas.
A embarcação era inicialmente limpa e branca. A equipe de produção a repintou e a deixou com uma aparência desgastada, adicionou o mastro da vela e mais janelas ao redor da cabine.
Em seguida, uma réplica em fibra de vidro foi feita para as cenas de danos graves e naufrágio.
Acidente real
O barco começou a afundar, durante as filmagens.
O diretor Steven Spielberg começou a gritar por um megafone para que os barcos de segurança próximos resgatassem os atores.
John R. Carter, já com água até os joelhos no Orca que afundava, ergueu seu gravardor acima da cabeça, esbravejando para que ignorassem os atores a fim de salvar o departamento de som.
Durante o acidente, a câmera ficou submersa, então seu filme, foi considerado danificado. No entanto, quando se descobriu que a solução de revelação era salina, o filme foi levado de avião para um laboratório de cinema em Nova York, e os técnicos não perderam nada.
Hooper fica extasiado, mas é mal tratado.
Maneiras de filmar
O filme é lembrado por seus vários problemas de produção, incluindo a tentativa de filmar um barco balançando.
A Steadicam ainda não havia sido inventada, mas o cinegrafista Michael Chapman compensou isso apoiando a câmera nos ombros enquanto aprendia a se movimentar e a fazer ziguezagues para anular a instabilidade.
O terço final inclusive foi filmado com câmera na mão, o que levou Spielberg a brincar que Tubarão foi o filme filmado com câmera na mão mais caro de todos os tempos.
Sujeito impossível
Quint é um escroto, tal qual seu interprete, mas ele tinha uma certa razão, no caso, o nó.
Quint está tentando ensinar a Brody a fazer um nó de laço, que é um nó náutico muito útil. Curiosamente esse é um dos poucos momentos de ternura que o personagem tem.
Matt segue sendo maltratado, chamado de inútil, especialmente quando fisgam o anzol pela primeira vez. O universitário acha que pode ser um marlim ou uma arraia, mas quando quebra um pedaço de metal, faz ele desdenhar do rapaz.
Medo do diretor
O maior medo do diretor Steven Spielberg, além da aparência/performance do tubarão mecânico, era que as câmeras avistassem terra firme.
A razão era porque o diretor achava que o público poderia imaginar os personagens tendo a opção de simplesmente correr de volta para a praia quando em perigo. Ele queria isolar o público tanto quanto os personagens.
Martin se assusta ao vislumbrar o animal, que se exibe e o monstro é grande, arriscam ter 6 metros (Hooper) mas acham que são 8 (Quint) e mais de 3 toneladas.
Além disso, é humanizado, parece ter sentimentos de vaidade, já que se exibe.
Os homens ficam entre chamar um barco maior e seguir viagem, enquanto isso, Hooper e Quint discutem sobre cicatrizes
Improvisos e recuos
De acordo com o roteirista Carl Gottlieb, Roy Scheider improvisou a frase "Você vai precisar de um barco maior".
Já cena de exibição de cicatrizes de batalha, Roy Scheider levanta a camisa para revelar uma incisão no apêndice, que não era uma prótese, mas a própria cicatriz de Scheider.
Já a cena em que os três atores cantam bêbados Show Me the Way to Go Home causou um arrepio em muitos membros da equipe, que já estavam à beira de um colapso nessa fase problemática da produção.
A aparição e o alívio cômico
Enquanto o tubarão aparece para Brody, boa parte do público ficou amedrontado.
Quando o público do Centro-Oeste assistiu a uma versão inicial do filme, ficou tão chocado com o susto que ocorre quando o grande tubarão branco rompe a superfície da água enquanto Brody se afasta da proa do barco, que suas reações abafaram o comentário do tamanho do barco.

Após reverem a gravação do momento, os cineastas estenderam a sequência, adicionando mais 10,6 metros de filme para dar ao público tempo suficiente para se recuperar e aproveitar o alívio cômico proporcionado pela fala de Brody.
Indianapolis
Depois das discussões sobre marcas corporais, Quint acaba falando de Indianapolis, Ele fala como veterano de guerra e do naufrágio do navio, que tinham 1100 homens tripulando.
