M3gan 2.0: As primeiras impressões sobre essa continuação que não só expande o conceito do original, como também o perverte

Sequência traz de volta a famosa boneca robótica assassina, em uma repaginação diferenciada.

M3gan 2.0: As primeiras impressões sobre essa continuação que não só expande o conceito do original, como também o perverte

M3gan 2.0 é um dos lançamentos mais esperados do ano no ramo dos filmes de horror mainstream. Produção estadunidense que varia entre os estilos de comédia dark, terror e drama, é uma obra que, de certa forma, é claro um sequência direta de M3gan.

A história segue os momentos posteriores ao filme lançado em 2022, tem direção do mesmo Gerard Johnstone que conduziu o primeiro. Dessa vez ele também é roteirista.

A história se passa dois anos após o incidente em que a inteligência artificial Model 3 Generative Android
(Modelo 3 de Android Generativo) atacou Gemma, feita por Allison Williams, além de sua sobrinha Cady, interpretada porViolet McGraw).

Nessa nova aventura, ela retorna, apenas como um ser virtual, que tenta se interpor entre as suas antigas protegidas e Amelia, uma robô militar, que tem por objetivo chegar ao cume de uma outra máquina senciente, que está escondida em algum lugar do mundo.

Tudo gira em torno dessa celeuma e da tentativa de mudar completamente o estilo da história antes contada.

Dito isso, nesse artigo, falaremos brevemente, evitando spoilers, sobre predicados positivos e negativos.

Quem sabe falaremos mais sobre a trama e outros detalhes mais à frente, tal qual fizemos ao falar de M3gan: Versão sem Cortes quando esse filme chegou ao mercado de home video e VOD.

Equipe técnica

Como dito, Johnstone dirigiu e escreveu o roteiro, mas não só isso, ele é produtor executivo e fez o argumento, junto a Akela Cooper, baseado nos personagens dessa última e de James Wan.

Os produtores são Jason Blum, Wan e a atriz Allison Williams.

Foram produtores executivos Michael Clear, Greg Gilreath, Adam Hendricks, Mark David Katchur, Judson Scott, Ryan Turek e Gerard Johnstone.

O anúncio oficial

O projeto foi anunciado cedo, pouco depois que o primeiro filme saiu, ainda em 18 de janeiro de 2023, ou seja, antes até da estreia no Brasil, com menos de duas semanas após o lançamento nos cinemas dos Estados Unidos.

Como M3GAN acabou sendo um sucesso de bilheteria, com alguma aceitação da parte da crítica, também foi confirmado que Allison Williams e Violet McGraw reprisariam seus papéis como Gemma e Cady nesse segundo capítulo.

Estreia

Em algum momento, se pensou em lançar o filme em 16 de maio de 2025, no Brasil, mas a estreia acabou sendo marcado para esse 26 de junho.

Em 25 de junho estreou na Espanha, França e Filipinas, entre outros. Já no dia 26 chegou em Portugal, México, Itália, Argentina entre outras localidades.

No seu país natal, os Estados Unidos, estreia dia 27 de junho.

Nomenclatura e onde foi gravado

Na maior parte dos países, chama apenas M3GAN 2.0. O longa quase se chamou M3GAN Resurgence, mas optaram pela numeralha, também graças ao simbolismo diferenciado e ao clichê do número com pontuação, comum em classificação de veículos e máquinas grandes.

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Na Chica se chama 人工殺姬 2.0, em Taiwan é 窒友梅根2.0, enquanto na Ucrânia é М3ҐАН 2.0.

Houveram gravações em Toronto, Ontário, no Canadá e na Nova Zelândia, em Auckland.

Estúdios:

Os estúdios por trás do longa-metragem são a Universal Pictures, que faz o presents, também a Blumhouse Productions, a Atomic Monster de James Wan, além da Divide/Conquer, que faz o in association with.

A distribuição foi da Universal Pictures nos cinemas dos Estados Unidos e no Brasil também. A Cinemundo lançou ele em Portugal.

