Mistura entre filme de horror e comédia romântica, longa-metragem tenta se equilibrar entre duas polaridades bem distintas.

Heart Eyes é um filme lançamento de 2025 que faz parte de um movimento curioso recente, que mistura a estética dos Filmes de Matança com parodias de filmes famosos ou de gêneros cinematográficos.
Longa com direção de Josh Ruben, estrela Olivia Holt e Mason Gooding. Sua história trata do assassino serial que tem o mesmo nome do filme e que causa mortes no dia de São Valentim, matando pessoas cada ano em uma localidade distinta.
Outra figura ligada ao filme que chama é Christopher Landon, o famoso diretor de vários filmes de terror recente, que ao lado de seu contumaz parceiro Michael Kennedy, escrevem o roteiro desse.
Além da dupla, também é parte do corpo de roteiristas Phillip Murphy. Essa é uma coprodução entre Estados Unidos e Nova Zelândia, tem o famoso financiador dos filmes de terror mainstream Jason Blum como o principal produtor do filme. Também são produtores Greg Gilreath, Adam Hendricks e Christopher Landon.
São produtores executivos os escritores Kennedy e Murphy, além de Couper Samuelson, Jeanette Volturno, Gary Barber, Chris Stone e Melanie Turner.
Inspiração
Josh Ruben disse que sua ideia sempre foi a de misturar elementos de dois tipos de histórias distintas, imitando os momentos românticos das obras de Nora Ephron, romancista, roteirista e diretora que trabalhou em A Difícil Arte de Amar e Harry e Sally: Feitos Um Para o Outro.
Já os momentos de matança a inspiração e emulação era no cinema de Wes Craven, responsável por clássicos como Aniversário Macabro, Quadrilha dos Sádicos, A Hora do Pesadelo e Pânico.
Estreia
O filme passou na França primeiramente, em 6 de fevereiro de 2025, em lançamento limitado. Vale lembrar que o dia de São Valentim é 14 de fevereiro, mas o longa passou uma semana antes, no dia 7, em alguns cinemas canadenses e estadunidenses.
Posteriormente foi lançado na Austrália e na Nova Zelândia em 13 de fevereiro de 2025.
Nomenclatura
Na maior parte do globo, a obra se chama Heart Eyes. No Brasil é conhecido pelo nome em inglês, na falta de uma tradução e de um lançamento oficial.

Há variações, como no Canadá que em francês é Yeux en Coeurna Ucrânia é Сердечні очі, na Rússia é Влюблённые глаза, já em Portugal é Heart Eyes - Terror à Primeira Vista.
Gravações e estúdios
O filme teve filmagens entre junho de 2024 e julho do mesmo ano. Foi rodado na Nova Zelândia, por isso essa é uma produção entre o país da Oceânia e a nação da América do Norte. As gravações foram em Auckland.
O principal estúdio e detentor de "presents" é a Screen Gems, mas também produziram a obra a Divide/Conquer, Ground Control e Spyglass Media Group.
A distribuição foi da Screen Gems nos Estados Unidos, junto a Sony Pictures, via Sony Pictures Releasing.
Quem Fez:
Josh Ruben tem poucos trabalhos como diretor e é mais lembrado por seu trabalho como ator.

