Alerta da Redação #10 - Agosto

O mês de agosto foi embora mas deixou, como todo mês, algumas boas e interessante notícias no mundo do cinema e das séries de TV. E claro, como já é de costume, separamos as de maior destaque e comentamos em mais um Alerta da Redação.

Então aperte play, e venha comentar com  Tiago LamonicaAlexandre LuizDavi Garcia e Warley Bonanno sobre o oitavo mês do ano.

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5 comments

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    Carlos 7 setembro, 2014 at 08:24 Responder

    Guy Ritchie estragou o personagem Sherlock Holmes por colocar ele porradeiro?

    O que eu queria comentar a respeito é uma certa dissonância que tenho visto nas (poucas) resenhas do filme que encontrei na imprensa, e que se referem ao filme como uma espécie de “releitura” do personagem, como se Holmes tivesse sido recriado como “super-herói” ou “herói de ação”.
    Dissonância que mostra que os críticos talvez estejam familiarizados com os filmes anteriores do grande detetive, mas certamente não com os livros.
    Porque o personagem de Conan Doyle era, afinal, um herói de ação: em O Signo dos Quatro, por exemplo, Holmes não só protagoniza uma excitante perseguição de lancha pelo Tâmisa à noite, como ainda é reconhecido por um ex-pugilista profissional, que se lembra de ter sido nocauteado por ele numa luta.
    Além disso, em A Aventura da Casa Vazia, o detetive revela ser um mestre de “baritsu”, uma arte marcial japonesa cujo correspondente no mundo real é um certo mistério — a palavra parece ter sido cunhada por Conan Doyle ou a partir de “bartitsu” — uma versão de jiu-jitsu introduzida na Inglaterra em 1899 por um sujeito chamado Barton-Wright (“Barton”… “bartitsu”… sacou?) — ou de bujitsu, um termo genérico para artes marciais.
    Holmes também é descrito por Watson como um exímio lutador com bastão, uma habilidade que salva a vida do detetive quando um bando de malandros de rua tenta atacá-lo em O Cliente Ilustre.
    Além disso, é importante lembrar que o detetive, após travar luta corporal com o professor Moriarty em O Problema Final, escala as escarpas suíças com as mãos nuas, e se envolve numa peregrinação que o leva ao Tibete.
    No cinema, no entanto, o personagem sempre havia sido interpretado por atores mais velhos — como Peter Cushing — e as limitações de orçamento e efeitos especiais impediam que esse lado de Holmes florescesse nas telas.
    Ah, sim: o Sherlock do novo filme não “aposentou” a capa e xadrez e o chapéu de caçador: ele simplesmente nunca os usou (i.e., nunca foi descrito por Conan Doyle envergando esse tipo de traje). A capa inverness e o chapéu deerstalker são adições feitas pelo ilustrador original das histórias, Sidney Paget.
    Por fim, Watson: ao contrário dos retratos cinematográficos anteriores, o doutor John H. Watson dos livros nunca foi um velhote paspalho. Ele entra na vida de Holmes ainda relativamente jovem, recém-dispensado do exército por ter se ferido na guerra. É não só um soldado treinado e homem de ação, como faz sucesso com as mulheres (Jude Law está bem no personagem quanto a isso!) e gosta de apostar em cavalos. Como no filme.
    O filme em si trapaceia um bocado com o espectador — não é um mistério “fair play”, daqueles em que todas as pistas estão ao alcance do leitor/espectador mais atento — mas o enredo tem coerência, o que é mais do que se pode dizer de muito blockbuster por aí.
    Enfim: foi necessário esperar que se passasse uma década inteira do século 21 para que o herói mais emblemático do 19 aparecesse por inteiro na tela.

    • Avatar
      @alexluizbr 8 setembro, 2014 at 00:55 Responder

      E olha que nem dissemos o porquê do Ritchie ter "estragado" o Holmes. Achei legal você tomar as dores do diretor e defender a visão dele, mesmo não sendo por esses motivos que você listou que achamos o Holmes dele deturpado. Ele "estragou" o personagem por exagerar nessas características que não haviam sido exploradas no cinema. Ok, o Holmes é pugilista, mas a série dos anos 80 com Jeremy Brett faz menção a isso de forma muito mais fiel, sem precisar do personagem sem camisa, todo musculoso brigando em slow motion. Ritchie transformou Holmes em ação do tipo Piratas do Caribe. Pegou um personagem emblemático e fez um filme de ação clichê, com o Downey Jr. fazendo um Tony Stark steampunk. Mas você deve estar tão acostumado a defender sempre esses argumentos que eu entendo sua posição de já achar que nossa rusga é a mesma de quem nunca leu os livros. Comentamos sobre isso em um podcast dedicado às adaptações do personagem (https://www.cinealerta.com.br/2012/08/01/tunel-do-tempo-podentrar-um-programa-especial-sobre-sherlock-holmes/), então nem vou esticar o assunto.

      Agora, se você acha que falamos "muita merda", continua nos ouvindo pra que? Tsc, tava tão legal sua defesa (apesar de desnecessária por estar embasada em algo que você achou e não no que dissemos), não precisava baixar o nível.

      E por favor, liste os "equívocos" que são tão comuns nos nossos podcasts. Ficamos curiosos e não queremos repeti-los.

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