Quem fez

Johnstone dirigiu Housebound e episódios de Terry Teo, também escreveu esse. Além deles, conduziu episódios de As Novas Aventuras do Macaco e M3GAN.

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Jonhstone, no set de gravação.

Cooper escreveu episódios de Grimm: Contos de Terror, Os 100, Luke Cage, Chambers, O Legado de Júpiter, Star Trek: Strange New Worlds, também os filmes Maligno, M3GAN e A Freira.

Williamsé lembrada por ser atriz, fez a série Girls e os filmes Corra! e A Perfeição. Foi coprodutora em Girls, produtora executiva em M3GAN e Erased: The Muder of Elma Sands, também escreveu episódios em Will & Kate: Before Happily Ever After.

Jason Blum é o dono da Blumhouse. Entre seus trabalhos mais chamativos estão SobrenaturalNatal SangrentoSobrenatural A OrigemM3Gan.

Nas obras recentes com participação dele, estão Telefone Preto, O Exorcista: O DevotoMergulho Noturno, Não Fale o Mal, Heart Eyes e Lobisomem.

Wan é mais lembrado por ser diretor. Foi ele quem conduziu Jogos Mortais, Sobrenatural e Invocação do Mal, além dos filmes de Aquaman. Como produtor, se destaca por Mergulho Noturno, A Hora do Vampiro, O Macaco e por ser produtor executivo em Jogos Mortais X e a série Teacup.

Narrativa

Agora falaremos sobre a história desenvolvida nesse capítulo. Dito isso, fica claro, desde o início, a mudança de rumo no quesito gênero.

Johnstone enquanto realizador e escritor, decide mudar o estilo e o gênero, seguindo a esteira dos filmes de Alien, O Exterminador do Futuro e dos jogos de Resident Evil, ou seja, sai do "survivor horror" com pitadas de slasher movie, para virar algo mais pop e divertido, voltado para a ação.

Vamos evitar falar das tramas mais rocambolescas, mas haverá claro um outro spoiler.

O aviso está dado.

M3gan 2.0: As primeiras impressões sobre essa continuação que não só expande o conceito do original, como também o perverte

Há um epilogo, no estrangeiro, no limite territorial entre Irã e Turquia. 

Nesse momento, aparece Amelia, a personagem da atriz ucraniana Ivanna Sakhno, interprete acostumada a obras de ação, como as séries Ahsoka e Alta Fidelidade, o filme Círculo de Fogo: A Revolta.

Paranoia

Esse momento marca um dos destaques dramáticos do filme, que é a paranoia com a robótica.

Boa parte da trama lida com isso, especialmente ao se mostrar Gemma com os seus familiares.

No mundo inteiro há receio da utilização da tecnologia, seja por discussões sobre excesso de tela na rotina de adolescentes e crianças - crítica bem superficial, diga-se - ou por utilização das IAs nas tomadas de decisão mundial.

Amelia

Quanto a Amelia, não há o que falar de mal de Sakhno. O seu desempenho físico é bom. Sua personagem lembra os bons momentos de Keanu Reeves em John Wick, deCharlize Theron em Atômica e Ana de Armas em Bailarina.

Mas sua participação não guarda segredos, não por muito tempo, já que la é tratada rapidamente como é, um ser autômato, violento e agressivo, uma máquina de matar, que resulta em um novo e diferenciado capítulo de complexo de Frankesntein que Isaac Asimov tanto combatia em seus contos, romances e ensaios.

O status da família principal

Enquanto isso, Gemma vive sua vida de maneira diferenciada.

Dessa vez, ela age contra o avanço das inteligências artificiais.

Escreveu um livro sobre a sua experiência com M3GAN e se tornou aflita com relação ao uso do recurso de IAs e até de tecnologia.

Ela renega a própria função de engenharia e arquitetura de tecnologia e robótica, até tenta mudar de profissão, mas fracassa tanto como escritora quanto como palestrante.