Conduziu Me Assuste, Um Lobo Entre Nós, além disso, atuou em diversas obras como Totalmente Apaixonados, Goodbye Baby, Na Mente de Um Assassino Em Série.
Phillip Murphy escreveu Dupla Explosiva 2: E a Primeira-Dama do Crime, também trabalhou no texto de Os Mercenários 4.
Landon é famoso por ter criado a franquia A Morte Te Dá Parabéns e por ter escrito boa parte dos filmes da franquia Atividade Paranormal.
Foi diretor em Como Sobreviver a um Ataque Zumbi, depois A Morte te Dá Parabéns 2, Fantasmas e CIA, Freaky: No Corpo de Um Assassino e Drop: Ameaça Anônima.
Escreveu Atividade Paranormal 2, Atividade Paranormal 3, Atividade Paranormal 4, Atividade Paranormal: Marcados Pelo Mal, Viral, Atividade Paranormal: Ente Próximo, o telefilme A Mulher que Veio do Céu.
Kennedy escreveu Santa Noite e Freaky, também escreveu Corte no Tempo.
Jason Blum é dono da Blumhouse. Entre seus trabalhos mais chamativos estão Sobrenatural, Natal Sangrento, Sobrenatural A Origem, Telefone Preto, M3Gan, O Exorcista: O Devoto, Mergulho Noturno e Lobisomem.
Adam Hendricks produziu V/H/S Viral, CAM, Observadores, Dezesseis Facadas, A Casa Mórbida. Foi produtor executivo em M3GAN, Feitiço de Aniversário, Santa Noite e o futuro M3GAN 2.0.
Narrativa
A história inicia com uma introdução que aborda e antecipa parte do horror que seria comum em todo o longa, ou seja, é um epílogo sem os personagens centrais, que prevê tudo que ocorrerá.
Perto do dia dos namorados, Patrick e Adeline comemoram. O casal vivido por Alan Walker e Lauren O'Hara está em um momento de expontaneidade forçada.
Esse era para ser o romântico momento de pedido de casamento, mas chama a atenção o cuidado para evocar cores átonas, em tons beges, presentes até nos cabelos e a completa artificialidade no discurso de ambos, fora o fato de que os dois são pessoas odiáveis.
Ele pede ela em casamento, ao som de Are You in Love?, música escrita por Dermot Simpson e interpretada por Spyder Sympson, no entanto a ternura é interrompida por Nico, o fotógrafo (Latham Gaines) que faz uma ligação falando que acabou perdendo o momento do pedido, irritando o noivo, que já estava sendo bastante pressionado por seu par.
Punição por chatice
De certa forma, o texto justifica a violência que em ocorrerá.
Patrick e Adeline são pessoas incorrigíveis. Ela é exigente, insistente e impertinente, já ele é passivo, acomodado e ranzinza.
Eles estão prontos para brigar, mas evitam o conflito, como bons covardes que são. Quando a existência do casal é interrompida por um homem munido e facões e flechas de cupido, quase se suspira de alívio.

No entanto, o matador não sacrifica apenas a dupla de românticos, mas também o funcionário, que nada fazia além de trabalhar.
Danos colaterais estavam em sua conta desde o início. As mortes são gráficas, criativas, variadas, brincam com cores avermelhadas, com tonalidades vibrantes estilo sangue, remetendo a paixão, antes de revelar o rosto mascarado do assassino.
Máscara e o universo de pastiches
O designer dos artefato de Heart Eyes é o artista de efeitos especiais Tony Gardner, também criou as máscaras dos assassinos de Freaky, A Morte te Dá Parabéns e Dezesseis Facadas.
Curiosamente, essas são todas obras que brincam com elementos de outros filmes, transformando esses em obras de horror mais pronunciado, tal qual é com a moda dos recentes filmes baseados em domínio público, embora esse tenha mais orçamento e menos cara de pau.
Como Heart Eyes brinca com comédias românticas, Dezesseis Facadas faz o mesmo com De Volta Para o Futuro, Freaky faz o mesmo que Se Eu Fosse Minha Mãe, enquanto A Morte te Dá Parabéns adapta O Feitiço do Tempo.
Créditos iniciais
Após essa introdução, enfim vêm o anúncio do nome do filme e uma ficha técnica estilizado, com cores vermelhas, mais símbolos de coração e notícias de chacinas.
Se fala que o matador ataca há dois anos, no dia de São Valentim, sendo conhecido como Assassino Heart Eyes ou abreviado, AHE. Ele ataca cidades aleatoriamente, já agiu em Boston e na Filadélfia, seu próximo alvo, parece ser Seattle.
Nesse ponto, se fala dos restos mortais de um carteiro encontrados sob uma pousada em Vermont, que é uma referência ao filme anterior de Ruben, Um Lobo Entre Nós.
A protagonista
Depois do epílogo, finalmente é mostrada a mocinha, Ally McCabe, personagem de Olivia Holt, ela é assustada e estabanada, no primeiro momento em que aparece, crianças pregam peças nela.
Em um café local, é abordada por um homem bonito, Jay Simmonds, o sujeito que é interpretado pelo filho de Cuba Gooding Jr. mas ao encontrar o rapaz, trata de ignorar o sujeito, mesmo achando ele muito belo.
Os dois acabam tendo seus destinos cruzados.

