Alerta Dicas #05

Quer saber o que nossa equipe separou para recomendar essa semana? Confira logo abaixo e se prepare para passar um bom tempo conferindo essas ótimas dicas!

alexandre

boiler room2O Primeiro Milhão: Lançado sem muito alarde em 2000, esse longa é uma espécie de mistura das ideias presentes em dois outros filmes: Wall Street - Poder e Cobiça e Sucesso a Qualquer Preço. Ambos são inclusive citados ao longa da trama, que tem Giovanni Ribisi como um jovem cujo sonho é ficar rico sem muito esforço. Para isso, monta um cassino clandestino em sua casa, mas, após ser descoberto pelo pai, um juiz, resolve se aventurar pelo mundo das ações. Ao entrar na firma J.T. Marlin, passa a ver um mundo de possibilidades, onde jovens conseguem faturar alto, comprar Ferraris e passar o tempo livre decorando as falas de Gordon Gekko, o personagem de Michael Douglas no já citado filme de Oliver Stone. O que faz O Primeiro Milhão ser interessante é seu elenco e sua crítica ao sonho desenfreado de se tornar um milionário às custas da ganância alheia. Com boas performances de jovens atores como Scott Caan (o Danny de Hawaii 5-0) e Nicky Katt, O Primeiro Milhão tem até mesmo Vin Diesel convincente como um corretor. Já no que diz respeito à trama, há bons momentos como a reflexão do personagem central ao perceber que a jogatina ilegal era muito mais honesta do que o mercado de ações. "Pelo menos eu olhava nos olhos dos meus clientes e não enganava ninguém", pensa, em determinado momento do terceiro ato. E há Ben Affleck, como um dos sócios da firma, fazendo discursos motivacionais cuja falta de escrúpulos é reflexo de inúmeros argumentos de vendedores (que conecta o longa de maneira eficiente ao também citado Sucesso a Qualquer Preço). Uma curiosidade: em determinado ponto, o protagonista está dirigindo e passa por um enorme outdoor de Forças do Destino, comédia romântica com Affleck, que obviamente aparece no pôster. Essa sequência se dá imediatamente antes da primeira aparição do ator na trama.

Pretty Deadly: Imagine uma mistura de contos de fada com western spaghetti e fantasia sobrenatural. É mais ou menos isso que você vai sentir lendo Pretty Deadly, HQ lançada semana passada nos EUA e que pode ser adquirida empretty deadly formato digital no Comixology. Escrita por Kelly Sue DeConnick, com arte de Emma Rios, a revista é um dos melhores lançamentos de 2013, sem dúvida, principalmente por estar fora do eixo Marvel/DC (a publicação é Image Comics). Com um texto que une poesia com prosa e uma linda arte surrealista e cheia de detalhes, a trama acompanha Ginny, filha da Morte (aqui uma entidade masculina, então esqueça qualquer semelhança com a irmã do Sandman), pelo velho oeste, enquanto busca vingar quem pede por seu auxílio. De leitura rápida, é altamente recomendável fazer várias visitas à esta edição de número 01 para captar os simbolismos e degustar lentamente os belos quadros de Rios e as palavras bem colocadas de DeConnick. Pode haver uma estranheza quanto a sequência de alguns quadros, mas são as autoras evitando exposição desnecessária e avançando a história. A única ressalva é justamente quanto a velocidade da narrativa. Talvez o ideal é que este primeiro número trouxesse o dobro de páginas, até para familiarizar melhor o leitor com este universo fantástico. Lá fora, a revista vem angariando elogios e comparações (desnecessárias, diga-se de passagem) com Sandman. Ainda é cedo para dizer se a novidade será tão interessante quanto a obra de Neil Gaiman, mas o potencial existe. Definitivamente vale a pena acompanhar.

Encomium-A-Tribute-To-Led-Zeppelin-coverEncomium - A Tribute to Led Zeppelin: Não apenas um álbum com grandes sucessos de uma das mais importantes bandas de todos os tempos, Encomium serve também como retrato musical dos anos 90. É que as grupos e artistas presentes no CD representam o som daquela década como poucos. 4 Non Blones, Stone Temple Pilots, Blind Melon e Rollins Band são apenas alguns que fazem bonito ao interpretar canções essenciais para a história do rock sem se sentirem intimidados. Você provavelmente já ouviu ao menos uma das interpretações presentes neste tributo. D'yer Mak'er, na voz de Sheryl Crow, ficou bem famosa e sobreviveu anos após o lançamento, no longínquo ano de 1995. Mas Hey Hey What Can I Do na versão de Hootie & The Blowfish também é um destaque com a releitura country/pop/grunge feita pela banda. Aliás, por falar em grunge, a trupe de Scott Weiland não desaponta com Dancing Days. A única exceção quanto ao período é a inclusão de Thank You tocada pelo Duran Duran. No entanto, a banda oitentista conseguiu conferir um ar contemporâneo à balada imortal de Robert Plant e Jimmy Page. Plant, inclusive, está no álbum fazendo dueto com Tori Amos. Ambos criam uma versão quase etérea de Down by the Seaside, que fecha a coletânea de forma magistral. Indispensável para os fãs do Led Zeppelin e para quem viveu a última década do século 20.

