Review: Glee – 4x17 Guilty Pleasures

Por mais Blam e prazeres culposos. Cretino até não conseguir se superar, é assim que eu definiria esse episódio de Glee. Já ficou claro para todos nós que o melhor alívio cômico dessa brilhante temporada é o Boca de Truta, e nada melhor do que unir a dupla dinâmica mais inspirada do McKinley para desenterrar as maiores vergonhas do pessoal do Glee Club. Essa era de longe a hora que eu mais esperei desde Glease, e apesar de não ter sido excepcional, as tiradas e um plot gleek para tocar na ferida da violência contra mulher, me fizeram rir da ousadia.

Foi das esculturas com macarrão que Blaine e Sam têm a ideia de unir ainda mais o New Directions fazendo com que os mesmos revelem seus gostos mais vergonha alheia. A performance de Wake Me Up Before You Go-Go exemplifica bem do que eles estão falando. E é justamente essa relação entre os dois que dá o tom da trama. Certo que eu achei bem bizarro o gosto do Sam por Barry Manilow, mas não tem como não vibrar com o entrosamento da galera ao ritmo latino de Copacabana.

Alguém me passa o canal do Fondue For Two por que a cada edição o programa de Brittany só melhora. A convidada da vez foi a devota da Igreja de Satã ou a cheerio mais velha da história. Desde que acertaram o tom de Kitty a personagem deixou de ser insuportável e a tentativa fofa de Brittany humanizar a moça que é odiada por todos foi hilária. De gatos cientologistas a paixões indiscriminadas pela cine série As Apimentadas, foi a revelação de Kitty sobre o seu amor pelas Spice Girls que a aproximou ainda mais das garotas do coral.

Ver as meninas discutindo quem seria quem foi bem nostálgico, pois eu já tive primas nos anos 90 que faziam a mesma coisa. Os sotaques britânicos de cada uma delas foi só o toque de mestre. Wannabe teve a diversão que eu esperava e ainda mostrou que Ryder é bem fã da girlband mais icônica do mundo da música. Disso saiu também o plot denúncia que foi o ódio generalizado por Chris Brown (vulgo Marrom). Foi bem aleatório, mas mesmo assim eu levei tudo no nonsense e só me diverti ainda mais ao ver que Jake só piorou as coisas ao cantar a música de um Brown que também não era nada agradável. Pelo menos a dança em My Prerogative foi legal.

Para fechar as viagens de Lima, Blaine canta Against All Odds lembrando de Kurt e olhando para Sam. Foi uma performance bem mal direcionada, mas fez jus a música. Hilário mesmo foi Sam revelando que nunca deixou de notar a paixonite do amigo por ele. Sem perder o tom de convencido, o rapaz ainda fez a piada do drops no bolso e para mim isso foi impagável.

O lado dramático rendeu do término definitivo de Brochel. Quero mesmo Rachel sem ele, e fiquei ainda mais feliz ao ver Lea Michele segurar outra cena dramática tão bem. Longe de ser memorável, Creep casou bem com o momento e eu curti. Os travesseiros da solidão foi o prazer culposo de Kurt, e Santana ganha um customizado sendo uma graça só. Por tanta culpa e vergonhas passadas, nada como fechar o episódio ao som de Mamma Mia, afinal nem existe filme musical mais risível. Vocês amam algo culposamente?

 Gleeks gonna gleeks: Cara de revolta da Brittany quando o Jake falou que Britney não era um bom exemplo foi divertidíssima.

Músicas do Episódio:

Wake Me Up Before You Go-Go (Wham!) – Blaine e Sam.

Copacabana (Barry Manilow) – Sam.

Against All Odds (Phil Collins) – Blaine.

 Wannabe (Spice Girls) – Garotas do New Directions.

My Prerogative (Bobby Brown) – Jake.

 Creep (Radiohead) – Rachel e Brody.

Mamma Mia (ABBA) – Rachel, Kurt, Santana e o New Directions.

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