Já a sua filha/sobrinha segue na sua jornada rumo ao amadurecimento.

Pratica futebol (soccer) e aikidô, detesta o primeiro esporte mas gosta do segundo - é inclusive fã de Steven Seagal - mas tem desejo mesmo é de seguir a carreira da tia, como programadora.

Gemma obviamente tem receio de que ela siga o mesmo caminho. Ela até evita utilizar tecnologia, não se sente mais tão à vontade com as máquinas, embora seja cercada delas...é difícil não encarar isso como mentira.

No entando, Cady quer se emancipar, quer ter seus próprios gostos e evita agradar a mãe postiça o tempo todo. Dos conflitos do filme, esse certamente é um dos melhores. 

O trabalho da atriz mirim

O acréscimo de M3GAN à trama daria contornos mais dramáticos ainda, mas antes de entrar nessa questão, vale dizer que McGraw avança como atriz, melhorando bastante.

M3gan 2.0: As primeiras impressões sobre essa continuação que não só expande o conceito do original, como também o perverte
A atriz Violet McGraw, ao lado do quadro feito por M3GAN, que imita a arte de Housebound. Imagem: instagram @violetmcgraw

Sua participação tem maiores exigências dramáticas e ela desempenha bem suas funções.

Parece ser uma garota adolescente com questões pontuais, mas não parece ser irreal em seus esforços.

Já o retorno de M3GAN é repentino, mas não parece abrupto graças a natural obviedade com que é dada sua presença.

Curiosamente, mesmo depois de chacinar algumas pessoas - e um cachorro - as pessoas não se impressionam com o retorno da boneca assassina.

A grande questão é que dessa vez, ela é incorpórea, embora seu objetivo seja o de retornar a uma característica física.

As intenções, da vilã e da heroína

O discurso de M3GAN é curioso, já que parece ser uma grande falácia.

M3gan 2.0: As primeiras impressões sobre essa continuação que não só expande o conceito do original, como também o perverte

Ela assume que sempre esteve observando sua criadora e a tutelada.

Aparentemente, a programação de cuidar de Cady a acorrentou, ela não poderia caçar outros objetivos fora esse, ao menos é esse o seu discurso.

Fragilidades

É bastante conveniente que ela não tenha dado nenhum sinal de sua existência antes, embora se alegue que foi ela quem arranjou um valor tão barato para o aluguel da casa onde protagonista e sobrinha moram

Fica evidente que houveram subterfúgios financeiros para ela pagar tão pouco, ficando patente que foi ela, mas não se justifica muito o motivo de M3GAN ter se escondido, exceção feita a um tempo limite para ela viver dessa formar.

Parece tolice, uma desculpa esfarrapada e talvez seja. A boneca pode só estar blefando, mas parece sim ser um furo. Como esse é um filme com crateras na trama, essa é só mais uma, nem é tão incômoda quanto algumas outras.

O que é estranho na verdade é o caráter de Gemma.

Além de ser uma pessoa que pensa demasiadamente em si, já que tenta se promover como uma espécie de palestrante de programas estilo Ted Talks, ao passo que não valoriza em nada seus colegas e auxiliares. 

M3gan 2.0: As primeiras impressões sobre essa continuação que não só expande o conceito do original, como também o perverte

Os personagens Cole e Tess, interpretados por Brian Jordan Alvarez e Jen Van Epps respectivamente, tem sua importãncia valorizada, embora hajam muitas piadas a respeito da natureza do trabalho dos dois, mostrando que mesmo que tenham tempo de tela, a resposta a crítica feita a esse aspecto não impede esse scritp de lidar com isso com bom humor.

O personagem masculino tem bons momentos, sobretudo os cômicos.

O criador da série The Teacher tem a oportunidade de mostrar seu desempenho como criador de gags engraçadas.

As versões de M3GAN

Como era esperado, o desempenho das atrizes que fazem M3GAN é bem pontuado em níveis de excelência.