O serviço dela
A menina sonha em ser médica, mas trabalha em outro ramo completamente diferente, já que é publicitária.
Ela presta serviços para Crystal (Michaela Watkins) uma espécie de megera endinheirada e perua, que lembra Meryl Streep e sua Miranda Priestly em O Diabo Veste Prada.
Ela é dona de joalheria, Crystal Cane e para o dia dos namorados, a protagonista pensou em uma peça de marketing bem agressiva e macabra, envolvendo morte e assassinato.
Mais tarde fica claro que há situações sentimentais mal resolvidas, apesar dela dizer que não, mas isso importa pouco, já que pegou mal mesmo a questão de que há um assassino matando gente, no feriado.
Um trabalho incômodo
Além de não combinar em nada com os anseios da protagonista, a agência de publicidade é um ambiente hostil.
Todos brigam, gritam uns com os outros, inclusive há Tommy (Chris Parker) um homossexual mega afetado, estereotipado e bizarro, que não age fora da forma da famosa "bicha má".
Tudo parece feito e calculado para incomodar e para se perceber que não há um pingo de realidade.
Claramente os roteiristas queriam fazer uma crítica a toda claque de publicitários e marketeiros, mas o que parece é diferente.
Além dos personagens citados, há também Monica, a amiga de Ally, vivida por Gigi Zumbado que diz ter sido bancada por um homem mais velho, embora não fique claro se esse sujeito de fato existe ou não, já que é sempre citado e nunca aparece.
Os agentes da lei
Além dos funcionários da agência, também se destacam duas figuras: a dupla de policiais Hobbs e Shaw, que tem esse nome graças aos personagens da saga Velozes & Furiosos, interpretados por Dwayne Johnson e Jason Statham.
Segundo os escritores, eles foram pensados com esses nomes antes de Jordana Brewster assumir um dos papeis.
Ela faz a detetive Jeanine Shaw, enquanto o icônico Devon Sawa, de A Mão Assassina, Premonição e da série Chucky faz Zeke Hobbs.

Os dois funcionam juntos em tela, até mais do que o pretenso casal de protagonistas.
A dupla é incumbida dos casos de matança do início do filme e até flertam com a quebra da quarta parede, já que comentam de forma jocosa sobre acidentes ou incidentes que teriam até o final do filme.
Destino inexorável
A mensagem que o filme quer passar é que não há muito escapatória, qualquer pessoa nos Estados Unidos que comemorar o dia de São Valentim, é um potencial alvo para AHE.
Isso inclui Ally e Monica, que caso arrumem um par, entre as reuniões que participam, poderiam se tornar candidatas a mortas, sob as mãos do assassino em série. Como a protagonista está prestes a formar um casal com Jay, a tendência é que ela seja atingida também.
O candidato perfeito
Simmonds é tratado como um brilhante freelancer, um homem jovem e de destaque, cujo nomadismo é natural, já que ele não tem vínculos empregatícios, pode transitar por onde quiser, tal qual o personagem misterioso que dá nome ao filme.
Sendo um bom profissional, com alta remuneração e reputação, livre de qualquer suspeita, vira assim um candidato ideal a ser o assassino.
É forte, jovem, rápido, bonito e desinibido. O filme faz questão de levantar ele como esse alvo.
Uma breve lista
Monica e Ally especulam quem pode ser o assassino, resolvem então apontar os suspeitos.
Nesse interim, citam Arthur, um ex-namorado de Monica que a sustentava - o tal sugar dad - também Jay. Citam basicamente homens, mas não se aprofundam não. Seus comentários sempre beiram o raso e atingem o óbvio.
Cansadas de tecer comentários inútes, tomam um banho de loja, apelando assim para uma transição/montagem típica das comédias românticas.