 

tiago

meu malvado favorito 2Meu Malvado Favorito 2: Tá, eu sei que é recente, mas o filme é, sem dúvida, além da melhor animação que vi esse ano, um dos melhores filmes de comédia que já vi. Seguindo a linha do primeiro, que já é bem bacana, essa segunda parte da trama de Gru e sua família, conta um pouco sobre a nova vida, do agora herói, e de como foi abandonar o crime para ser um pai de família, e espião da Liga Contra Vilões, nome bem sacado por sinal =P. Claro que o humor do filme se deve em sua grande maioria aos queridos Minions, que sempre que resolvem dar as caras em cena, para um bater de cabeças, ou para uma canção totalmente reformulada, roubam a cena e levam todos às gargalhas, do mais novo ao mais velho. Sério. Mas não se deve tirar o fato de que os demais personagens conseguem, e com muito sucesso, tirar boas risadas, e momentos fofuchos do público. A animação já se encontra em pré-venda aqui no Brasil, neste link AQUI. 

warley

Black Mirror: Essa é a segunda semana que indico uma produção inglesa, mas realmente não tem jeito, os britânicosBlackMirrorTitleCard tem uma capacidade de produzir produções excepcionais e algumas delas ainda conseguem subverter gêneros e nos fazer refletir e Black Mirror atende ambas. A série, até o momento, tem apenas duas temporadas com 3 episódios cada, e são histórias fechadas, portanto não é necessário assistir um para entender o outro. O que a torna uma produção fora do comum e que faz com que ela deva ser assistida por todos é a capacidade dos roteiristas e do criador, Charlie Brooker, de fazer sátiras sociais, demostrando o quanto os humanos podem ser podres e principalmente mostrando o quão sombria e perigosa podem ser as tecnologias se utilizadas de forma errada, uma vez que já temos acesso à algumas delas e outras são plausíveis de existirem no futuro. Infelizmente ainda não confirmaram uma nova temporada, mas o criador afirmou em uma entrevista que gostaria muito de continuar e que já teria os roteiros para novos episódios. Dito isso, espero muito que ela se concretize, uma vez que o formato ajuda e existem muitos temas que ainda podem ser explorados.

wilker

Capa-Insular1Humberto Gessinger - Insular: Depois de quase 10 anos sem lançar um material totalmente inédito, Humberto Gessinger, o lendário compositor e vocalista da banda porto-alegrense Engenheiros do Hawaii, retorna, em sua melhor forma, com um projeto solo matador chamado Insular.

O álbum conta com grandes nomes da musica gaúcha como Luis Carlos Borges, Bebeto Alves, Nico Nicolaiewsky e Frank Solari. Além de trazer, novamente, uma formação em trio, composta por Rafael Bisonho (Bateria), Rodrigo “Esteban” Tavares (Guitarra e Violão) e o próprio Humberto (Baixo, Guitarra, Teclados e Vocal), remetendo a lembrança da época Gessinger, Licks & Maltz.

Não é só sua estrutura que nos leva aos tempos áureos do grupo oitentista rio-grandense, todo seu setlist passa por inúmeras fases do conjunto. O disco dá início com Terei Vivido e emenda Sua Graça, algo semelhante às introdutórias O sonho é Popular e Herdeiro da Pampa Pobre, do clássico Várias Variantes. Apostando numa forte energia, Bora e A Ponte Para o Dia, dão maior ritmo ao CD, que, por assim, aposta na balada Tchau Radar, A Canção (presente em ¡Adios Esteban!), perpetrando uma luxuosa homenagem ao jovem e bom ¡Tchau Radar!.

Tudo Está Parado é daquelas canções que, só na primeira escutada, ficará armazenada em sua memória. A essência regional desse trabalho vem em Recarga e Milonga do Xeque Mate, onde é possível sentir o cheiro da Erva-mate, que exala melodia e complexidade, em sua constituição. A faixa-título, Insular, surge como uma espécie de sintetizador e, ainda que muito curta, tem uma maturidade literal incrível. Essas Vidas da Gente dá um tom mais intimista à obra, que logo após é quebrado pela divertidíssima e tocante, Segura a Onda, DG, repleta de referências artísticas.

Fechando o engodo, Plano B aparece em forma de despedida, é contagiante e se conclui com a citação de todas as faixas do disco. Inegavelmente, Insular é uma grande empreitada contemporânea de Humberto Gessinger, e energiza, em alta escalada, sua figura perante o meio musical – além de estar fincado entre os melhores álbuns nacionais do ano, podendo, até, servir bem os órfãos de Engenheiros do Hawaii, deixando assim uma esperança que a banda possa voltar futuramente.

Insular pode ser comprado no Stereophonica.

Redação

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