Richard Dreyfuss afirmou que não estava atuando quando Robert Shaw fez seu monólogo sobre o USS Indianapolis, já que ficou genuinamente encantado com a performance de Shaw.
John Milius reivindicou a autoria do discurso de Indianapolis, mas Carl Gottlieb alegou que, na verdade, teve pouca participação, dando todo o crédito a Shaw.
Segundo consta nos materiais assessórios do filme, a história sobre o USS Indianapolis foi concebida pelo dramaturgo Howard Sackler, ampliada pelo roteirista John Milius e reescrita por Robert Shaw após um desentendimento entre os roteiristas Peter Benchley e Carl Gottlieb.
Ainda segundo Gottlieb, a única fala de Milius que permaneceu no filme é a de Quint, no início da trama, quando ele diz ao povo de Amity: Eu o encontrarei por três, mas o pegarei e o matarei por dez.
Proximidade real com Indianapolis
Quando viu o filme, a governanta de Peter Benchley pediu um dia de folga.
Ela ligou para ele no dia seguinte à exibição de Tubarão e quando ele perguntou o motivo, ela respondeu: "Meu filho estava no USS Indianapolis e eu nunca soube como ele morreu até agora."
Em agosto de 2017, 42 anos após o filme o cofundador da Microsoft Paul Allen localizou os destroços do USS Indianapolis no Mar das Filipinas, a uma profundidade de mais de 5.500 metros.
Momentos finais de Orca
Quint observa bem o animal, que submerge mesmo com dois barris e depois, com três.
O Orca era um barco de pesca de 8,8 metros que precisava suportar o peso de mais de 20 membros da equipe e do elenco a qualquer momento.
Em algumas cenas, o barco precisava balançar como se estivesse sendo atingido por um enorme tubarão por baixo. Para conseguir esse efeito, havia uma lancha com uma corda presa, que passava por baixo do casco da embarcação e se prendia do outro lado. [
Ela era acelerada ao máximo, fazendo o Orca balançar violentamente e todos a bordo caírem, exatamente se pretendia.
Após fazer isso três ou quatro vezes, um buraco se abriu no casco e barcos de salvamento chegaram para socorrer e retirar as pessoas do barco.
Dois barcos
Para fazer o Orca foram utilizados dois barcos nas filmagens, um para se manter à tona e o outro para afundar ou subir sob comando humano.

Na primeira vez que o espectador vê o Orca afundar depois do golpe do tubarão, o barco realmente estava afundando e teve que ser reflutuado e a cena refeita para que o efeito ficasse correto.
Decoração
O fator definidor de Quint é a obsessão obstinada por caçar tubarões e isso se enxerga até na decoração dos seus "lares".
Sua empresa está repleta de mandíbulas de tubarão como troféus. Para estudiosos, a ideia é refletir as vítimas de tubarão, mostrando uma carcaça para cada uma dessas.
Como ele é um homem com um objetivo sanguinário, natural que seus troféus simbolizassem a morte e natural também que seu fim e morte tivessem haver com o que viveu em vida.
Desafio de filmar nos barcos
As filmagens em alto mar, a bordo dos dois barcos Orca, foram repletas de dificuldades, fora os tubarões defeituosos, ainda tiveram questões climáticas, os barcos civis e a água que atrapalhava a circulação básica.
Spielberg chegou ao ponto em que abrir mão de uma continuidade rigorosa, percebendo que seria impossível.
Resolveu improvisar na esperança de obter melhores resultados na edição de pós-produção.
É perceptível as mudanças de tempo frequentes, em especial nas cenas na praia ou no oceano, em que o céu alterna entre totalmente nublado, parcialmente nublado e limpo.
Quando Martin tira Michael da água no lago, o sol está quase se pondo ao fundo, mas no momento seguinte, em terra firme, o sol já está alto no céu novamente.
Desespero e nervosismo
Quint se irrita com a condição que o abraça e aperta. Desesperado para ele mesmo resolver, ele quebra o comunicador para que não chamem reforços, logo depois o motor do barco funde, pega fogo e ele não recua.
