Cinerama: Zodíaco

O filme de David Fincher, Zodíaco (2007) é muitas coisas: Um incrível filme de suspense, um show de cenas bem realizadas e um marco na carreira do diretor americano que tem filmes como Seven (1995) e Clube da Luta (1999) em seu currículo.

O longa narra a caçada a um serial Killer que aterrorizou todo o entorno da baía de São Francisco entre os anos 60 e 70, com suas cartas criptografadas enviadas aos jornais locais, assumindo crimes de sua real autoria e ameaçando tantos outros. Logo, um grande esforço se inicia para colocar as mãos no assassino que se intitula “Zodíaco”.

Trata-se de caso verdadeiro, até hoje não solucionado, relatado com exatidão incrível, através do roteiro brilhante de James VanderbiltO Espetacular Homem Aranha (2012) – e do clima estabelecido por Fincher, em que o espectador –  junto ao personagem de Jake Gyllenhaal – se torna um investigador obsessivo, que vai juntando cada uma das peças lançadas pelo assassino e recolhidas pela polícia.

As cenas de assassinato no filme são muito bem filmadas e chocam sem serem apelativas ou sanguinolentas, e nas sequências enormes, onde se é dado detalhes importantes sobre o caso, apenas em diálogos, Fincher mostra com maestria que sabe colocar a câmera no ângulo certo, com a luz certa e com a energia certa para prender o espectador.

Zodíaco é a típica fita que a primeira vista é encarada como o filme “pé no saco”, se tratando de uma investigação lenta, cheia de pequenos detalhes e com muito diálogo. (Percebe-se isso em sua duração, que chega a quase 3 horas), mas ele se mostra um filme ágil e de muita força, em que o espectador se torna personagem obcecado, como os que figuram a trama, e é levado até os últimos segundos do filme, com os olhos vidrados na tela, e com o coração a mil.

Não podemos deixar de resaltar as ótimas atuações do trio principal: Mark Ruffalo, Jake Gyllenhaal e Robert Downey Jr, que captaram muito bem o espírito de seus personagens e os levam em perfeito ritmo até os seus últimos segundos diante da câmera.

Enfim, um filme que não perde o ritmo um só segundo e que é a mistura de todos os bons elementos que devem estar presentes em uma obra de suspense: Direção inteligente, fotografia impecável, trilha sonora bem composta, atuações intensas, roteiro bem estruturado e, neste caso, precisão em todos os detalhes de época, fazendo este ser um relato fiel do caso e dos anos em que se passou.

Fica aqui a dica para as tardes frias de domingo. Um excelente filme que não deve ser visto sozinho, pois as discussões ao fim da sessão prometem ser calorosas. Até mais, fellas!

Obs: Ouça nosso Alerta Vermelho sobre o diretor David Fincher.

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2 comments

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    Marcos Garbelini 29 novembro, 2013 at 14:01 Responder

    Li algumas críticas em sua coluna e as achei muito boas mesmo. Você escreve bem e de forma que nos deixa curiosos para assistir (ou não! rs) alguns dos filmes. Você tem propriedade no assunto. Parabéns! Grande abraço!

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