As roupas que Ally prova fazem referência a comédias românticas, a primeira igual à de Stacey Dash em As Patricinhas de Beverly Hills, o vestido com colarinho é o que Julia Roberts usa para dormir em Uma Linda Mulher.
Isso reforça a ideia de que, além de Heart Eyes ser um filme de terror, é também uma comédia açucarada e rosada, algumas vezes, pendendo até mais para esse lado.
Date:
Jay é incumbido de ajudar Ally na campanha e marca com ela em um restaurante.
Quando ele vai se encontrar com Simmonds, a impressão é que esse seria um encontro amoroso, até pela decoração do restaurante.
Quando Ally entra, é revistada, por precaução, eles até encrencam com o canudo metálico que ela insiste em carregar e que em algum momento, seria introduzido com importância narrativa.
É somente nesse ponto que ela nota que o rapaz tem uma beleza ímpar, que é um Adônis de ébano, de uma compleição digna dos clássicos de Alcione.
Uso de clichês
Apesar da campanha, a personagem é incessante na busca de evitar banalidades românticas, embora toda a narrativa grite o inverso.
A medida que ela tenta ser espirituosa e diferentona, é observada pelo matador.
Em contraponto, o rapaz é gentil e se prontifica a quebrar o vidro da porta do prédio, já que Ally perdeu as chaves. Estabanado e convencido, ele corta um dos dedos, fato que torna o pretexto perfeito para ele subir.
Ele é sedutor, tão idealizado que chama suspeitas para cima de si.
O acaso
No quarto dela, no closet, se encontra o assassino, escondido. Fica a pergunta se ele estava esperando, se queria assustar e pregar uma peça.
Possivelmente era isso, pois estava em uma rota sem saída, contra duas pessoas, sendo uma delad, um homem maior do que o próprio homicida.
Quando os dois descem, ela diz que Heart Eyes se enganou, por que os dois não são um casal.
Nada poderia gritar mais comédia de amor do que isso. A partir desse ponto, qualquer conversa saída dos lábios dele e dela parece ser muito autoconsciente, tentando estabelecer como um apontamento a metalinguagem, mas sem necessariamente se assumir como tal.
O embate do núcleo "amoroso" com o policial
Depois da sequência do carrossel, Jay é levado pelos policiais e Ally é encarada pela dupla Hobbs e Shaw.
Os dois são tratados de maneira humilhantes, igualados a suspeitos, mas o que de fato assusta não é essa briga e sim como ela é conveniente.
Aparentemente, esse mundo é pequeno demais, por isso os personagens tendem a se encontrar por forças ocultas do destino. De todos os policiais da cidade, tinha que ser eles?
Na delegacia, há um embate entre Hobbs e Jay, com o segundo sendo sarcástico com o primeiro. Quando o policial que Sawa interpreta sai, a mulher faz as vezes de good cop, mas apela para a sexualidade, tenta seduzir o mocinho, que é tão inabalável que segue assim.
Na delegacia, a chacina continua, reduzindo assim as possibilidades e suspeitas para a real identidade do homicida.
Matador capcioso
O sujeito ataca partes íntimas, gosta de cortar a pélvis dos vitimados. Além disso, tem ao seu lado a conveniência de conseguir se esconder de maneira literal, graças ao fato dos jovens imitarem sua customização pelas ruas.

Isso é até esperado. As continuações de Terrifier brincam com essa questão, mas aqui há pouca justificativa para tal, já que esse é o filme um de uma saga.
O que também chama a atenção e incomoda é que os vários personagens divertidos simplesmente evaporam. Crystal some, Tommy e até Monica não aparecem quase nunca, exceto perto da solução final.
Toda a narrativa se concentra no novo casal que aos poucos se afeiçoa um pelo outro, ou varia para os dois policiais, que tem algum tempo de tela.
Por mais que Ally seja carismática, Jay não consegue. É insuportavelmente tedioso e previsível.
Memorável:
Em determinado ponto, o serial killer persegue a dupla até um drive-in onde é exibido Jejum de Amor.
Nesse ponto, há um momento sensacional, com o assassinato a um casal que transava, na parte de trás do carro onde Jay e Ally confessam suas carências um ao outro.