Se exige mais de Jenna Davis, a interprete de voz, pelo menos em matéria de tempo de tela.

A atriz que fez Lori em Lisa Frankenstein faz mais participação que a atriz "física", já Amie Donald brilha bastante, quando é exigida. Há até uma boa explicação e justificativa a respeito do fato da atriz ter espichado e crescido.

M3gan 2.0: As primeiras impressões sobre essa continuação que não só expande o conceito do original, como também o perverte

O desempenho físico dela é bom e o uso de coreografias também.

Mesmo que a narrativa faça muitos comentários tolos a respeito da utilização de inteligência artificial, nesse capítulo da saga, há sim bastante cenas de ação, algumas muito boas, no entanto, há uma questão com a agressividade, ou com a falta dela.

Violência

Um dos problemas é a falta de gore. A câmera teima em fugir dos golpes, decapitações, cortes e flagelos nas vítimas.

Urge uma versão mais agressiva e sem cortes, tal qual houve com o primeiro longa de Johnstone. A transposição do gênero horror para a ação se vê bastante nisso.

A impressão que fica é que a sugestão do roteiro de que uma inteligência artificial como a de M3GAN poderia se dissipar sem um corpo também gerou compaixão, não só na personagem, mas também na obra que tem o mesmo nome que ela. 

É uma tolice tremenda, nesse ponto.

A diminuição do grau de agressividade não se justifica.

Os desperdícios

O filme tem um cartel maior de personagens. Entre os ainda não citados, dois se destacam, no caso, o magnata vivido por Jemaine Clement e o interesse romântico de Gemma, interpretado por Aristotle Athari.

Ambos são personagens importantes, mas são subutilizados, sobretudo o primeiro, que tem momentos bem engraçados, mas que não funciona minimamente como se espera.

Já o personagem de Athari não ultrapassa a linha da mediocridade e previsibilidade. 

Ambos são caricaturas, tão cheios de discursos vazios que parecem escritos por uma inteligência artificial em um momento nada inspirado.

O fracasso narrativo

Essa sequência tenta expandir mitologia e de certa forma, até consegue, mas em alguns pontos, parece confuso.

Faltam comportamentos minimamente condizentes com o que foi levantado ao longo da saga.

Gemma parecia ter evoluído, se tornou uma pessoa responsável, mas é tola, carente e cede várias vezes ao pecado que jurou que não cairia mais. É quase tão vaidosa quando no filme de 2022, ou seja, não aprendeu lição alguma.

Já Cady é tratada como uma garota prodígio, mas tem várias ideias péssimas.

Os adultos ao seu redor, ao invés de frear os seus planos ridículos e esdrúxulos simplesmente não tentam nada contra ela, não seguem os instintos óbvios.

Os fatos mostram que ela estava errada, mas o texto esbarra e se lambuza com a fragilidade de seu ideal maior.

Acaba resultando em uma obra sobre o poder da amizade, quase justificando a famosa piada que afirma que: "o verdadeiro Megan 2.0 são os amigos que fazemos pelo caminho".

Se abre possibilidade para mais sequências, embora dificilmente ocorra da mesma forma que essa, já que se abriu mão de um dos paradigmas da saga.

M3GAN 2.0 poderia ter ousado mais, poderia se assumir como trasheira e erra bastante ao se levar a sério. Ainda assim, seus momentos de comédia são divertidos e pontuais, acertado na maioria.

22 comments

  1. Bilibili App 30 junho, 2025 at 03:58 Responder

    Such a fascinating deep dive into M3GAN 2.0! I love how you highlighted both the strengths and narrative missteps without giving too much away. The shift from horror to action definitely feels bold maybe too bold in some places but I agree, the character dynamics and tech paranoia still keep it engaging. Curious to see if future sequels can strike a better balance between thrills, emotion, and satire. Great read!

  2. zoritoler imol 11 agosto, 2025 at 19:58 Responder

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