Curiosamente, Shaw deveria mascar tabaco para mostrar sinais de obsessão, com movimentos repetitivos, mas o ator passava mal, então optou por comer biscoitinhos, que se tornaram algo icônico para Quint.
Virou algo pessoal, uma obsessão, tal qual o tema central de Moby Dick.
Os momentos finais são tensos, com o trio de heróis lutando desesperadamente, não só pela captura, mas também por suas vidas.
O poder da revisão
A sensação de desolação e desesperança ao rever Tubarão é grande, para quem lotou as salas de cinema deveria ser algo ainda maior, mais absurod e grandiloquente.
O modo como Quint cai seria replicado em diversos filmes, engolido pelos fortes dentes do tubarão branco, mas sem um momento de pieguice antes de "se entregar"
Esse parece ser um sacrifício real e não premeditado.
Destino prévio de Quint
Quando o barco Orca está saindo do porto, há uma tomada da janela do Quint com uma mandíbula de tubarão sobreposta e o barco no meio, prenunciando o destino final do Orca e dele.
A ideia inicial era Quint morrer afogado. A corda do arpão que ele atirava no tubarão se enrolava em seu pé e ele era puxado para baixo pelo tubarão, implorando para que Brody lhe entregasse a faca. Inclusive, essa forma combina com esse trecho no livro, mas Spielberg mudou por lembrar por Ahab em Moby Dick.
Se decidiu que ele deveria ser devorado pois seria mais trágico e irônico, dado a experiência com o USS Indianapolis.

A cena inclusive seria mais sangrenta, foi filmada, mas não entrou na versão final para garantir a classificação indicativa PG.
Machados
Há uma cena em que Hooper fica preso na Orca, enquanto o barco afundava. Foram feitas 75 tomadas para acertar a cena.
Scheider não confiava na equipe de efeitos especiais para resgatá-lo em caso de emergência, então escondeu machados e machados pela cabine, por precaução.
Virada e o armamento
Martin então assume como um herói de ação, vai par o caralho, com um arpão e um rifle, na verdade, um fuzil de batalha M1 Garand.
Como é comum para armas de "heróis", a produção alugou pelo menos dois M1 Garands da Stembridge Gun Rentals. Esses foram herdados pela Cinema Weaponry após a aquisição do acervo de armas de fogo da Stembridge.
Jpa a arma de arpão usada por Quint é uma Greener Light com acabamento em níquel. O revólver que Brody usa para atirar no tubarão é um Smith & Wesson Modelo 15 calibre .38 Special.
No entanto, para matar o monstro, os personagens usam todas as formas, acertam o bicho inclusive com a lâmina.
Várias tentativas.
Brody demora a acertar o barril preso ao tubarão, que era justamente o que fez Quint cair rumo ao bicho.

O Garand comporta apenas oito cartuchos em seu carregador integrado, e Brody é visto ejetando um cartucho manualmente enquanto verifica o fuzil, antes de errar mais seis tiros e finalmente acertar o tanque de oxigênio com o sétimo.
Esse detalhe aumenta a tensão do clímax, já que Brody literalmente só tem um tiro para sobreviver.
Durante a filmagem da cena a arma travou pelo menos quatro vezes antes de o tiro funcionar.
O sangue na água era do tubarão
Enfim, o monstro tem um fim poético o sangue na água dele se espalha pelo mar, finalizando ele de uma forma que atrairia tubarões predadores, ou seja, acaba colocando no fim do monstro uma inversão de valores, transformando ele no nível mais baixo da cadeia, igualando-o as presas.
Após o tubarão explodir, o efeito sonoro de "rugido de dinossauro" durante a cena da carcaça afundando é o mesmo que o caminhão faz ao cair de um penhasco no final do primeiro filme de Steven Spielberg, Encurralado.
Ele afirmou posteriormente que colocou esse efeito sonoro intencionalmente para demonstrar a "afinidade" que sentia entre os dois filmes. Esse efeito é originalmente de No Mundo dos Monstros Pré-Históricos de 1957.