Há partes bem explícitas, assassinatos pesados e poderia ser até mais agressivo.
Há uma cena deletada onde o diretor Josh Ruben tem seu personagem morto com uma shuriken decorada com corações, que é cravada em seu rosto.
As mortes que ficam no corte final incluem um momento em que se enfia uma arma branca na cabeça de um sujeito, interrompendo o gozo do mesmo, para depois puxar a cabeça da mulher com quem ele tem intimidade, enfiando a garganta dela no cabo da arma.
Corpos
Heart Eyes passa a matar pessoas, de maneira indiscrimada.
Ally resolve assumir a responsabilidade. Uma vez que ela e Jay eram os alvos, decidem se unir enfim, não como casal e sim como equipe, tal qual Simmonds sempre quis desde os brainstorms na agência.
Eles estão juntos, basicamente para unir forças e derrotar o vilão.
É piegas, mas é cabível.
No embate da dupla com Heart Eyes, Jay consegue acertar o antagonista, fazendo ele sangrar em cima da menina.
Como Ally disse antes, ela não pode tocar em sangue ou ser tocada, pois passa mal, então vomita e o faz bem, em um dos pontos mais nojentos do longa.
Os dois, no entando, não reconhecem o assassino, o que chama a atenção de quem vê.
Despedida bizarra
Simmonds vai embora, de carona com Shaw, enquanto Ally ainda está em choque, percebe uma paramédica pedindo a toalha que ela usava como coberta.
Esse ponto revela outro horror, já que os paramédicos reutilizam peças de roupa ensanguentadas, sem pudor.
Texto empobrecido
O roteiro é tão tolo que, mesmo após um trauma, a garota só pensa em se aproximar do menino, inclusive fala isso com sua melhor amiga Monica, que convenientemente, reaparece nesse momento.
Ela é mesmo uma personagem de comédia romântica.
O reencontro
A mocinha vai atrás do seu amado, mas o confunde com outro, o que resulta em uma piada capciosa... convenientemente, seu celular toca.
É Heart Eyes, que diz estar com o mocinho em sua posse.
Ela toma um táxi e vai para o local que o homicida quer. O ponto de encontro é em um galpão velho, uma igreja antiga e cheio de velas.
Revelação anticlimática
O matador revela ser David (Yoson An) o sujeito que trabalhava no TI da delegacia, sujeito esse que ninguém reconhece.
Ele diz que o homem morto com roupa de assassino foi Eli (Vinnie Bennett) ou seja, segundo ele, era um trisal. Na verdade, Eli era um escravo sexual e fã dos dois, é chamado até de fanboy, um aficionado pelos métodos de David e Shaw, que topou ser cúmplice e até assumir a culpa pelos crimes.
A justificativa é que o casal tem tara em matar casais na data festiva. Assassinato é a linguagem de amor deles, que resulta em uma péssima justificativa.
Últimos instantes
A sequência final e toda torta, ocorre um tiro que por sorte não mata o mocinho, um golpe incompreensível em David, que nem no replay faz sentido, além de várias explicações desnecessárias.

É tudo muito ridículo, tosco e conveniente.
Pelo menos hágore, vísceras, miolos e mortes divertidas. No final, ainda existe um epílogo, um ano depois, um final adocicado e telefonema com o poema das rosas e Monica tirando foto dos namorados, tal qual o começo do filme, com outra piada de possível morte.
O que de fato incomoda é que ao tentar abraçar dois gêneros distintos, Heart Eyes não acerta minimamente em nenhum deles.
Possui um humor meio bobo, uma autoconsciência superficial e cosmética, já que não resulta em nada.
Para todos os efeitos, é como se esse fosse um pastiche não só do gênero de comédia romântica, mas também dos filmes que Landon dirige, escreve e/ou produz. É o mesmo esquema de Santa Noite, Freaky e A Morte Te Dá Parabéns, mas sem a inspiração que cada um desse possui.
Heart Eyes tinha potencial, mas explora pouco seu lado metalinguístico. Também demora a se assumir como um exploitation, mas quando o faz, consegue tentos positivos. Mesmo carecendo minimamente de identidade, consegue ter situações divertidas e personagens com algum carisma. Ele mira inclusive continuações que podem ou não ocorrer.









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