O último dia de filmagens
A explosão do tubarão estava programada para o último dia de filmagem, quatro câmeras estavam apontadas para ele. Steven Spielberg, porém, não estava presente.
Ele decidiu que sairia discretamente, antes que a equipe fizesse qualquer tipo de pegadinha. O diretor e Richard Dreyfuss estavam em um avião para Boston quando o ator se virou para ele e perguntou como tinha sido a última tomada, Spielberg respondeu, sorrindo que estavam filmando naquele momento.
O especialista
Na década de 1970, era comum ter um especialista em explosões.
Richard S. Edwards foi contratado, por ter vasta experiência com explosivos, tendo trabalhado na Marinha e posteriormente para a Instituição Oceanográfica de Woods Hole.
Ele resolveu colocar a dinamite para a cena final, mas ao perceber que não conseguia passar pelos dentes da réplica do tubarão, foi forçado a rastejar para dentro do dispositivo, que era feito de fibra de vidro afiada, para colocar ali.
Depois de enrolar os joelhos em toalhas e colocar luvas grossas, teve que carregar a dinamite na boca para colocá-la na cabeça do tubarão, onde sua foto foi tirada e agora está nos arquivos da Instituição Oceanográfica de Woods Hole, juntamente com o relato oral que descreve sua contribuição para este filme.

A Gaiola
Hooper desce com a gaiola, para facilitar a vinda do vilão, a fim de que Brody pudesse acessar o barril e esse momento teve uma série de momentos particulares, como o fato de que um tubarão de verdade ficou preso em uma linha que havia sido colocada sobre a gaiola subaquática.
Essa filmagem foi posteriormente usada no filme.
A cena do ataque na gaiola foi filmada em um tanque no Estúdio 3 da MGM.
O tanque é conhecido como Tanque Esther Williams devido a todas as acrobacias subaquáticas que ela realizou ao longo de sua carreira.
O dublê Dick Warlock foi quem interpretou Hooper nas filmagens dessa sequência e foram necessários cinco dias para filmar tudo. Warlock precisou fazer permanente no cabelo, pois ele tinha cabelo liso.
Cenas com tubarão real
Quando o tubarão ataca a gaiola de Hooper, há imagens reais de um grande tubarão branco com uma corda pendurada na boca.
A boca desse tubarão é claramente menor do que a do tubarão que ataca o Orca e essas cenas foram filmadas pelos renomados fotógrafos de tubarões Ron Taylor e Valerie Taylor, com ajuda do especialista em tubarões Rodney Fox.
Como os grandes tubarões brancos que eles filmaram seriam menores do que o tubarão mecânico do filme, eles construíram uma versão menor da gaiola de Hooper.
Dentro da gaiola, eles usaram alternadamente um pequeno manequim ou uma pessoa de baixa estatura.
A filmagem ficou tão boa que eles mudaram o roteiro para mostrar a gaiola destruída e Hooper escapando escondido no fundo do oceano, mas a pessoa de baixa estatura usada na cena se recusou a voltar para a gaiola em miniatura, que foi danificada no incidente.
Desfecho
Ainda sobre a gaiola, no livro, Hooper falece, como castigo pela infidelidade do mesmo com a esposa de Brody,
Peter Benchley não ficou satisfeito com o final de Spielberg, onde o tubarão morre quando um tanque de ar comprimido explode em sua boca, alegando que era irrealista.
O cineasta se defendeu dizendo que teria prendido a atenção do público por duas horas e que, no final, eles acreditariam em qualquer coisa, não importando o quão irrealista ou inacreditável seria o final.
Spielberg chegou a pensar em um final onde, após a explosão do tubarão, Brody olharia para cima e veria várias barbatanas de tubarão, mas optou por dar um refresco a personagens e ao público.
Termina feliz, com o pesquisador voltando para a superfície, navegando de volta, com o delegado.
Tubarão é sensacionalista e sensacional, especialmente por não ter medo de ser o que é: um filme de horror. Mesmo com tanto investimento.
É dos melhores e mais importantes filmes de terror da história e transformaria para todo o sempre o modo de fazer e consumir cinema.
TRAILER







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